O juiz Carlos Magno Moulin Lima, da Vara de Recuperação Judicial e Falência de Vitória, também concedeu à Companhia mais prazos para envio de documentos. A Apex, por sua vez, aponta desorganização contábil feita pelo ex-presidente da empresa Fernando Cinelli.
O juiz Carlos Magno Moulin Lima, da Vara de Recuperação Judicial e Falência de Vitória, que assumiu o processo que trata do pedido de recuperação judicial do caso Apex Partners, proferiu na terça-feira (20/10) uma decisão saneando a demanda. Além de conceder mais prazo para que a empresa envie informações à Justiça, ele solicitou mais informações contábeis e também decidiu que um mediador vai ser nomeado para fazer a interlocução entre investidores e a Companhia.
A Apex informou que essa medida já fazia parte dos planos da empresa, que se prepara para escolher um mediador com capacidade técnica e neutralidade diante do tema, para que possa buscar as melhores soluções para todas as partes.
Outra medida positiva no caso está no fato de que a Justiça liberou a Apex a pedir dos investidores aportes nos projetos imobiliários, fazendo a área de Real Estate andar. A Companhia prepara um amplo comunicado aos investidores do segmento informando em especial sobre este andamento, considerado prioritário quando se fala do futuro da empresa.
Soluções
Desde que a própria empresa descobriu graves inconsistências financeiras e indícios de gestão temerária, a Apex Partners vem adotando todas as medidas judiciais e administrativas para as devidas responsabilizações. Fernando Cinelli, ex-presidente do Grupo, foi afastado do cargo e teve os bens bloqueados. Foram descobertos mais de R$ 23 milhões transferidos para suas contas bancárias sem lastro.
A Apex entrou na Justiça com um pedido de recuperação judicial. O pedido de recuperação judicial faz parte das medidas para reestruturar o Grupo, e preservar seus ativos, resguardando os interesses de investidores e credores.
Além de deixar a Apex Partners S/A com inconsistências financeiras graves, Fernando Cinelli deixou a empresa em uma complexa desorganização contábil. Desde então, uma força-tarefa trabalha para reunir e organizar a documentação necessária à análise do pedido de recuperação judicial. A Apex também contratou uma assessoria contábil para apoiar esse trabalho e identificar alternativas para a recuperação da empresa, mas vem enfrentando o fato de que as demonstrações financeiras referentes aos anos de 2023, 2024, 2025 e, principalmente, de 2026 estão incompletas.