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Política

O que Renato Casagrande propõe para dar um freio de arrumação no Supremo

Enquanto assistia ao desfile cívico-militar do 7 de Setembro, em Vitória, e cumprimentava o povo, ex-governador capixaba voltou a defender mandato de 10 anos para ministros do STF e que familiares e parentes de ministros da Corte fiquem impedidos de atuar como advogados em processos que tramitam no

Elimar Cortes 08 de Setembro de 2026 2 min de leitura
O que Renato Casagrande propõe para dar um freio de arrumação no Supremo

Em meio a enxurradas de críticas e pedidos de impeachment renovados para o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-governador Renato Casagrande (PSB), candidato ao Senado nas eleições de outubro, voltou a defender mandato de 10 anos para ministros da mais Alta Corte do Brasil. E mais: se voltar a ocupar uma cadeira no Senado Federal – o que é mais provável, já que lidera todas as pesquisas de intenções de votos –, Casagrande vai propor também que familiares e demais parentes de ministros do Supremo fiquem impedidos de atuarem como advogados no STF:

“Defendo mandato de 10 anos para ministros do Supremo porque a indicação deles é política. É a Presidência da República quem indica o nome do ministro e o Senado aprova, depois de sabatina”, explicou Casagrande, enquanto assistia ao desfile cívico-militar da Independência, no 7 de Setembro, no Centro de Vitória, na segunda-feira.

No dia 19 de junho deste ano Casagrande já havia concedido, com exclusividade, entrevista ao Blog do Elimar Côrtes defendendo esse mesmo ponto de vista. Ele explicou na segunda-feira que, para as demais Cortes Superiores, o sistema de escolha e a permanência dos ministros e desembargadores devem continuar conforme reza a Constituição Federal. Casagrande renunciou ao cargo de governador em abril deste ano para disputar uma das duas vagas ao Senado. Foi substituído por Ricardo Ferraço (MDB), que é candidato à reeleição.

Os protestos de 7 de Setembro contra o ministro Alexandre de Moraes ocorreram em meio a uma escalada de crise no STF e novas revelações envolvendo investigações da Polícia Federal. Os atos ganharam força renovada após o surgimento de novas revelações e mensagens divulgadas no início de setembro de 2026, intensificando o debate político e unificando a oposição sob o lema "Fora Moraes".

No início deste mês, a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, afirmou que o marido foi consultado sobre o contrato assinado entre o seu escritório e o banqueiro Daniel Vorcaro – que está preso –, do Banco Master, que previa o pagamento de R$ 131 milhões em três anos. Em nota, Viviane confirmou que "solicitou informações" por meio da área de compliance do seu escritório a Moraes sobre "eventuais impedimentos legais para a contratação nos termos propostos na minuta contratual".

O ex-governador Renato Casagrande, caso seja eleito senador da República, vai apresentar ao Congresso Nacional propostas legislativas que impeçam que familiares e parentes dos ministros do Supremo atuem como advogados em processos que tramitam na Corte:

“É preciso impedir que familiares de membros da Justiça tenham familiares que façam contrato com quem presta serviço ao Poder Judiciário. Familiares e parentes de ministros não podem representar clientes em processos no STF”, afirmou Casagrande, ao lado do vereador Camillo Neves, candidato a vice-governador na chapa liderada por Ricardo Ferraço.

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