O agronegócio respondeu por 30,4% de tudo o que foi exportado pelo Espírito Santo nos nove primeiros meses de 2026, gerando US$ 2,4 bilhões em divisas, o equivalente a aproximadamente R$ 11,8 bilhões. No período, produtos do setor chegaram a 128 países, demonstrando a amplitude da presença capixaba no mercado internacional. O estímulo dado pelo governo de Ricardo Ferraço (MDB) para o setor é um dos principais incentivos para a agricultura capixaba.
Entre os principais resultados positivos estão o café e seus derivados, que registraram crescimento de 6% no valor exportado, e a pimenta-do-reino, com avanço de 6,5%. Os dois produtos também ampliaram as quantidades comercializadas no exterior, com altas de 27,2% e 7,6%, respectivamente.
Para o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, os resultados refletem a força de duas cadeias nas quais o Espírito Santo construiu posição de liderança. “Café e pimenta-do-reino são duas grandes referências do agro capixaba. O Espírito Santo lidera nacionalmente a produção de café conilon e de pimenta-do-reino, e essa força no campo também se traduz em competitividade no mercado externo. São cadeias importantes para a geração de renda, empregos e divisas e que levam a produção capixaba para diferentes mercados no mundo”, destacou o secretário.
Café
As exportações do complexo café alcançaram US$ 1,4 bilhão, consolidando o produto como principal item da pauta do agronegócio capixaba. O valor representa 58,5% das divisas geradas pelo setor no período. O volume comercializado chegou a 312,4 mil toneladas, crescimento de 27,2% em relação ao mesmo intervalo de 2025. Considerando somente o café verde, foram US$ 1,2 bilhão exportados, com avanço de 9,2% em valor e 29% em volume.
O desempenho internacional acompanha a relevância da cafeicultura capixaba no cenário nacional. O Espírito Santo é o maior produtor brasileiro de café conilon, responsável por cerca de 70% da produção nacional dessa variedade.
Pimenta-do-reino
A pimenta-do-reino gerou US$ 286,8 milhões em divisas no acumulado do ano, crescimento de 6,5% frente ao mesmo período de 2025. Foram exportadas aproximadamente 47,1 mil toneladas, quantidade 7,6% maior. Com esses resultados, a pimenta respondeu por 12,1% das exportações do agronegócio capixaba, ocupando a terceira posição entre os principais produtos da pauta.
O Espírito Santo também ocupa posição de liderança nessa cadeia. O Estado é o maior produtor brasileiro de pimenta-do-reino, respondendo por mais de 60% da produção nacional.
Composição da pauta de exportação do agro
O café e seus derivados lideraram as exportações do agronegócio estadual, com US$ 1,4 bilhão e participação de 58,5%. Na sequência aparece a celulose, com US$ 590,4 milhões, equivalente a 25%, seguida pela pimenta-do-reino, com US$ 286,8 milhões e participação de 12,1%.
Juntos, esses três produtos concentraram 95,6% das divisas geradas pelas exportações do agronegócio capixaba. Também integram a pauta o mamão, com US$ 22,9 milhões; o gengibre, com US$ 21,3 milhões; e chocolates e preparados com cacau, com US$ 14,6 milhões. Este último também apresentou desempenho positivo, com aumento de 1,8% no valor exportado e de 17,7% na quantidade comercializada.
Mercados internacionais
Os Estados Unidos permaneceram como principal mercado do agronegócio capixaba, com US$ 496,5 milhões e participação de 21% nas divisas. Na sequência aparecem Turquia, com US$ 159,6 milhões e 6,8%, e Colômbia, com US$ 133,7 milhões e 5,7%.
A lista dos cinco principais destinos é completada por México, com US$ 126,8 milhões e 5,4%, e Bélgica, com US$ 120,9 milhões e 5,1%. Juntos, esses cinco mercados responderam por aproximadamente 43,9% das divisas, enquanto mais da metade da receita das exportações esteve distribuída entre outros destinos.
Segundo o gerente de Dados e Análises da Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), Danieltom Vandermas, essa distribuição é um aspecto importante do desempenho externo do setor. “Há uma diversificação importante dos mercados compradores. Estados Unidos, Turquia, Colômbia, México e Bélgica são os cinco principais destinos e, juntos, respondem por cerca de 44% das divisas geradas pelas exportações do agro capixaba. Ou seja, mais da metade da receita está distribuída entre outros mercados, o que ajuda a reduzir a dependência de poucos países e dá maior resiliência às exportações diante das oscilações econômicas e geopolíticas internacionais”, destacou.