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Política

Ricardo Ferraço fala da tentativa ‘bizarra’ e ‘surreal’ da parceira de Pazolini em cancelar o desfile da Independência em Vitória

Governador esteve no Centro da Capital capixaba para ver o desfile cívico-militar em comemoração à Independência do Brasil: “Foi uma decisão equivocada...Tivemos que ir à Justiça para garantir o desfile. O 7 de Setembro não tem corrente partidária. É um evento que comemora uma conquista brasileira e

Elimar Cortes 07 de Setembro de 2026 2 min de leitura
Ricardo Ferraço fala da tentativa ‘bizarra’ e ‘surreal’ da parceira de Pazolini em cancelar o desfile da Independência em Vitória

Ao participar, na manhã desta segunda-feira (07/09), do desfile de 7 de Setembro em comemoração à Independência do Brasil, o governador Ricardo Ferraço (MDB) classificou como “bizarra” e “surreal” o fato de ter que recorrer à Justiça para garantir a realização dos desfile cívico-militar. A manifestação do governador, candidato à reeleição, foi feita em resposta à decisão da prefeita de Vitória, Cris Samorini, que, na última quinta-feira (03/09), havia tornado sem efeito o decreto que autorizou a realização do desfile, que é organizado pelo Governo do Estado.

Por meio da Procuradoria-Geral do Estado, o Governo Ricardo Ferraço recorreu à Justiça e, na sexta-feira (04/09), o juiz da 3ª Vara da Fazenda Pública Estadual e Municipal de Vitória, Rogério Rodrigues de Almeida, concedeu liminar derrubando o decreto de Cris e determinando a Prefeitura de Vitória que mantivesse as medidas necessárias para garantir a realização do desfile, que ocorreu na Beira-Mar, no Centro da Capital capixaba.

“Foi uma decisão equivocada [da Prefeitura de Vitória]. Tivemos que ir à Justiça para garantir o desfile. O 7 de Setembro não tem corrente partidária. É um evento que comemora uma conquista brasileira e capixaba, que é a Independência. Acho lamentável que tenhamos de ter ido à Justiça para garantir o 7 de Setembro. Isso é bizarro, é surreal”, criticou Ricardo Ferraço.

O governador capixaba disse mais: "Lamento profundamente. Nós precisamos separar as coisas. A gente, na política, pode ter divergências, mas essas divergências não podem comprometer a civilidade e o bem comum. O 7 de Setembro não pertence a nós. O 7 de Setembro é um evento sem partido e sem ideologia. Esse é um momento da Pátria, um momento do povo. É lamentável que a gente precise ir à Justiça para garantir o desfile”, afirmou.

Para entender o caso

Cris Samorini era vice-prefeita de Vitória até início de abril deste ano. Assumiu a titularidade do cargo no lugar do delegado Lorenzo Pazolini (Republicanos), que é candidato a governador do Estado. Cris é do tipo que faz tudo que seu parceiro Pazolini mandar.

Cris esteve no Desfile de 7 de Setembro. Chegou acompanhado da filha e de membros de sua gestão municipal. Foi cumprimentada pelo governador Ricardo Ferraço e ficou no palanque, com uma presença bastante discreta. No entanto, saiu mais cedo e foi embora bem antes do governador. A prefeita foi convidada pelo governador para participar do hasteamento das bandeiras. Cris aceitou a hasteou a bandeira de Vitória, enquanto Ricardo hasteou a Bandeira Nacional e um oficial da Marinha a do Espírito Santo.

Sobre a tentativa da Prefeitura em cancelar o desfile de 7 de Setembro, leia mais em Parceira de Pazolini, prefeita de Vitória proíbe Desfile da Independência na Capital, mas Justiça não permite.

 

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