O ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos), em sua pré-campanha para o cargo de governador do Espírito Santo, voltou a divergir dos próprios números informados por sua gestão ao Ministério Público do Estado, no procedimento nº 2021.0046.6536-63, da 2ª Promotoria de Justiça Cível da Capital. O procedimento foi instaurado porque, logo depois de tomar posse como prefeito em seu primeiro mandato, em janeiro de 2021, Pazolini declarou para a imprensa que havia nos cofres da Prefeitura “apenas R$ 10 milhões”. Teria sido o valor deixado por seu antecessor, Luciano Rezende (Cidadania).
Em 1º de outubro de 2021, o promotor de Justiça Manoel Milagres da Silva Ferreira encaminhou ofício à Procuradoria-Geral do Município de Vitória solicitando esclarecimentos acerca da notícia de que, quando assumiu a gestão municipal, Pazolini “supostamente afirmou que havia nos cofres da Prefeitura R$ 10 milhões, sendo que na verdade o valor supera os R$ 200 milhões”.
Em resposta ao Ministério Público, a Secretaria Municipal da Fazenda apresentou informações totalmente diferentes dos falados em forma de propaganda pelo então prefeito Pazolini. De acordo com documento oficial encaminhado ao MPES, Vitória possuía em outubro de 2021 o montante de R$ 205.679.704,04 como disponibilidade de caixa líquida; e mais R$ 299 milhões em disponibilidade total de caixa (recursos vinculados e não vinculados). A Secretaria Municipal da Fazenda informou ainda ao Ministério Público um superávit com recursos ordinários (recursos próprios) da ordem de R$ 199.450.807,76; além de superávit financeiro geral (todas as fontes) no valor de R$ 1.133.765.305,88.
Portanto, os números encaminhados oficialmente ao Ministério Público Estadual apresentam valores muito superiores aos divulgados pelo então prefeito Lorenzo Pazolini em suas manifestações públicas.
Só que o ex-prefeito, que deixou o cargo de abril de 2026 para disputar o Governo do Estado, continua divergindo de seus próprios números, numa tentativa de enganar a população com notícias falsas. Em postagem feita no Instagram, na terça-feira (21/07), o delegado Lorenzo Pazolini comete “novo equívoco”. Desta vez, em vez de ter “encontrado R$ 10 milhões” em janeiro de 2021, quando assumiu o cargo de prefeito, ele encontrou “R$ 6,5 milhões em caixa”:
“Era só o que Vitória tinha para investir no início de 2021. O cofre vazio. A economia travada. A pandemia [da Covid/19] no auge. A saída foi uma só: cortar privilégio. Cargos comissionados reduzidos pela metade. R$ 100 milhões enxugados da folha já no primeiro ano”, escreveu Pazolini.
Pelo jeito, o vale tudo de Pazolini tem um objetivo: conquistar o poder maior do Espírito Santo, que é o Palácio Anchieta. As contradições dos números de Lorenz Pazolini foram reveladas, primeiramente, pelo jornalista Max Ladeira, em sua página no Instagram.