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A Quinta-Feira da Paixão (02/04) marcou a despedida de Renato Casagrande (PSB) do comando do Executivo Estadual. Foi uma despedida de muito trabalho, pois, antes de passar a faixa para seu sucessor, Ricardo Ferraço (MDB), Casagrande inaugurou três importantes obras e visitou uma plataforma modelo do BRT na Avenida Carlos Lindenberg, em Vila Velha.

Como ele mesmo costuma dizer, o governador de todos os capixabas acordou cedo e repetiu o que vem fazendo há sete anos e três meses sem parar: trabalhar. E foi no ‘pique do Casão’ que Renato Casagrande se despediu do Governo, pois precisou se desincompatibilizar, conforme determina a Legislação Eleitoral, para se candidatar ao Senado no pleito deste ano.

Logo cedo, o ainda governador Renato Casagrande e o então vice-governador Ricardo Ferraço realizaram a apresentação da primeira estação do Expresso GV, o corredor exclusivo de ônibus em padrão BRT na Avenida Carlos Lindenberg – a via passará a ligar Vila Velha ao bairro Jardim América, em Cariacica. Com investimento de quase R$ 300 milhões, o Expresso GV é o maior projeto de mobilidade urbana já executado na Grande Vitória.

Durante a visita, Casagrande e Ricardo anunciaram a ampliação do projeto, que agora contará com sete estações, em vez de seis, totalizando 14 plataformas equipadas com videomonitoramento, painéis em tempo real e acessibilidade plena. Serão 12 plataformas em Vila Velha e duas em Cariacica, ao lado do Terminal de Jardim América. A primeira plataforma a ficar pronta foi a da Estação Alecrim.

Cada estação contará com duas plataformas, onde os passageiros terão acesso a telas com os horários dos ônibus, além de sistema de videomonitoramento para reforçar a segurança dos usuários do Expresso GV.

“É um ambiente protegido, com capacidade de comunicação com o centro da Ceturb, com videomonitoramento de segurança. O que queremos é dar mais agilidade ao transporte de passageiros, além de mais conforto e qualidade de vida para os capixabas. Além disso, não teremos mais ônibus nas vias laterais, que ficarão destinadas aos demais veículos, e a ciclovia, que hoje passa em frente às lojas, será deslocada para esse corredor, dando mais segurança ao ciclista e liberando a frente das lojas para os clientes”, informou Casagrande.

A nova estação ficará próxima ao Terminal de Jardim América, em Cariacica, e a previsão de conclusão das obras é para meados de 2027.

Governo do Estado entrega reforma da Rodoviária de Vitória e amplia Sistema Aquaviário

De Vila Velha, Renato Casagrande e Ricardo Ferraço, acompanhados do secretário de Estado de Mobilidade e Infraestrutura, Fábio Damasceno, atravessaram a Segunda Ponte de carro e desembarcaram na Rodoviária de Vitória, na Ilha do Príncipe. Eles desceram de seus carros e atravessaram andando toda a extensão da Ropdoviária, onde cumprimentaram passageiros e funcionários e ainda tomaram cafezinho. Lá, eles entregaram as obras de reforma da Rodoviária e de ampliação do Sistema Aquaviário. As intervenções somam investimentos de R$ 20 milhões.

As obras na Rodoviária de Vitória contemplaram a modernização das áreas de embarque e desembarque, estacionamento e pontos de táxi, promovendo mais conforto, organização e eficiência no atendimento aos usuários. A intervenção também contribui para a integração entre diferentes modais de transporte, ampliando a funcionalidade do equipamento.

“O Aquaviário era um sonho das pessoas e hoje entregamos mais um avanço importante, que é a estação aqui na Rodoviária. As pessoas utilizam o sistema tanto para a mobilidade quanto para o turismo, e seguimos ampliando com novas estações e embarcações. Nosso objetivo é oferecer mais opções de deslocamento, reduzir o tempo de viagem e permitir que as pessoas tenham mais tempo para a família e o lazer”, afirmou Renato Casagrande.

O sistema também foi reforçado com a entrega da sétima embarcação da frota, o barco Rio Doce, com capacidade para 130 passageiros. A embarcação é equipada com climatização, bicicletário, banheiro e acessibilidade, garantindo mais conforto e inclusão aos usuários.

“Estamos retomando uma estação tradicional em um ponto estratégico da cidade, agora com uma estrutura moderna e totalmente integrada ao sistema que já está consolidado no dia a dia da população. Vamos avançar com a reativação de outras estações, como no Centro de Vitória e no Terminal Dom Bosco, além da implantação de novas estruturas. É um modelo de transporte que cresce de forma planejada, com qualidade e conforto, integrando cada vez mais Vitória, Vila Velha e Cariacica pela baía, que é um dos grandes cartões-postais do nosso Estado”, comentou Ricardo Ferraço.

Atualmente, o Sistema Aquaviário conta com seis embarcações – Fonte Grande, Morro do Moreno, Mestre Álvaro, Moxuara, Penedo e Forno Grande – operando entre as estações da Prainha, em Vila Velha; Praça do Papa, em Vitória; e Porto de Santana, em Cariacica. Com a ampliação, o sistema fortalece sua capacidade operacional e amplia o atendimento à população.

Em operação desde agosto de 2023, o Sistema Aquaviário já transportou mais de 1,2 milhão de passageiros até dezembro de 2025, consolidando-se como uma alternativa moderna, eficiente e integrada de transporte público na Grande Vitória.

“A ampliação do Aquaviário, com a chegada da sétima embarcação e a nova estação na Rodoviária, consolida o modal como uma alternativa eficiente e sustentável. Estamos integrando a cidade pelo mar, diminuindo o tempo de viagem e oferecendo uma experiência de transporte moderna para a população”, ressaltou o secretário Fábio Damasceno.

Governo do Estado entrega Museu do Cais das Artes com abertura da exposição “Amazônia”, de Sebastião Salgado

Logo depois, Renato Casagrande e Ricardo Ferraço foram para o Cais das Artes, na Enseada do Suá, na capital capixaba. Lá, eles inauguraram o Museu do Cais das Artes, em uma cerimônia que contou com a presença de autoridades, apresentação da Orquestra Sinfônica do Espírito Santo (Oses) e a abertura da exposição “Amazônia”, do fotógrafo Sebastião Salgado. A mostra ficará em cartaz por três meses, com entrada gratuita.

A chegada de “Amazônia” a Vitória marca um momento histórico para a cultura capixaba. A exposição é a primeira a ocupar o museu do Cais das Artes, um dos mais importantes e aguardados equipamentos culturais do Estado, consolidando o espaço como um novo polo de difusão artística no Brasil.

Com mais de 2,5 milhões de visitantes em 20 cidades ao redor do mundo — incluindo Paris, Roma, Londres, Rio de Janeiro, São Paulo e Belém —, a mostra desembarca no Espírito Santo carregada de significado. Sua realização ocorre cerca de um ano após o falecimento de Sebastião Salgado, em maio de 2025, transformando a exposição em uma oportunidade de encontro com o legado de um dos maiores nomes da fotografia contemporânea.

Mais do que uma exposição, “Amazônia” propõe uma experiência imersiva. O visitante é convidado a se desconectar do cotidiano urbano e a mergulhar em um universo onde natureza e tempo se entrelaçam. A mostra reúne cerca de 200 fotografias em grande formato, além de vídeos com depoimentos de lideranças indígenas, evidenciando a grandiosidade da floresta e a força de seus povos originários. A curadoria é de Lélia Wanick Salgado, com trilha sonora original assinada pelo músico francês Jean-Michel Jarre.

Em Vitória, a exposição é realizada pelo Cais das Artes, sob gestão da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), em cooperação com o Governo do Estado, por meio da Secult.

“Nós conseguimos realizar tanto, porque realizamos juntos. Este é meu último ato como governador do Estado e fizemos um esforço gigantesco para chegar até aqui, na entrega do Museu, que é uma obra do Paulo Mendes de Rocha, uma referência e poder ter a exposição do Sebastião Salgado é uma grande conquista para nós capixabas. A cultura é o grande instrumento para formarmos uma sociedade que saiba conviver com a diferença e que dialogue com todos. Estamos terminando um Governo que tirou o Estado da invisibilidade para apresentá-lo como um lugar respeitado. A exposição está linda e o capixaba pode desfrutar dessa grande obra de um dos maiores fotógrafos do mundo”, afirmou Renato Casagrande.

O secretário de Estado da Cultura, Fabricio Noronha, destacou a importância de o Espírito Santo receber a obra de Sebastião Salgado. Segundo ele, a abertura da exposição “Amazônia” marca oficialmente a entrega do museu e representa um marco histórico para o Estado.

“Trata-se de uma mostra de projeção internacional, que alia excelência artística a uma reflexão urgente sobre a preservação ambiental e os povos originários. Ao mesmo tempo em que posiciona o Cais das Artes como um equipamento cultural estratégico no cenário nacional, a iniciativa fortalece os vínculos de Sebastião Salgado com o Espírito Santo e amplia o acesso da população capixaba a uma produção artística de grande relevância e impacto”, comentou.

Sobre o Cais das Artes

O Cais das Artes é um complexo cultural do Governo do Estado do Espírito Santo, concebido como um equipamento público voltado às artes, à cultura e ao convívio social. O projeto é desenvolvido pela Secretaria da Cultura (Secult), em parceria com a Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), responsável pela gestão operacional, e seu projeto arquitetônico foi idealizado pelo renomado Paulo Mendes da Rocha.

A Praça do Cais, parte integrante do complexo, foi inaugurada em janeiro de 2026, marcando a abertura gradual do espaço à população. Com a entrega do museu, o equipamento avança em sua plena operação. O teatro, com capacidade para 1.300 lugares, tem previsão de conclusão até o final deste ano.

Projetado para receber uma programação diversificada, o Cais das Artes reúne áreas expositivas, espaços de formação, ambientes multiuso e salas de reunião, fortalecendo a presença da arte no cotidiano da população capixaba.

Sobre Sebastião Salgado

Natural de Aimorés (MG), Sebastião Salgado é reconhecido mundialmente por sua obra documental de forte impacto social e ambiental. Antes de se dedicar integralmente à fotografia, formou-se em Economia pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), formação que influenciou seu olhar atento às desigualdades, às relações de trabalho e à resistência cultural.

Ao longo de sua trajetória, percorreu mais de 120 países, registrando acontecimentos históricos como a Guerra do Golfo (1991), o genocídio em Ruanda (1994) e a atividade garimpeira em Serra Pelada (PA). É autor de obras marcantes como “Outras Américas”, “Sahel”, “Terra”, “Êxodos”, “Retratos”, “África”, “Gênesis”, “Perfume de Sonho” e “Amazônia”, todas acompanhadas de exposições de grande repercussão internacional.

Entre os diversos reconhecimentos recebidos estão o Grand Prix National de la Photographie (França), o Praemium Imperiale (Japão) e o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Harvard. Em 2023, foi incluído pela revista Time na lista dos 100 líderes climáticos mais influentes do mundo.

Sua trajetória foi retratada no documentário “O Sal da Terra”, dirigido por Wim Wenders e Juliano Ribeiro Salgado. Parceira fundamental em sua carreira, Lélia Wanick Salgado é responsável pela concepção, curadoria e direção artística de seus principais trabalhos. Sebastião Salgado faleceu em maio de 2025, aos 81 anos, em Paris.

(Fotos: Mateus Fonseca/Governo-ES e Hélio Filho/Secom)