Em clima de festa e emoção, o Senado Federal entregou, na quinta-feira (27/03), o Diploma Mulher-Cidadã Bertha Lutz, a maior honraria da Casa para quem luta pelos direitos das mulheres, a 19 brasileiras de destaque. Entre elas, uma presença estava a advogada Cristiane Rodrigues Britto, ex-ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A cerimônia foi marcada por aplausos, sorrisos e lágrimas de gratidão. Cristiane, que também foi secretária Nacional de Políticas para Mulheres, dedicou o prêmio a Bolsonaro: “Esse prêmio é seu, presidente. O senhor nos ajudou a chegar lá na ponta e salvar muitas vidas”, disse a ex-ministra, visivelmente emocionada.
A senadora Damares Alves (Republicanos/DF), que também comandou o mesmo ministério, foi quem indicou Cristiane para receber a honraria: “Hoje é dia de celebração para todas nós, mulheres conservadoras. Cristiane, esse prêmio é um reconhecimento ao seu trabalho incansável. Antes diziam que nós não cuidávamos de mulheres. Hoje, com esse diploma, mostramos que cuidamos, sim, e com excelência.” Damares destacou ainda que o movimento conservador é isso: “A gente vem, mostra serviço e o Brasil reconhece”.
Cristiane Britto reforçou seu compromisso com a defesa das mulheres brasileiras, especialmente as mais vulneráveis. “Mulher conservadora sabe, sim, cuidar de mulher. Sabe fazer política pública de verdade. Esse prêmio não é só meu, é de todas nós que lutamos todos os dias por um Brasil melhor.” Com essa homenagem, a advogada Cristiane entra para a história como uma das vozes femininas mais atuantes do campo conservador.
Agraciadas com o Diploma Mulher-Cidadã Bertha Lutz 2025
Ani Heinrich Sanders – Produtora rural do estado do Piauí, indicada pela senadora Jussara Lima (PSD-PI)
Antonieta de Barros (in memoriam) – Primeira mulher negra a ser eleita deputada no Brasil, pelo estado de Santa Catarina. Foi indicada pela senadora Ivete da Silveira (MDB-SC)
Bruna dos Santos Costa Rodrigues – Juíza no Tribunal de Justiça do estado do Ceará, indicada pela senadora Augusta Brito (PT-CE)
Conceição Evaristo – Escritora e membro da Academia Mineira de Letras, indicada pela senadora Teresa Leitão (PT-PE)
Cristiane Rodrigues Britto – Advogada e ex-ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Foi indicada pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF)
Elaine Borges Monteiro Cassiano – Reitora do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), indicada pela senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS)
Elisa de Carvalho – Pediatra, professora universitária e membro da Academia de Medicina de Brasília, indicada pela senadora Dra. Eudócia (PL-AL)
Fernanda Montenegro – Atriz, indicada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre
Fernanda Torres – Atriz e escritora, indicada pela senadora Eliziane Gama (PSD-MA)
Janete Ana Ribeiro Vaz – Empreendedora e cofundadora do Grupo Sabin, indicada pela senadora Leila Barros (PDT-DF)
Jaqueline Gomes de Jesus – Escritora, professora e primeira gestora do sistema de cotas para negros da Universidade de Brasília (UnB). Foi indicada pela senadora Zenaide Maia (PSD-RN)
Joana Marisa de Barros – Médica mastologista e imaginologista mamária no estado da Paraíba, indicada pela senadora Daniella Ribeiro (PSD-PB)
Lúcia Willadino Braga – Neurocientista e presidente da Rede Sarah, indicada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre
Maria Terezinha Nunes – Coordenadora da Rede Equidade e ex-cordenadora do Programa Pró-equidade de Gênero e Raça do Senado. Foi indicada pela Bancada Feminina
Marisa Serrano – Ex-senadora, indicada pela senadora Tereza Cristina (PP-MS)
Patrícia de Amorim Rêgo – Procuradora de Justiça do Ministério Público do Estado do Acre, indicada pelo senador Sérgio Petecão (PSD-AC)
Tunísia Viana de Carvalho – Mãe de Haia (caso de subtração internacional de criança) e ativista dos direitos maternos e infantojuvenis, indicada pela senadora Mara Gabrilli (PSD-SP)
Virgínia Mendes – Filantropa e primeira-dama de Mato Grosso, indicada pela senadora Margareth Buzetti (PSD-MT)
Viviane Senna – Filantropa e presidente do Instituto Ayrton Senna, indicada pela senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO)
Bertha Lutz
O Diploma Mulher-Cidadã Bertha Lutz premia anualmente personalidades que tenham oferecido contribuição relevante à defesa dos direitos da mulher e às questões de gênero no Brasil, em qualquer área de atuação. O diploma é entregue em sessão do Senado exclusivamente convocada para esse fim, durante o mês de março, como uma das atividades relacionadas ao Dia Internacional da Mulher (8 de março).
O nome do prêmio é uma homenagem à bióloga, advogada e diplomata paulista Bertha Maria Julia Lutz (1894-1976), que foi uma das figuras mais significativas do feminismo e da educação no Brasil do século 20.
Aprovada em um concurso público para o cargo de pesquisadora e professora do Museu Nacional no ano de 1919, tornou-se a segunda brasileira a fazer parte do serviço público no Brasil.
Uma das principais bandeiras levantadas por Bertha Lutz foi a de garantir às mulheres os seus direitos políticos. Ela fundou a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (FBPF), que atuou pelo direito ao voto das mulheres. Em 1934, ela foi eleita suplente de deputado federal. Em 1936, assumiu o mandato de deputada.
Em 1945, integrou a delegação brasileira na conferência que fundou as Nações Unidas, tendo um papel central no evento. Bertha Lutz liderou uma coalizão de diplomatas latino-americanas que conseguiu garantir a inclusão da igualdade de gênero na Carta da ONU, documento fundador da organização.
Bertha Lutz morreu em 1976, aos 82 anos, no Rio de Janeiro.



