Lorenzo Pazolini foi a Cachoeiro, onde agrediu verbalmente o prefeito Theodorico Ferraço, 88 anos: “No ON, ele é uma coisa. No OFF, é outra. Agora, cometeu uma agressão contra o meu pai, na terra do meu pai...Com quem mais ele vai se desentender? É um governador assim que você quer para o Espírito Santo?...Um candidato que fala tanto de paz devia ter mais cuidado com suas atitudes”, disse Ricardo Ferraço.
O governador Ricardo Ferraço (MDB), candidato à reeleição no pleito do dia 25 deste mês, reagiu com bastante indignação aos ataques feitos por seu adversário, Lorenzo Pazolini (Republicanos), ao seu pai, o prefeito de Cachoeiro de Itapemirim, Theodorico Ferraço, durante ato político naquela cidade na última terça-feira (13/10). Ricardo tachou de covarde e irresponsável a conduta de Pazolini, que, além de agredir verbalmente o pai do governador do Espírito Santo, teria empurrado uma cabo eleitoral no meio da rua. As duas informações foram divulgadas em primeira mão pelo Blog do Elimar Côrtes.
A comitiva de campanha de Pazolini se concentrou em frente ao Comitê Central de Ricardo Ferraço, na Rua 7 de Setembro, no Centro de Cachoeiro. Pazolini, então, dirigiu falas hostis ao governador e ao seu pai, proferidas ao microfone de um carro de som e ecoadas por dezenas de aliados do candidato. Pazolini declarou que o tempo da “oligarquia” e do “coronelismo” havia acabado. E usou frase como, se referindo ao Ferraço-Pai: “Coronel, seu tempo acabou!”.
“No ON, ele é uma coisa. No OFF, é outra. Agora, cometeu uma agressão contra o meu pai, na terra do meu pai, em Cachoeiro. Com quem mais ele [Pazolini] vai se desentender? É um governador assim que você quer para o Espírito Santo? Pense nisso!”, pontuou Ricardo Ferraço numa rede social.
Além de reagir aos ataques sofridos por seu pai, Ricardo Ferraço enumerou algumas confusões em que Pazolini se envolveu ao longo de sua trajetória como prefeito de Vitória (leia ao final desta reportagem episódios citados pelo governador).
“Lamento muito a conduta covarde e irresponsável do candidato Pazolini e de sua campanha em Cachoeiro. Agressão, mesmo que verbal, ao meu pai, um senhor com 88 anos de idade – vai completar 90 em novembro próximo –, é inadmissível! Um candidato que fala tanto de paz devia ter mais cuidado com suas atitudes”, disse Ricardo Ferraço.
O governador encerrou seu protesto afirmando que os idosos merecem respeito: “Toda hora entra [Lorenzo Pazolini] em uma confusão: um microfone, um áudio vazado, um vídeo de briga. Assim fica difícil para as pessoas acreditarem no personagem. Todos os idosos merecem respeito”.
Episódios envolvendo Lorenzo Pazolini lembrados por Ricardo Ferraço
Pazolini tomou microfone da sua vice Capitã Estéfane: No dia 9 de novembro de 2022, o então prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, retirou o microfone das mãos de sua vice, Capitã Estéfane, durante um evento no bairro Jardim Camburi. Logo após o ocorrido, a vice-prefeita foi até as redes sociais e fez desabafo, numa transmissão ao vivo, ainda durante o evento, para falar o quanto ficou indignada com o caso. No vídeo, ela aparece dizendo que não foi a primeira vez em que foi tratada de tal forma pelo prefeito e chega a chorar.
Briga no Sambão do Povo: Na madrugada de 23 de fevereiro de 2025, Seguranças – leia-se agentes da Guarda Municipal de Vitória a paisanos – do então prefeito Pazolini agrediram com um golpe de mata-leão o subsecretário da Casa Militar, coronel PM Sérgio Luiz Anechini, durante desfile das escolas de samba, no Sambão do Povo, na Grande Santo Antônio.
Para a imprensa em geral, a Assessoria de Pazolini vendeu outra versão: espalhou release nos jornais e portais de notícias, dizendo que ele (Pazolini) “levou golpes no rosto” e acabou se desequilibrando e caindo na avenida do samba, durante a apresentação da Mocidade Unida da Glória. Foi uma farsa: Pazolini, na verdade, levou um “golpe” de uma camisa no rosto e se jogou no chão.
Áudio vazado: No dia 15 de março de 2026, veio à tona um áudio de uma conversa entre o então prefeito Pazolini e o vereador Dalto Neves (Solidariedade/Vitória). Falando pelo telefone celular com Dalto, Pazolini afirmava que vai ganhar a eleição para governador do Espírito Santo e que, caso o vereador não fizesse o que o prefeito queria, “vai sentir perseguição”.
“Você [Dalto] vai ter o governador contra você, aí você não vai aguentar. O governador e a prefeita”, disse Pazolini para Dalto Neves, se referindo à Cris Samorini, atual prefeita de Vitória, que assumiu em abril no lugar dele.