Ele e seus seguranças teriam empurrado uma aliada de Ricardo no meio da rua. A confusão ocorreu em Cachoeiro, onde o pai (Theodorico Ferraço) do governador do Espírito Santo é prefeito. Desesperada, uma mãe foi no trio elétrico protestar contra o tumulto provocado pela carreata de Pazolini, dizendo que precisava passar para ir à escola buscar o filho. Mas a mãe não foi ouvida.
O candidato a governador pelo Republicanos, Lorenzo Pazolini, se envolveu em uma confusão, na tarde de terça-feira (13/10), em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo. Ele participava de uma carreata pelo Centro da cidade e, quando passou na porta do Comitê Central da campanha do governador e candidato à reeleição, Ricardo Ferraço (MDB), resolveu descer do trio elétrico.
Antes de ir para o meio da rua, Pazolini usou o microfone em cima do trio elétrico para discursar. Usou frases de efeito para atacar o governador Ricardo e seu pai, o prefeito de Cachoeiro, Theodorico Ferraço, 89 anos, uma das maiores lideranças políticas do Espírito Santo de todos os tempos. “Coronel, o seu tempo acabou”, disse Pazolini.
Já fora do trio elétrico, Pazolini e aliados saíram andando e gritando no meio da multidão, formada também por cabos eleitoras de Ricardo Ferraço. Com a aglomeração de pessoas e de veículos, o trânsito ficou impedido na Rua 7 de Setembro, onde fica o Comitê Central de Ricardo Ferraço, no Centro de Cachoeiro.
Desesperada, uma mulher saiu de seu veículo e começou a protestar. Ela dizia que precisava passar para ir a uma escola buscar o filho e que os veículos da carreata de Pazolini estavam impedindo a passagem de carros de passeio e prejudicando o fluxo do trânsito. Primeiro, a mãe, vestida de azul, subiu no caminhão do trio elétrico e tentou dialogar com pessoas contratadas para animar a carreata de Pazolini. Foi em vão.
Depois, na rua e em meio ao protesto verbal, a mãe teria empurrado o candidato Pazolini, dando início, assim, a uma confusão. Foi quando a primeira pessoa a ser atacada pelo grupo do ex-prefeito de Vitória foi Glória Pereira, integrante do grupo de apoio à candidatura de Ricardo Ferraço. Glória estava no meio da rua e uma imagem de vídeo mostra quando Pazolini encosta nela com parte do corpo.
“Pazolini, o Léo Camargo – ex-vereador de Cachoeiro – e outras pessoas que estavam na carreta apontaram o dedo para mim, dizendo que eu teria empurrado o Lorenzo Pazolini. Isso é mentira. Eles, então, incluindo o Pazolini e o Léo Camargo, passaram e me empurrar e me ameaçar. Os seguranças do Pazolini também me empurraram e me ameaçaram”, disse Glória.
Na hora da confusão em Cachoeiro, Pazolini deveria estar em Vitória, participando de um debate contra Ricardo Ferraço promovido pela Rede Vitória. O debate estava previsto para começar às 18h15, com transmissão pela TV Vitória/Record e pelo Folha Vitória. Porém, segundo o grupo de comunicação, o candidato Pazolini comunicou oficialmente, às 16h26, que não iria comparecer ao confronto por estar em agenda no Sul do Estado.
Foi o segundo debate do dia que Pazolini fugiu. Na manhã de terça-feira, ele deixou de comparecer ao confronto promovido por A Gazeta/CBN. Tanto no Grupo Gazeta quanto no Folha Vitória, Ricardo Ferraço foi entrevistado, podendo mostrar seu plano de governo na ausência do adversário.