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Política

‘Estou pronto e preparado para levar o Espírito Santo para o futuro’, afirma Ricardo Ferraço

Elimar Cortes 05 de Outubro de 2026 9 min de leitura
‘Estou pronto e preparado para levar o Espírito Santo para o futuro’, afirma Ricardo Ferraço

Candidato à reeleição, o governador Ricardo Ferraço (MDB) concedeu entrevista coletiva à imprensa, na tarde desta segunda-feira (05/10), em que abordou o resultado das urnas e explicou de que forma pretende reverter a situação e conquistar a vitória no segundo turno das eleições deste ano, marcado para o dia 25 deste mês. Ferraço conversou com a imprensa do lado de fora da Residência Oficial do Governo, na Praia da Costa, em Vila Velha, acompanhado de seu candidato a vice, o vereador Camillo Neves (PP/Vitória). O governador destacou que o segundo turno é uma nova eleição e apontou a nacionalização como fator decisivo para o resultado. No entanto, afirmou estar pronto e preparado para levar o Espírito Santo ao futuro.

Ricardo Ferraço e o ex-prefeito de Vitória, o delegado Polícia Lorenzo Pazolini (Republicanos), vão disputar o segundo  turno. No primeiro turno, Pazolini conquistou 1.048.633 votos, o equivalente a 49,65% dos votos válidos, enquanto Ferraço alcançou 719.397 votos, o mesmo que 34,06%. O deputado federal Helder Salomão (PT) ocupou o terceiro lugar, com 15,32% (323.483 votos). Breno Barcelos (Missão) ficou com 0,85% (17.988 votos), e Rafael Demuner (UP), 0,13% (2.670 votos). Ainda foram registradas 638.972 abstenções, 110.040 votos em branco (4,69%) e 126.401 votos nulos (5,38%).

Na disputa pela Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL) obteve 1.233.194 votos (54,78% da votação) no Espírito Santo, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa a reeleição, teve 850.028 votos (37,76%). Os dois vão disputar o segundo turno. Em todo o País, Flávio conquistou 56.067.985 votos (47,07%), contra 53.749.776 (45,12%) de Lula.

“Eu penso que houve, de certa forma, uma nacionalização no processo de decisão para governador do Espírito Santo e nós vamos ter a oportunidade, agora no segundo turno, de aprofundar e fazer esse debate e deixar muito claro para os capixabas que o que nós estamos decidindo é o futuro do Espírito Santo. É a coerência, é a coragem, é a experiência, é a competência de quem já fez e pretende continuar fazendo. Muito foi feito, mas ainda há muito por fazer e eu estou pronto. Pronto e preparado para levar o Espírito Santo para o futuro”, afirmou Ricardo Ferraço.  

Governador, qual a análise que o senhor faz do resultado desse primeiro turno das eleições?

Ricardo Ferraço – A primeira análise é de um profundo agradecimento em meu nome, em nome do Camilo Neves, meu vice, aos mais de 700 mil capixabas que manifestaram toda a confiança no projeto que nós lideramos pra continuar, manter o Espírito Santo gerando prosperidade e oportunidade pra todas regiões. Em segundo lugar, dizer o que os capixabas decidiram por aprofundar o debate. E nesse aprofundamento do debate o que que os capixabas podem esperar da gente? Um debate muito sincero, um debate muito respeitoso, mas um debate muito duro e verdadeiro a respeito das características de um e de outro projeto que estará sendo submetido à população capixaba nesta nova eleição.

É um novo momento. Assim como aconteceu em 2022 – quando Renato Casagrande (PSB) venceu o ex-deputado federal Carlos Manato (PL) –, nós tivemos um segundo turno e nesse segundo turno o que nós pretendemos é aprofundar o debate, aprofundar a capacidade, a competência, a coragem, a experiência de quem conhece o Espírito Santo e tem capacidade de proporcionar um futuro cada vez melhor e mais justo para os capixabas.

– Qual vai ser a sua estratégia para a campanha nesse segundo turno?

– O que os capixabas decidiram é por um segundo turno. Segundo turno é uma nova eleição. E nós vamos estar debatendo, discutindo de maneira respeitosa as nossas ideias, os nossos projetos, com a nossa coragem, com a nossa competência e com o nosso conhecimento, além da experiência pra manter o Espírito Santo nesse mesmo rumo e nesse mesmo ritmo.

Nós operamos uma profunda transformação no Espírito Santo nos últimos anos, mas ainda há muito por fazer e é isso que nós vamos estar debatendo com o Espírito Santo.

– No primeiro turno, o senhor adotou a estratégia de não nacionalizar o pleito, de não entrar no que o senhor chama de brigalhada ideológica. Essa postura vai ser mantida no segundo turno ou o senhor deve tomar algum posicionamento em relação à disputa pela Presidência da República?

– Vamos manter a nossa coerência nessa trajetória de profundos resultados na vida e no dia a dia da população capixaba. Fez muito bem ao Espírito Santo a gente ficar fora da brigalhada, desse conflito político que não gera emprego, que não gera oportunidade, que não bota comida na mesa do povo. Então, vamos manter a nossa coerência, porque nós não estamos decidindo, aqui no Espírito Santo numa campanha para governador, quem vai presidir o País. Nós vamos decidir que projeto e com que características vai liderar o Estado e levar o Espírito Santo para o futuro. Então nós precisamos estar muito atentos a isso.

– O senhor vai buscar o apoio do deputado federal Helder Salomão, do PT, que ficou em terceiro lugar na disputa ao governo? E quais seriam outros esses aliados?

– Vamos conversar com todo mundo que quer o bem do Espírito Santo, porque o papel de governador não é dividir o Estado, até porque uma casa dividida não prospera. O papel de um governador é unificar, é conversar, é dialogar com todo mundo que quer unir o Espírito Santo. E eu vou conversar naturalmente com todo mundo que tem esse propósito e esse princípio. Vamos, portanto, conversar com todo mundo que deseja o bem e que tem um bom propósito para o Estado do Espírito Santo.

– O senhor avalia que houve algum erro na estratégia da sua campanha no primeiro turno que pode ser revista?

– Eu penso que houve, de certa forma, uma nacionalização no processo de decisão para governador do Espírito Santo e nós vamos ter a oportunidade, agora no segundo turno, de aprofundar e fazer esse debate e deixar muito claro para os capixabas que o que nós estamos decidindo é o futuro do Espírito Santo. É a coerência, é a coragem, é a experiência, é a competência de quem já fez e pretende continuar fazendo. Muito foi feito, mas ainda há muito por fazer e eu estou pronto. Pronto e preparado para levar o Espírito Santo para o futuro.

– Como o senhor avalia a abstenção recorde dos eleitores na votação de domingo?

– Esse é um processo que aconteceu aqui no Espírito Santo e aconteceu Brasil afora. Nós vamos reforçar a necessidade e a importância das pessoas participarem do processo político e eleitoral, porque a boa política foi capaz de transformar o Espírito Santo. E a boa política pode levar o Espírito Santo ainda para um futuro cada vez maior, melhor, com mais justiça, com mais inclusão na construção de um governo cada vez mais humano, cada vez mais inclusivo e que possa gerar oportunidade pros capixabas.

– Como contornar as dificuldades apresentadas nos números de sua campanha na Grande Vitória?

– Olha, segundo turno, todos nós sabemos que é uma nova eleição E nessa nova eleição nós vamos aprofundar o debate, tanto em relação à Grande Vitória, quanto em relação ao interior do Estado do Espírito Santo. Sobretudo as questões que estão relacionadas à segurança pública, à mobilidade, à infraestrutura, à saúde. Os nossos projetos, as nossas propostas vão ser apresentadas nesse debate muito aberto, muito direto e muito franco com a população capixaba.

– Qual deve ser o papel do ex-governador Renato Casagrande na sua campanha no segundo turno?

– O agora senador eleito Casagrande por certo terá um papel sempre muito relevante, porque como governador do Estado, Casagrande liderou um governo muito exitoso. Casagrande agora é senador e o papel dele será estar ao nosso lado para que juntos nós possamos continuar mobilizando e movimentando o Espírito Santo pra esse futuro de oportunidades que nós estamos construindo.

– O senhor conversou hoje com Renato Casagrande. O que que foi definido como primeiro ato para esse já segundo turno, para essa campanha de segundo turno?

– O segundo turno já começou. Nós estamos conversando com os nossos aliados. Nós estamos conversando com lideranças da Grande Vitória e de todo o interior do Espírito Santo, para que a gente possa, nesse momento, iniciar essa nova trajetória com muita confiança. A confiança de que segundo turno é um novo momento, é uma nova campanha com velocímetro ligado. E eu posso dizer pra vocês todos que Ricardo Ferraço e Camilo estão com o tanques cheios, abastecidos, para que a gente possa aprofundar esse debate e esse diálogo com os capixabas aqui da Grande Vitória e de todo o Espírito Santo.

– O senhor conta com Renato Casagrande para fazer a mediação e essa interlocução com as forças de esquerda, sobretudo o PT, uma vez que ele tem historicamente o melhor diálogo com essas forças, esses partidos de esquerda?

– Casagrande é um amigo, é um irmão, é um aliado, é o nosso senador e por certo ele terá um protagonismo nessa construção, conversando com todas e todos que desejam conversar, que tenham por propósito manter o Espírito Santo nesse rumo e nesse ritmo. Eu reitero: o Espírito Santo se transformou nos últimos anos, mas ainda há muito por fazer. Eu sou candidato a governador e disputo o segundo turno para que a gente possa concluir um conjunto de iniciativas que nós não conseguimos concluir agora, mas tantas outras que nós queremos colocar de pé pra melhorar o dia a dia das pessoas e dos capixabas.

– Qual será o primeiro ato de campanha nesse segundo turno?

– Nós estamos avaliando ainda, mas será um ato forte, um ato grande, um ato que vai mostrar toda a potência e capacidade de mobilização nesse novo momento em que nós vamos debater com mais profundidade o Espírito Santo e o dia a dia das famílias capixabas.

– Fale mais de sua estratégia nesse segundo turno?

– Como se trata de uma nova eleição, segundo turno é velocímetro zerado. E nós vamos para esse debate a respeito da profundidade que os capixabas querem a respeito de cada um dos projetos. Como é uma nova eleição, nós vamos para essa eleição para falar das nossas realizações e, sobretudo, falar dos nossos projetos, que interessam ao Espírito Santo para o futuro, com mais oportunidades e qualidade de vida para os capixabas.

– Governador, há uma preocupação do senhor em manter essa coalizão que o senhor construiu e uniu junta novamente no segundo turno? Alguma preocupação de que deputados federais, estaduais agora eleitos, possam, de repente, ir para o outro lado?

– Não, a minha confiança é que a gente, além de manter a coalizão, vai ampliar o nosso movimento, o movimento que eu lidero, por conta da nossa capacidade de dialogar, de escutar, de ouvir e de construir política como deve ser construída, com muito compartilhamento.

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