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Política

Ricardo Ferraço e Casagrande defendem impeachment de ministros do STF

O atual governador e seu antecessor foram sabatinados pela Rede Gazeta. Falaram sobre a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal, defenderam mandato fixo para ministros da Corte e investigação contra quem comete irregularidades. Nesta terça-feira, o STF começa a decidir se autoriza investigação e

Elimar Cortes 15 de Setembro de 2026 3 min de leitura
Ricardo Ferraço e Casagrande defendem impeachment de ministros do STF

O governador Ricardo Ferraço (MDB) e seu antecessor, Renato Casagrande (PSB), defenderam na segunda-feira (14/09) impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em caso de irregularidades. Ricardo é candidato à reeleição, e, Casagrande, disputa uma das duas vagas ao Senado pelo Espírito Santo.

Diante da mais grave crise enfrentada pelo STF em tempos democráticos, os ministros se reunirão no Plenário a partir das 10 horas desta terça-feira (15/09) para decidir se vão, pela primeira vez na História, autorizar a investigação de um dos seus integrantes. No centro do debate estão 52 mensagens enviadas ao ministro Alexandre de Moraes pelo banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, nas semanas que precederam a prisão sob suspeita de comandar a maior fraude ao sistema financeiro já ocorrida no país. Vorcaro é acusado de rombo bilionário.

Foi por conta dessa crise que Casagrande e Ricardo manifestaram seu posicionamento. O ex-governador foi o primeiro a falar, na sabatina realizada pela Rádio CBN, que começou às 10 horas de segunda-feira. Como líder das pesquisas de intenções de votos para o Senado, Renato Casagrande foi o primeiro a ser sabatinado pelos comentaristas da emissora.

"O País vive um desequilíbrio. Eu espero que o Supremo tome medidas para fazer uma investigação e fazer um saneamento interno. Mas, se o STF não fizer essa investigação, o Senado terá que exercer essa prerrogativa e tomar as medidas necessárias de investigação. Se a investigação concluir por atos de irresponsabilidade, sou favorável a tomar medidas mais duras, inclusive de afastamento de ministros", ponderou Casagrande.

Ele voltou a defender reforma do Judiciário e mandato fixo para ministros do Supremo, conforme já havia defendido em entrevistas ao Blog do Elimar Côrtes:

“Defendo o mandato de, no máximo, 10 anos para ministro do Supremo Tribunal Federal, acho que isso é importante para você ir renovando. Defendo proibição de advogados até com parentesco de terceiro grau de ministro de representar causa no Supremo. E eu defendo que a gente tenha clareza de quais medidas podem ser tomadas monocraticamente. Às vezes o Congresso Nacional toma uma decisão debatida e depois vem um ministro sozinho e faz uma mudança", lamentou Casagrande.

Mais tarde, o governador Ricardo Ferraço foi à sabatina da TV Gazeta, no programa Gazeta Meio Dia. Ele foi o primeiro a conceder a entrevista porque lidera todas as pesquisas sérias de intenções de voto na corrida ao Governo do Estado. Ricardo defendeu a abertura de um processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes. Indagado sobre a crise no Supremo, o governador capixaba afirmou que as denúncias relacionadas à Corte precisam ser investigadas e que nenhum ministro pode estar acima da Constituição.

“Eu penso que essas denúncias precisam ser apuradas, que os fatos precisam ser esclarecidos, e que um ministro do Supremo Tribunal Federal não pode estar acima da Constituição e, portanto, precisa ser de fato alcançado”, afirmou.

Ao ser questionado especificamente sobre o processo de impeachment de Moraes, Ricardo Ferraço afirmou: “Eu penso sim que o Senado da República já deveria ter aberto o processo de impeachment para poder fazer avaliação desses graves fatos que estão sendo denunciados ao País”.

Ricardo Ferraço também defendeu mudanças no funcionamento do STF, como a criação de mandato para ministros e restrições às decisões monocráticas. “Uma das coisas que eu imagino que o próximo parlamento deva decidir é o mandato para o ministro do Supremo Tribunal Federal. E, além de mandato, não é possível que uma decisão pessoal, monocrática, sem a posição de todo o colegiado, possa continuar prevalecendo”.

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