A coligação de Lorenzo Pazolini, que é candidato ao Governo, entrou com Representação na Justiça Eleitoral contra Euclério, o governador Ricardo Ferraço e o candidato a vice Camillo Neves. Quebrou a cara mais vez. A juíza auxiliar do TRE/ES, Patrícia Leal de Oliveira, indeferiu a tutela de urgência.
Candidato ao Governo do Estado pelo Republicanos, o delegado Lorenzo Pazolini tentou em vão calar o prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio (MDB). Por ordem de Pazolini, a coligação ‘Paz pra Viver um Novo Tempo’, formada também pelo Partido Liberal e o Democratas, entrou com uma ação na Justiça Eleitoral para obrigar o prefeito a retirar dos canais de comunicação da Prefeitura de Cariacica pelo menos 61 reportagens que informam à sociedade a realização de obras, serviços públicos e ações realizadas na cidade, sendo que algumas delas em parceria com o Governo do Estado.
O conteúdo já havia sido postado nos canais de informações dentro do prazo estipulado pelo Calendário Eleitoral de 2026 e, mesmo assim, Pazolini queria ganhar no grito. No entanto, ele, que é apoiado pelo senador Magno Malta e pelo ex-governador Paulo Hartung, quebrou a cara mais uma vez. A Representação foi movida também em desfavor do governador e candidato à reeleição Ricardo Ferraço (MDB), e o candidato a vice-governador Camillo Neves (PP), que é vereador em Vitória. O grupo de Pazolini/Magno/Hartung alegou que as publicações representariam propaganda institucional mantida durante o período eleitoral e poderiam beneficiar a chapa governista.
No entanto, a juíza auxiliar do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/ES), Patrícia Leal de Oliveira, rejeitou o pedido nos autos n.º 0600914-76.2026.6.08.0000, indeferiu a tutela de urgência após analisar individualmente os conteúdos indicados pela coligação de Pazolini.
“Eles quebraram a cara mais uma vez. Pazolini e sua turma não vão conseguir me calar. Os canais de comunicação da Prefeitura de Cariacica são administrados por profissionais altamente competentes, que atuam dentro da lei e do que determinam as regras da Justiça Eleitoral”, comentou o prefeito Euclério Sampaio.
De acordo com a Representação, Lorenzo Pazolini afirmou que a Prefeitura de Cariacica manteve, depois do início do período eleitoral vedado, publicações que mencionavam positivamente o Governo do Estado e suas realizações. A relação apresentada ao TRE/ES continha 16 notícias publicadas no site da Prefeitura de Cariacica, 39 postagens no Instagram e outras seis no Facebook. Ao todo, a coligação questionou 61 conteúdos.
Ao analisar todo o material, porém, a juíza Eleitoral Patrícia Leal de Oliveira entendeu que as 61 publicações apresentam, nesta fase inicial do processo, elementos suficientes para caracterizar publicidade institucional anômala ou promoção eleitoral indevida. Ela verificou que os conteúdos tratavam de obras, serviços e ações executadas em Cariacica, com benefícios diretos para os moradores do município. Entre os assuntos divulgados estavam pavimentação e drenagem de ruas, construção e entrega de unidades básicas de saúde, reformas de escolas, revitalização de trecho de rodovia, recebimento de ambulância, atendimento à população em situação de rua e ações gratuitas de vacinação e castração de animais.
Ainda no entendimento da juíza Eleitoral Patrícia Leal de Oliveira, as referências ao Governo do Estado serviram para identificar o ente público como parceiro, financiador ou participante das iniciativas. A análise preliminar não encontrou linguagem de exaltação eleitoral ou protagonismo artificial da administração estadual.