Investigado pela Polícia Federal pela acusação de gestão fraudulenta por contratos fictícios com empresas fantasmas registradas em nome de amigo próximo, que causaram um rombo de R$ 4 milhões nos cofres da Ordem capixaba, ele é responsável por um “portal de notícia”, mesmo não sendo jornalista.
Da Inglaterra, onde se autoexilou desde que perdeu a reeleição para continuar presidindo a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/ES), José Carlos Rizk Filho criou um portal de notícias e um perfil supostamente jornalístico no Instagram para fazer ataques políticos, com perseguição a advogados e à cúpula do Governo capixaba. O ‘site’, cujo endereço é https://www.ijurnews.com.br/, está em nome do Instituto Jurídico, também criado por Rizk, tendo como responsável o “jornalista” José Carlos Rizk Filho.
O ‘site’ foi criado em 11 de fevereiro de 2025, dois meses depois que Rizk deixou a presidência da OAB, após perder a eleição para Érica Neves. Como Rizk é somente advogado e nunca foi jornalista, ele não se submete a regras profissionais, com suas “reportagens” mentirosas contra a OAB/ES, alguns advogados e o Governo do Estado, e se escusa de ter que se submeter aos princípios legais do jornalismo profissional.
Quem acessa o ‘site’, imagina, inicialmente, tratar-se de um veículo de imprensa convencional. Logo de cara, surgem notícias da política nacional e mundial. É apenas fachada. Em destaque mais abaixo, no entanto, o ‘site’ do Rizk Filho posta reportagens contra seus adversários.
As publicações produzidas pelo “jornalista” Rizk Filho, geralmente, distorcem os fatos a que ele se refere. Recentemente, ele publicou um texto com o seguinte título: ‘Presidente da OAB é acusada é homofobia’. Fez desta forma para induzir os leitores e imaginar que trata da presidente Érica Neves. Porém, ao abrir o texto, o leitor vai se deparar com outra situação e nada tem a ver com a atual presidente da Ordem capixaba.
Sua postura atual entra em conflito com seus próprios familiares e amigos. Seu pai, o desembargador Trabalhista aposentado José Carlos Rizk, tem posição importante no Conselho do Banestes e seu melhor amigo, Alberto Nemer, nomeado na Comissão de Ética do Estado. E mesmo, assim, Rizk Filho não perde oportunidade de lançar suspeitas e acusações sobre membros do Governo. Felipe Rizk, irmão do ex-presidente da Ordem, por sua vez, figura como um dos advogados de credores da Apex, recente alvo dos textos acusadores no ‘site’ e perfil.
A gestão de Rizk Filho foi marcada por perseguições e ataques como forma de obter vantagem própria, sempre se utilizando de instrumentos legais da OAB ou ameaças diretas, para pressionar e chantagear advogados, empresários e a cúpula do Executivo Estadual.
Agora sem a força política e jurídica da OAB e residindo fora do País (ele foi embora para Londres), utiliza-se de subterfúgios do submundo da internet para manter seus intentos. Rizk Filho comandou a OAB/ES por seis anos (2019-2024). Ele responde a um Inquérito Policial na Polícia Federal pela acusação de gestão fraudulenta por contratos fictícios com empresas fantasmas registradas em nome de amigo próximo, que causaram um rombo de R$ 4 milhões aos(às) advogados e advogadas capixabas.