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Política

‘ACORDO CARACU’: Pazolini quer apoio do partido de Bolsonaro, mas humilha Magno Malta e ignora Maguinha e Flávio nas redes sociais

Ex-prefeito de Vitória quer os votos da direita capixaba e dos adeptos do senador Flávio Bolsonaro. Mas Pazolini busca se descolar de Flávio e de seu grupo e não vai fazer nada para que seus eleitores também votem no filho 01 de Jair Bolsonaro. Pazolini jamais saiu em defesa da família Bolsonaro.

Elimar Cortes 21 de Julho de 2026 3 min de leitura
‘ACORDO CARACU’: Pazolini quer apoio do partido de Bolsonaro, mas humilha Magno Malta e ignora Maguinha e Flávio nas redes sociais

O último sábado (17/07) foi marcado por um importante evento político no Espírito Santo. Foi realizado o Encontro Estadual do Partido Liberal – ‘Encontro da Verdadeira Direita Capixaba ‘ –, do ex-presidente Jair Bolsonaro, realizado no Espaço Patrick Ribeiro, na área do Aeroporto de Vitória. No encontro, o senador Flávio Bolsonaro (PL/Rio), filho 01 de Bolsonaro e pré-candidato à Presidência da República, anunciou apoio ao ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos) na corrida ao Palácio Anchieta. Pazolini mostrou reciprocidade, afirmando, em discurso, que Flávio terá seu apoio para o Palácio do Planalto.

Parou por aí a rasgação de seda de Pazolini a Flávio Bolsonaro. No encontro, o ex-prefeito de Vitória não pronunciou sequer uma vez nome do senador Magno Malta, presidente do Diretório Estadual do PL em solo capixaba. Pazolini foi, no mínimo, deselegante e mal-educado com Magno, que era a maior autoridade do Espírito Santo naquele evento político. Pazolini sequer se deixou ser fotografado ao lado do senador Magno Malta.

E mais: Pazolini citou apenas uma vez o nome de Maguinha Malta, filha de Magno, alçada pelo pai e naquele momento também pelo ex-prefeito de Vitória, como pré-candidata a uma das duas vagas ao Senado Federal nas eleições de outubro deste ano.

Desde sábado, Pazolini não usou suas redes sociais para falar do apoio recebido pelo senador e presidenciável Flávio Bolsonaro. Também não falou nada sobre Magno e sua filha Maguinha Malta. Ainda, ignorou solenemente o seu apoio à pré-candidatura do filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro.

No Instagram, Pazolini usou a figura carismática do senador Flávio Bolsonaro para fazer propaganda de si mesmo como prefeito de Vitória – ele renunciou ao cargo de prefeito em abril deste ano para se candidatar ao Governo do Estado e foi substituído por Cris Samorini. Usou para criticar a segurança pública capixaba, afirmando que o “Espírito Santo é o Estado mais violento para as mulheres no Sudeste”. Ao mesmo tempo, disse que “Vitória mostrou que é possível mudar essa realidade. Foram 653 dias sem feminicídio na capital. Com políticas públicas de verdade e profissionais valorizados.”

Em seu discurso, Lorenzo Pazolini, que é delegado de Polícia Civil licenciado, pediu a Flávio Bolsonaro que implemente no País “os mesmos programas implementados em Vitória”. Claro: ávido por votos, o senador garantiu que vai seguir o “modelo” de Pazolini.

O ex-prefeito de Vitória está mesmo totalmente deslocado dentro do bolsonarismo. Fontes do PL afirmam que a aliança de Pazolini com Flávio Bolsonaro é igual ao chamado “acordo caracu" (ou "acordo cara-cu"). Trata-se de uma expressão popular que se refere a uma negociação extremamente desigual, onde uma das partes sai altamente beneficiada (entrando com a "cara") e a outra sai prejudicada ou com todos os ônus (entrando com o "resto").

E tem sido assim para o ex-prefeito de Vitória. Ele quer os votos da direita capixaba e dos adeptos do senador Flávio Bolsonaro. Mas Pazolini busca se descolar de Flávio e de seu grupo e não vai fazer nada para que seus eleitores também votem no filho de Jair Bolsonaro.

Pazolini jamais saiu em defesa da família Bolsonaro. Nem mesmo quando o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que, ao manter a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, na sexta-feira (17/07) passada, manteve também a suspensão por 90 dias das visitas de Flávio ao pai. O filho do ex-presidente consta como advogado de Bolsonaro, mas foi impedido de fazer visitas após divulgar a carta intitulada "Carta aos brasileiros", escrita pelo pai.

Além disso, Moraes determinou que o ex-presidente não poderá receber visitas com finalidade "político-eleitoral" até o final das Eleições 2026. O ministro do STF também suspendeu visitas gerais a Bolsonaro por 30 dias, com exceção de visitas permanentes da equipe médica, fisioterapêutica e dos advogados.

A manutenção da proibição de Flávio Bolsonaro de visitar o pai foi tomada pelo ministro do STF um dia antes da presença do senador em Vitória. E, mesmo assim, o bolsonarista fake news Lorenzo Pazolini não fez nenhum comentário em favor do senador.

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