A diretora do ILAF, a perita oficial criminal Caline Airão Destefani, destacou que o ensaio integra o programa global de controle de qualidade da ONU, que avalia a capacidade dos laboratórios em identificar medicamentos e substâncias ilícitas. “A participação nesses ensaios permite comparar nossos resultados com padrões internacionais e reforça a integração da Polícia Científica em redes globais de excelência”, explicou.
Durante o exercício, os laboratórios receberam quatro amostras desconhecidas que precisavam ser analisadas, corretamente identificadas e quantificadas — um desafio que testa não apenas a capacidade instrumental dos laboratórios, mas também a expertise dos peritos.
No LABQUIM, a equipe identificou corretamente todas as substâncias presentes, incluindo drogas como cocaína, MDMA, heroína e fentanil. No LABTOX, os peritos analisaram amostras de urina liofilizadas, nas quais identificaram corretamente, após exames de triagem e confirmação, anfetamina, metanfetamina, 11-nor-9-carboxi-THC e flualprazolam.
O desempenho reafirma o rigor técnico das equipes capixabas, que participam regularmente de testes internacionais de proficiência da UNODC e nacionais, como os do Inmetro, fortalecendo o compromisso institucional com padrões internacionais de qualidade e boas práticas laboratoriais.
Papel do LABQUIM e do LABTOX para a Justiça e a Segurança Pública
O Laboratório de Química Forense (LABQUIM) é responsável pelas análises químicas voltadas à identificação de substâncias como drogas, medicamentos, materiais inflamáveis, bem como resíduos relacionados a incêndios, empregando técnicas analíticas avançadas, capazes de identificar os compostos presentes nas amostras, conforme as necessidades de cada caso e o contexto pericial.