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O Governo do Estado elaborou uma série de estudos alternativos como forma de melhorar ainda mais a mobilidade urbana na Região Metropolitana da Grande Vitória. Dentre as novidades estão a implementação de teleféricos em Vitória e em Vila Velha; a instalação do transporte de Transporte Rápido por Ônibus (BRT); o modal ferroviário; e a construção de mais corredores exclusivos para ônibus. No que se refere aos teleféricos, o sistema analisado tem capacidade de transportar até 4 mil pessoas por hora.

É o que mostra o “Estudo Nacional de Mobilidade Urbana: Desenvolvimento do Transporte Público de Média e Alta Capacidades nas principais Regiões Metropolitanas do País” (ENMU), elaborado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) em parceria com o Ministério das Cidades.

O relatório do BNDES abrangeu 21 Regiões Metropolitanas do País, incluindo a Grande Vitória. O material enviado ao BNDES tem a finalidade de obtenção da aprovação de financiamento para a implementação dos projetos. O estudo era sigiloso, mas acabou sendo publicado no Portal do BNDES antes que o Poder Público dos Estados e das Regiões Metropolitanas se manifestasse oficialmente.

No caso do Espírito Santo, os projetos analisados pelo BNDES e pelo Ministério das Cidades foram aprovados. Resta, agora, a elaboração por parte do Governo do Estado buscar oficialmente o financiamento junto ao próprio BNDES. Os projetos referentes à Grande Vitória foram elaborados pela Secretaria de Estado de Mobilidade e Infraestrutura (Semobi).

Segundo o BNDES, que é uma autarquia do Governo Federal, o material e as análises contidos no documento foram elaborados com o objetivo de fornecer uma visão estratégica abrangente sobre a mobilidade urbana nas principais Regiões Metropolitanas do Brasil, sendo os trabalhos realizados em um período de tempo limitado e dentro das possibilidades e limitações das informações disponíveis.

Em relação aos projetos de teleférico, o estudo mostra que o objetivo é transpor, de forma minimamente invasiva, o “Maciço Central de Vitória, acidente geográfico de grande relevância ambiental e paisagística localizado no coração da capital do Estado”. O planejamento do sistema prevê um traçado com estações em Vitória e Vila Velha. O sistema funcionará integrado ao Transcol, permitindo a combinação entre diferentes modos de transporte como ônibus, bicicletas, aquaviário e teleférico.

O projeto da linha 1 do teleférico é o de Vila Velha, cujo trajeto é o seguinte: Estação Prainha (integração com o Aquaviário), Convento da Penha, Morro do Moreno e o CREFES (Centro de Reabilitação Física do Espírito Santo), na Praia da Costa. De acordo com o BNDES, esse estudo encontra-se em fase inicial de desenvolvimento, com avaliação da viabilidade técnica e financeira para definição do modelo operacional. De acordo com o projeto, a estimativa de capacidade de até 4 mil passageiros por hora para cada sentido do itinerário do teleférico em Vila Velha. Cada cabine de um teleférico comporta até 12 pessoas.

Para se ter ideia, na Avenida Nossa Senhora da Penha (Reta da Penha), uma das principais vias da Região Metropolitana, que corta os bairros Praia do Canto, Santa Lúcia e Santa Luzia, em Vitória, um ônibus anda a uma velocidade de 12km por hora devido ao grande fluxo de veículos. Um teleférico, por sua vez, alcança até 30km por hora.

Ainda de acordo com o BNDES,  é estimado um custo total de 120 milhões de Euros (aproximadamente R$ 720 milhões) para a implantação do teleférico em Vila Velha, e atualmente estão sendo conduzidas conversações com o BNDES; com a Agence Française de Développement (AFD), responsável pelo financiamento do setor público e de ONGS; e com o Kreditanstalt für Wiederaufbau (KfW), banco da Alemanha que atua na política de desenvolvimento e na cooperação internacional, para a viabilização de recursos financeiros para implementação do sistema.

Observação do BNDES: Em sua observação, engenheiros e técnicos do BNDES salientam que “os teleféricos são eficientes em termos de energia (gôndolas elétricas), o que contribui para a sustentabilidade ambiental, se adequam à topografia mitigando agressões ao meio ambiente. E, como são transportados por cabos suspensos, têm um impacto urbanístico relativamente baixo, preservando edificações e minimizando a necessidade de desapropriações.” Frisa ainda que o sistema não é concorrente de outros sistemas de transporte, mas sim complementar a eles.

A segunda linha do teleférico está planejada para Vitória, com as seguintes estações: Praça de Itararé, Complexo Penha, Rádio Espírito Santo, na Reta da Penha; São Cristóvão e Ilha das Caieiras. O trajeto, segundo o BNDES, planeja percorrer regiões de morro, “onde estão assentadas comunidades de baixa renda, de extrema vulnerabilidade social e econômica, que precisam ser atendidas por um sistema de transporte público.” A capacidade estimada é também de 4.000 passageiros por hora e por cada sentido.

O projeto do teleférico na Capital capixaba está em estágio de maturidade, de acordo com o BNDES. “Esse estudo encontra-se em fase inicial de desenvolvimento, com avaliação da viabilidade técnica e financeira para definição do modelo operacional.” De acordo com estudos, é estimado um custo total de 120 milhões de Euros (aproximadamente R$ 720 milhões) para a implantação. As tratativas para financiamento envolvem as mesmas instituições inseridas no projeto do teleférico de Vila Velha: Agence Française de Développement (AFD) e Kreditanstalt für Wiederaufbau (KfW).