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Ao participar da abertura do evento ‘Brasil Sob Ameaça – Encontro Nacional de Segurança e Combate ao Crime Organizado’, na segunda-feira (27/04), a presidente do Tribunal de Justiça, desembargadora Janete Vargas Simões, defendeu a união institucional e políticas públicas eficazes no combate às facções criminosas. Ela fez um chamado enfático à atuação conjunta das instituições no enfrentamento ao crime organizado. Em sua fala, destacou que o momento exige superação de respostas isoladas e construção de soluções efetivas.

“Não há mais espaço para respostas fragmentadas. É preciso união de todos. Este é um ambiente propício não apenas para diagnóstico, mas, sobretudo, para a construção de soluções”, afirmou Janete Vargas Simões.

O ‘Brasil Sob Ameaça – Encontro Nacional de Segurança e Combate ao Crime Organizado’ acontece no Espaço Patrick Ribeiro, na área do Aeroporto de Vitória, em Goiabeiras, e reúne autoridades e especialistas para debater estratégias de enfrentamento à criminalidade no País. No mesmo evento, o governador Ricardo Ferraço (MDB) defendeu classificar facções criminosas como grupos terroristas.

A presidente do TJES também ressaltou que o enfrentamento ao crime organizado passa, necessariamente, pelo fortalecimento das instituições e pela observância rigorosa do Estado de Direito. “É preciso afirmar com clareza, com firmeza, que não há combate eficaz ao crime organizado sem instituições fortes, respeitadas pela sociedade, independentes. E não há instituições fortes onde a lei é relativizada”, pontuou Janete Vargas Simões.

Ao abordar o cenário nacional, a desembargadora destacou a necessidade de maturidade institucional e compromisso público por parte dos Poderes: “O Brasil vive um momento que exige maturidade institucional, coragem e compromisso público. Exige que os poderes atuem com responsabilidade, sem omissões, sem excessos, reafirmando, em cada decisão, a centralidade da nossa Constituição”, disse.

Em outro trecho, a presidente do Tribunal de Justiça reforçou que o debate deve avançar para ações concretas e coordenadas. “Que possamos transformar inquietações em compromissos, em ações coletivas e em políticas públicas eficazes”, afirmou Janete Vargas Simões.

Ela também enfatizou a necessidade de posicionamento firme diante dos desafios impostos pela criminalidade organizada: “O momento exige mais do que reflexão. Exige posicionamento. Exige coragem para dizer não e coragem para tomar as medidas necessárias”, concluiu.