A comandante da Guarda Civil Municipal de Vitória, Dayse Barbosa, foi assassinada com cinco tiros na cabeça, por volta das 3 horas desta segunda-feira (23/03), dentro de casa, no bairro Santo Antônio, na Capital capixaba, pelo seu ex-namorado, o policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza. Em seguida, ele se matou com um tiro na cozinha da residência. Dayse foi a primeira mulher a ocupar o cargo na história da corporação.
O Samu foi acionado, mas os dois já estavam mortos. O chefe do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, delegado Fabrício Dutra, delegado chefe do DHPP, acompanha a liberação dos corpos junto com o secretário de Segurança de Vitória, Amarílio Boni, que também é policial rodoviário federal. Segundo o delegado, o caso foi um feminicídio na modalidade clássica e que a equipe recolheu os celulares que vão ser encaminhados para análise para posteriormente encaminhamento para a DHPM, para que possa ser descoberta a motivação para o crime.
Imagens de circuito interno de TV mostram que o PRF Diego chegou na casa da Dayse, logo depois das 2 horas da madrugada. Como a residência estava trancada, ele pulou o muro e teve acesso ao quatro da chefe da Guarda Municipal, onde a executou a tiros.
A Polícia Civil descobriu ainda que Diego tinha um perfil violento, sobretudo com as mulheres com quem se relacionava. Ele teria também agredido a chefe da Guarda Municipal de Vitória, que, não aguentando, decidiu romper o namoro.
Dayse entrou para a Guarda Municipal em 2012 e, ao longo dos anos, ganhou destaque dentro da corporação até assumir o comando — tornando-se a primeira mulher a ocupar o posto em mais de duas décadas de existência da instituição, até então liderada apenas por homens.
Reconhecida pela postura firme e pelo compromisso com a segurança pública, Dayse também era vista como símbolo da luta feminina, especialmente no enfrentamento à violência contra a mulher.
Luto oficial
Em nota, a Prefeitura de Vitória lamentou a morte da comandante e destacou sua trajetória. Segundo o Município, Dayse foi uma “profissional exemplar”, com atuação marcada por ética, dedicação, sensibilidade e coragem.
A Administração Municipal também ressaltou o papel da comandante na defesa dos direitos das mulheres e na construção de uma sociedade mais justa e segura. “Sua partida deixa um legado de respeito, força e compromisso com o serviço público”, diz trecho da nota. A Prefeitura informou ainda que decretou luto oficial de três dias e prestou solidariedade aos familiares, amigos e integrantes da Guarda Municipal.



