A pedagoga e professora universitária Ádila Maria Barbosa Damiani será a primeira mulher a assumir o cargo de secretária-geral da Transparência Capixaba. Criada há 21 anos, a entidade não-governamental sempre foi dirigida por homens, embora tenha tido mulheres em outras funções. O anúncio da nomeação de Ádila Damiani para o cargo foi feito pelo atual secretário-geral da Transparência Capixaba, o economista Rodrigo Marcovich Rossoni.
“A pedagoga Ádila Damiani está conosco, na Transparência Capixaba, desde 2017. Ela vai assumir o cargo no dia 28 deste mês. Para todos nós, é um motivo de orgulho e felicidade ter a Ádila ao nosso lado para contribuir com o Estado do Espírito Santo e seus 78 municípios”, disse Rodrigo Rossoni, na manhã de terça-feira (05/07), quando a entidade lançou o Ranking Capixaba de Transparência e Governança Pública das 78 cidades.
Nascida em Águia Branca, município da Região Noroeste do Estado, Ádila Damiani possui graduação em Pedagogia pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Colatina(1999) e especialização em Supervisão Educacional pela Universidade Salgado de Oliveira, de Campos dos Goytacazes/Rio(1998). É docente e pedagoga da Secretaria de Estado da Educação e coordenadora Pedagógica Regional da Universidade de Uberaba.
Rodrigo Rossoni está no cargo de secretário-geral da Transparência Capixaba desde 2018 – cada gestão tem dois anos de duração. Atualmente, Ádila é a secretária de Relações Institucionais da entidade. Este cargo é responsável pela integração da organização com outras entidades da sociedade civil ou com órgãos oficiais de controle.
A Transparência Capixaba é uma entidade não-governamental, sem vínculo político-partidário e que não recebe verbas públicas, criada em 2001, com o objetivo de lutar pela transparência pública, combater a corrupção, defender o controle social técnico e da sociedade e a participação popular e estimular a conscientização sobre esses temas. A proposta inicial foi buscar dar alguma contribuição para ajudar a resolver o problema e não esperar somente por uma ação do Estado.
A entidade acredita que o combate à corrupção e a tudo o que é contrário ao interesse da população é possível a partir da união entre todos que consideram abusivas as atitudes daqueles que só buscam o seu próprio interesse.
A proposta da Transparência Capixaba consiste em mobilizar a sociedade capixaba para que os casos de corrupção no Espírito Santo que ficam, muitas vezes, sem punição e caem no esquecimento por falta de empenho das autoridades e de cobrança social. No entanto, a Transparência não pretende substituir as instituições capacitadas para combater a criminalidade e a corrupção, mas sim mostrar à sociedade que a administração pública pode funcionar desde que haja controle e que os cidadãos exerçam vigilância constante.



