A presidente da Caixa de Assistência dos Advogados do Espírito Santo (CAAES), Kelly Andrade, denunciou nesta quinta-feira (21/05) estar sendo vítima de uma campanha difamatória com informações falsas publicadas em ‘sites’ de notícias e também nas redes sociais. Kelly conseguiu, por meio de ação extrajudicial, retirar do ar a reportagem com o título ‘Colégio de Presidentes de Subseções da OAB pede apuração de conduta ética da presidente da CAAES’, publicada inicialmente no site Portal Capixaba. Outros portais também publicaram a mesma informação.
No entanto, mesmo após a retirara do texto do ar, o caso passou a gerar novos desdobramentos nos bastidores da advocacia capixaba. O caso ganhou ainda mais repercussão depois que a presidente da OAB-ES, Érica Neves, compartilhou o link da publicação em uma página no lnstagram, chamado de ‘Fala Advocacia, que possui mais de 1.400 membros – a maioria advogadas e advogados –, ampliando a circulação de um conteúdo posteriormente contestado e removido do ar.
A reportagem em questão tratava de um suposto desentendimento entre Kelly Andrade e a presidente da Subseção da OAB de Viana, Otonina Silva Dias, durante uma campanha de vacinação promovida pela CAAES. Na notificação encaminhada ao Portal Capixaba, a presidente da Caixa afirma que a reportagem divulgou “informações inverídicas”, sem ouvir uma das partes envolvidas, e aponta ausência de contraditório e de apuração jornalística mínima.
O documento também solicita direito de resposta, retirada do conteúdo e correção das informações publicadas. A defesa sustenta ainda que a reportagem teria ultrapassado os limites da liberdade de imprensa, podendo configurar disseminação de fake news e crimes contra a honra. Pouco tempo depois da notificação, o link saiu do ar, movimento que passou a ser interpretado por aliados de Kelly Andrade como um reconhecimento da fragilidade do conteúdo originalmente divulgado.
Na manifestação oficial anexada ao pedido de resposta, Kelly Andrade afirma ter recebido a publicação “com surpresa”, classificando-a como “matéria apócrifa, carregada de adjetivações, juízos de valor e sem a garantia do contraditório, marcas fundamentais do bom jornalismo”. O texto ainda ressalta que a CAAES realizou diversas ações institucionais em subseções do Estado ao longo do último ano “sem qualquer tipo de intercorrência ou conflito institucional registrado”.



