Os Laboratórios de Química Forense (LABQUIM) e de Toxicologia Forense (LABTOX) do Instituto de Laboratórios de Análises Forenses (ILAF), da Polícia Científica do Espírito Santo (PCIES), conquistaram 100% de acerto no Exercício Colaborativo Internacional (ICE), promovido pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), organismo vinculado à Organização das Nações Unidas (ONU).

A PCIES participa dos ensaios desde 2015, demonstrando de forma contínua que seus laboratórios produzem resultados tecnicamente robustos e confiáveis — fundamentais para garantir que inocentes não sejam responsabilizados, que autores sejam identificados com segurança científica e que as causas dos crimes sejam corretamente estabelecidas.

“Esse resultado evidencia o alto nível técnico dos peritos da Polícia Científica e consolida a instituição como referência internacional, fortalecendo a credibilidade dos laudos que embasam investigações e decisões judiciais, com reflexos diretos na segurança pública e no serviço prestado à sociedade”, afirmou o perito oficial geral, Carlos Alberto Dalcin.

A diretora do ILAF, a perita oficial criminal Caline Airão Destefani, destacou que o ensaio integra o programa global de controle de qualidade da ONU, que avalia a capacidade dos laboratórios em identificar medicamentos e substâncias ilícitas. “A participação nesses ensaios permite comparar nossos resultados com padrões internacionais e reforça a integração da Polícia Científica em redes globais de excelência”, explicou.

Durante o exercício, os laboratórios receberam quatro amostras desconhecidas que precisavam ser analisadas, corretamente identificadas e quantificadas — um desafio que testa não apenas a capacidade instrumental dos laboratórios, mas também a expertise dos peritos.

No LABQUIM, a equipe identificou corretamente todas as substâncias presentes, incluindo drogas como cocaína, MDMA, heroína e fentanil. No LABTOX, os peritos analisaram amostras de urina liofilizadas, nas quais identificaram corretamente, após exames de triagem e confirmação, anfetamina, metanfetamina, 11-nor-9-carboxi-THC e flualprazolam.

O desempenho reafirma o rigor técnico das equipes capixabas, que participam regularmente de testes internacionais de proficiência da UNODC e nacionais, como os do Inmetro, fortalecendo o compromisso institucional com padrões internacionais de qualidade e boas práticas laboratoriais.

Papel do LABQUIM e do LABTOX para a Justiça e a Segurança Pública

O Laboratório de Química Forense (LABQUIM) é responsável pelas análises químicas voltadas à identificação de substâncias como drogas, medicamentos, materiais inflamáveis, bem como resíduos relacionados a incêndios, empregando técnicas analíticas avançadas, capazes de identificar os compostos presentes nas amostras, conforme as necessidades de cada caso e o contexto pericial.

O Laboratório de Toxicologia Forense (LABTOX) realiza exames em amostras biológicas — como sangue, urina, cabelos e tecidos — com o objetivo de identificar a presença de álcool, drogas, venenos ou outras substâncias tóxicas envolvidas em casos de mortes, acidentes, intoxicações ou outras ocorrências que demandem pesquisa toxicológica.

Juntos, esses laboratórios orientam investigações e embasam decisões judiciais ao fornecer provas científicas, esclarecendo responsabilidades — além de ajudar na formulação de políticas públicas de segurança para proteção da população, como nos casos das vítimas de sinistros de trânsito.