Um grupo de moradores invadiu o edifício Presidente Castelo Branco, antiga sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e da Caixa Econômica, localizado na rua Pietrângelo De Biasi, 33, no Centro de Vitória. O edifício, que tem 12 andares e até então estava desocupado, será a futura sede da Câmara Municipal da Capital. Em princípio, este ‘site’ informou erroneamente que a invasão teria sido feita pelo mesmo grupo que ocupa Vila Esperança, na Região da Grande Terra Vermelha, em Vila Velha.

À Rede Gazeta, o Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM) no Espírito Santo assumiu a invasão ao Presidente Castelo Branco. De acordo com Valdenir Ferraz, líder da invasão, mais de 100 pessoas, incluindo crianças e idosos, estão no local. Em entrevista à reportagem da TV Gazeta, que esteve no edifício na manhã desta terça-feira, Valdenir destacou que o movimento não tem relação com a invasão de de Vila Esperança. Segundo ele, os ocupantes são moradores dos bairros Maria Ortiz, Santo André e Caratoíra, na Capital, que viviam de aluguel ou em casas cedidas.

Ao tomar conhecimento da invasão ao edifício Presidente Castelo Branco (que é da União), o vereador Armandinho Fontoura (PL/Vitória), informou que vai pedir às autoridades tomadas de providências no sentido de pedir a retirada das pessoas do imóvel: “Recebi com profunda indignação a notícia da invasão promovida pelo movimento de extrema esquerda dos sem-teto ao edifício Castelo Branco. Trata-se de um ato ilegítimo e criminoso, que atenta contra o patrimônio público e contra a ordem social”.

Armandinho ponderou ainda que se trata de “um atentado à futura sede da Câmara Municipal de Vitória, que não pode ser transformada em palanque político de movimentos que vivem da desordem e do confronto com a lei”.

Além disto, frisou o vereador, “essa invasão atinge as vidas cotidianas e a segurança da região do Centro da cidade.” Afirmou que tomará todas as providências cabíveis junto às autoridades competentes do Estado e do Governo Federal, exigindo ação imediata para a desocupação e responsabilização dos invasores.”

Na manhã desta terça-feira (09/09), a reportagem do Blog do Elimar Côrtes foi até o edifício Presidente Castelo Branco, que fica em frente a um outro edifício da União onde estão localizadas representações do Governo Federal. A portaria principal estava trancada. Na recepção, havia uma mulher adulta e uma menina – criança–, como se estivessem vigiando o imóvel.

Indagada pela reportagem sobre a origem do grupo que ocupa o prédio, a moça respondeu: “Só nosso advogado pode falar”. Indagada quem é o advogado, a moça deu de costas e respondeu: “Ele vai chegar a qualquer momento”.