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Em uma manifestação na ação penal que julga os acusados de participarem do assassinato do vereador Marcos Augusto Costalonga, o Marquinhos da Cooperativa (Presidente Kennedy/PL), o Ministério Público do Estado do Espírito Santo opinou pelo indeferimento dos dois pedidos feitos pela defesa do miliciano Gilbert Wagner Antunes Lopes, o Waguinho Batman, acusado de ser o mandante do crime. O MPES afirma que o miliciano “gera perigo para a sociedade” e sustenta que a polícia capixaba deve prendê-lo imediatamente assim que ele for localizado. Para o  Parquet, o miliciano quer se passar por vítima e por perseguido.

O advogado Frederico Pozzatti de Souza, que representa Waguinho Batman, protocolou petição na Vara Única de Presidente Kennedy em que diz que o miliciano ainda não se entregue à polícia porque tem medo de ser morto na prisão. O miliciano tem fama de justiceiro, categoria de criminosos que não é bem vista no sistema prisional brasileiro.

A defesa alega ainda que um portal de notícia informou que Waguinho teria outros mandados de prisão em aberto e que o miliciano teria ameaçado promotores de Justiça e delegados de morte. Por isso, o advogado  Frederico Pozzatti fez os seguintes pedidos: 1) Confirmação se existe outro mandado de prisão expedido pela Justiça de Presidente Kennedy; 2) Informação se proferiu ameaças à magistrada ou ao representante do Ministério Público durante seu interrogatório, e, em caso afirmativo, em que momento e quais medidas foram tomadas.

Na sua manifestação, o promotor de Justiça Gustavo Michelsem Monteiro de Barros ressalta que “o acusado traz linha defensiva de estar sofrendo perseguição dos órgãos policiais, mas não traz nenhuma prova”. Salienta na manifestação que Waguinho Batman “requer a obtenção de informações que, se forem públicas, poderá obtê-las independentemente do requerimento”. Porém, “se forem sigilosas, não poderá obter” tais informações.

Na manifestação, o promotor de Justiça Gustavo Michelsem afirma que, ao que parece, “o requerimento é apenas uma estratégia de defesa já pensando na futura sessão de julgamento, como reforço argumentativo/retórico tentando colocá-lo [Waguinho Batman] como vítima/perseguido quando, na realidade, a liberdade do acusado que gera perigo para a ordem pública”.

O Ministério Público lembra ainda que o miliciano “já passou pelo sistema prisional anteriormente e tentou fugir, com agente penitenciário facilitando sua evasão, o que evidencia não apenas sua resistência em acatar as ordens judiciais, mas também que possui contatos dentro dos presídios.”

Na quarta-feira (10/06) completou um ano que Waguinho Batman está foragido da Justiça, e desde então vem tentando confundir as autoridades públicas com utilização de Inteligência Artificial, links falsos em redes sociais, milícias digitais e outros meios ilícitos e ardilosos.

Recentemente, Waguinho Batman teve a sua pronúncia confirmada pelo Tribunal de Justiça por outro homicídio, em Cachoeiro de Itapemirim, onde na sessão de julgamento o desembargador-relator, Fernando Zardini, destacou a crueldade com que o crime foi cometido, com violência e grave tortura.

Waguinho Batman é acusado de ser o mandante do assassinato do vereador Marquinhos da Cooperativa, crime ocorrido no dia 27 de maio de 2021, na zona rural de Presidente Kennedy. Em 10 de junho de 2024, a Polícia Civil cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão para prender os assassinos. Waguinho, entretanto, conseguiu fugir.

Além de Waguinho Batman, foram denunciados os executores do assassinato Douglas da Silva Nunes, o Guigo; Pedro Romão Baptista e Rafael Miranda Louzada, o Gardenal; o intermediário entre o mandante e os executores, Elan Martins, vulgo Elan Tatuador (o ‘Laranja’); e Everaldo de Almeida Neto, o Bambu. Todos os denunciados já viraram réus e podem ir a Júri Popular em breve.