PMC - OBRAS PELA CIDADE - PI 35602
Política

Manobra do PT pode garantir vitórias de Pazolini na Câmara de Vereadores

Elimar Cortes 12 de Dezembro de 2024 3 min de leitura
Manobra do PT pode garantir vitórias de Pazolini na Câmara de Vereadores

Os últimos dias deste mês de dezembro de 2024 serão tensos e agitados na Câmara Municipal de Vitória. É que, no dia 1º de janeiro de 2025, acontecerá a posse dos vereadores para a legislatura que se encerrará em 31 de dezembro de 2028. Nesse mesmo primeiro dia do ano vai ocorrer a eleição para a Mesa Diretora da Câmara. Até então, o pleito seria de chapa única, encabeçada pelo vereador reeleito Anderson Goggi (PP). Seria. É que, no meio do caminho, a base de apoio e de sustentação ao prefeito reeleito Lorenzo Pazolini (Republicanos) protocolou a Proposta de Emenda à Lei Orgânica que, se aprovada, cria a chamada ‘Lei da Mordaça’ dentro do Legislativo, tira o poder e prerrogativas dos vereadores e facilita a vida do prefeito e do Executivo Municipal a partir do próximo mandato.

Aliados de Pazolini tentaram aprovar as mudanças legislativa de forma célere na última sexta-feira (06/12). No entanto, a manobra não vingou, pois a sessão acabou encerrada por vícios formais na convocação, a partir de questionamentos apresentados em plenário pelo vereador André Moreira (PSol), alegando violação de dispositivos do Regimento Interno para esse tipo de convocação, e a sessão de fato foi derrubada.

Foi aí que um grupo de vereadores, até então aliados de primeira hora de Pazolini, se rebelou e decidiu – pelo menos por enquanto – não aderir à chapa única de Anderson Goggi, apoiado pelo prefeito. Liderados pelo vereador Aloísio Varejão (PSB), os dissidentes decidiram lançar outro nome para a sucessão do atual presidente, Leandro Piquet (Republicanos). Este nome é André Brandino (Podemos), reeleito no pleito de outubro deste ano.

Deste grupo dissidente, fazem parte, além de Brandino e Aloísio Varejão, os vereadores Dalto Neves (Solidariedade), Luiz Paulo Amorim (PV), Maurício Leite (PRD), Pedro Trés (PSB), Bruno Malias (PSB), Baiano do Salão (Podemos) e Ana Paula (Psol). Estes quatro últimos vão para o primeiro mandato. Os demais foram reeleitos.

Mantêm-se fiéis, ao menos por enquanto, à chapa de Goggi (Foto) os vereadores reeleitos Davi Esmael (Republicanos), Luiz Emanuel (Republicanos), Leonardo Monjardim (Novo) e os eleitos Aylton Dadalto (Republicanos), Camilo Neves (PP) e Mara Maroca (PP).

A vereadora reeleita Karla Coser (PT) e seu colega de partido, Professor Jocelino, eleito em outubro deste ano, não configuram em nenhum grupo. No entanto, a petista Karla tem dito nos corredores da Câmara de Vereadores que tem dificuldade em não apoiar a candidatura de Anderson Goggi, “porque ele é muito meu amigo”. Fazendo essa opção, Karla Coser leva junto o voto de Jocelino, que sempre foi amigo de Lorenzo Pazolini por conta “da ajuda que o prefeito dá às escolas de samba”. Além disso, Karla, que pertence à elite da política capixaba, tem preconceito ao nome de André Brandino, “por se tratar de um vereador do baixo clero”

De acordo com vereadores ouvidos pelo Blog do Elimar Côrtes, a eleição para a Mesa Diretora da Câmara Municipal de Vitória será vencida pelo grupo apoiado por Karla Coser. Vencendo Anderson Goggi, o prefeito Lorenzi Pazolini vai conseguir aprovar o chamado “pacote de facilidades”, que restringe o papel dos vereadores e dá super poderes ao chefe do Executivo Municipal.

Karla Coser foi reeleita com 7.256 votos. Fopi a mais votada no Espírito Santo em outubro de 2024. Seu colega, Professor Jocelino foi eleito com 3.251 votos. Karla é filha do deputado estadual João Coser (PT), que governou a cidade de Vitória por dois mandatos consecutivos. No entanto, no pleito de outubro, Coser ficou em segundo lugar na disputa ao cargo de prefeito. Pazolini foi reeleito no primeiro turno.

PMC - OBRAS PELA CIDADE - PI 35602