Marlilson Sueiro é um advogado com sólida formação e vasta experiência, formado em 1982 pela Universidade Federal do Estado do Espírito Santo (Ufest). Com 42 anos de atuação forense, sua carreira é marcada por uma atuação preferencial nas áreas de Direito Público, Direito Empresarial e Direito Civil. O doutor Marlilson se destaca, especialmente, pela sua ampla experiência em advocacia de segunda instância e perante as Cortes Superiores, como o Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justiça, em Brasília, onde tem defendido com sucesso os interesses de seus clientes. Com esta vasta bagagem, Marlilson Sueiro é um dos 23 advogados inscritos para concorrer ao processo de escolha e preenchimento de vaga do Quinto Constitucional do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, inscrição já deferida – assim como às dos demais concorrentes – pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-ES).
“A minha longeva carreira jurídica, de aproximadamente 42 anos, sempre exercida com muita ética, altivez, garra e intenso trabalho, é um dos meus principais pilares. Aos 63 anos de idade, me sinto com maturidade suficiente, vigor e disposição, além de expertise para tal. Caso seja o escolhido, pretendo trabalhar no mesmo ritmo que atuo hoje na advocacia privada, que é intenso”, afirma Marlilson Sueiro, nesta entrevista ao ‘site’ Blog do Elimar Côrtes.
Ele também atuou como diretor Jurídico de sociedade empresarial por oito anos, consolidando ainda mais sua expertise no campo empresarial. Pós-graduado em Direito Civil, Processo Civil e Direito do Estado pela Gama Filho, Marlilson Sueiro também contribuiu para a formação de novos profissionais como professor de Direito Civil e Processo Civil em diversas instituições de ensino do Espírito Santo e em cursos preparatórios para concursos. Sua passagem pela Magistratura no Estado do Espírito Santo, incluindo a substituição de desembargadores do Tribunal de Justiça, complementa sua rica trajetória jurídica.
Segundo a OAB/ES, a lista sêxtupla que será enviada ao Tribunal de Justiça vai ser formada mediante uma primeira etapa de consulta direta de 12 nomes à classe, dentre as advogadas e advogados com inscrição deferida, efetivada por voto computado na forma eletrônica em todo o Estado, nos termos dos artigos 21 a 23 da Resolução n. 03/2023 do Conselho Seccional. Após a consulta direta à classe, haverá uma Sessão Extraordinária do Conselho Pleno da Seccional, onde os conselheiros e membros honorários vitalícios com direito a voto escolherão obrigatoriamente seis nomes, sob pena de nulidade do voto. Posteriormente, a lista sêxtupla será enviada pela OAB-ES ao TJES, que, em seguida, reduzirá a lista para três nomes e a enviará para o governador Renato Casagrande, a quem caberá a escolha final do novo desembargador. A vaga foi aberta em função da aposentadoria do desembargador Anníbal de Rezende Lima – ele foi para o TJ oriundo da advocacia.
Blog do Elimar Côrtes – Quais são os pilares de sua campanha à eleição do quinto constitucional pela OAB/ES à vaga de desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo?
Marlilson Sueiro – A minha longeva carreira jurídica, de aproximadamente 42 anos, sempre exercida com muita ética, altivez, garra e intenso trabalho, é um dos meus principais pilares. Aos 63 anos de idade, me sinto com maturidade suficiente, vigor e disposição, além de expertise para tal. Caso seja o escolhido, pretendo trabalhar no mesmo ritmo que atuo hoje na advocacia privada, que é intenso. Também farei de tudo para facilitar o acesso a mim por parte dos advogados e demais operadores do Direito, recebendo-os presencialmente ou por meios virtuais, sempre facilitando o contato, o que, inclusive, pode permitir uma prestação jurisdicional mais célere, democrática e, até mesmo, de melhor qualidade. Sou um apaixonado pelo Direito e, se for nomeado, vou levar toda essa minha dedicação ao Tribunal de Justiça, fazendo do meu gabinete uma porta aberta para a advocacia e para todos.
– Como tem sido a resposta dos colegas às suas falas?
– Tenho encontrado muito boa receptividade junto aos colegas. Conversei e discuti sobre os desafios da advocacia e do Judiciário com muitos, e ainda pretendo ampliar tais contatos, que sempre são proveitosos. Como alguém que já foi professor – de Direito Civil e Processo Civil em diversas instituições de ensino do Estado do Espírito Santo, bem como em cursos preparatórios para concursos – e tem um ótimo relacionamento com a classe, valorizo a troca de experiências e trabalho sempre pautado na conexão com a nova geração.
Fico muito feliz quando vejo meus ex-alunos se destacando ou em crescimento profissional. Aliás, conectar minha experiência com a jovem advocacia me alimenta, especialmente porque tento fazer estar sempre conectado com o mundo das tecnologias, redes sociais e inteligência artificial (que já chegaram ao Direito e precisamos encarar de frente). Esta atualização frequente é essencial na carreira jurídica, em especial. Nas conversas que tenho tido na Grande Vitória e no interior, tenho me dedicado também a ouvir sugestões, propostas de aprimoramento do Judiciário e um relacionamento cada vez mais próximo com a advocacia.
– O senhor já foi juiz de Direito. Atuou no Tribunal de Justiça em que período?
– Fui Magistrado neste Estado de meados de 1990 até novembro de 2001, ou seja, por pouco mais de 11 anos. Minha experiência anterior como advogado foi fundamental para o exercício da magistratura, e o período em que atuei como magistrado também enriqueceu profundamente minha posterior carreira na advocacia. Cada etapa foi vivida com intensidade e satisfação, pois sempre encontrei realização no Direito.
Agora, estou entrando em uma nova fase profissional, que considero mais um desafio. Inclusive, sou movido por eles, e esse novo desejo representa uma evolução natural da minha carreira. Entendo que a vida é feita de ciclos e posso afirmar que, na maior parte dela, estive dedicado à advocacia. Contudo, tenho o desejo de encerrar minha trajetória no Tribunal de Justiça e de poder contribuir ainda mais, sempre com base em muito estudo e tempo dedicado à leitura. Se for escolhido, pretendo desempenhar essa função pelos próximos 11 anos e alguns meses, abrindo caminho para novas perspectivas. Apesar da maturidade da minha carreira, tenho a mente aberta para inovações e mudanças.
– O senhor abriu mão da carreira na Magistratura, exonerando-se do cargo, ou se aposentou?
– Pedi exoneração. Não estou gozando de qualquer aposentadoria. Registro, ainda, que a minha saída da Magistratura foi uma decisão pessoal e profissional, pois já naquela época eu era muito respeitado pelos advogados, partes e colegas e, também, gostava muito do que fazia, no caso, judicar. Cheguei a ser homenageado pelo Instituto dos Advogados do Brasil, como um dos magistrados que melhor recebia os advogados. O que aconteceu é que, aos 40 anos de idade, por ter um temperamento inquieto, deliberei por aceitar novos desafios, sendo que me reputo bem-sucedido na volta à advocacia, volta, esta, que já está beirando aos 23 anos. Tenho cerca de 31 anos de efetiva advocacia e 11 anos de Magistratura. Também amo a advocacia, aliás, sou um entusiasta de qualquer atividade ligada à área jurídica.
– Se escolhido desembargador, de que forma o senhor pretende aproveitar a experiência de mais de 40 anos na vida forense lá no Tribunal de Justiça?
– Conheço e já atuei como advogado junto a diversos Tribunais por esse Brasil afora. Vi diversas experiências bem-sucedidas. Tive a oportunidade, também, de conviver com operadores do Direito em diferentes Estados da Federação, sei das necessidades da advocacia capixaba, pois nasci, estudei e resido no Espírito Santo. Além disso, há longo tempo, atuo bastante como advogado no nosso Tribunal de Justiça, bem como nas suas respectivas unidades de primeiro grau. Se nomeado desembargador, acredito que a minha maturidade e minha experiência profissional permitirão julgamentos mais céleres, sem prejuízo da segurança. Além disso, a experiência facilitará a busca por implantar meios que facilitem o acesso e a agilização.



