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A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa (Ales) protocolou Projeto de Resolução (PR) 4/2023, com alterações na estrutura administrativa da Casa. A proposta contempla medidas para integrar e fortalecer as Casas Legislativas do Espírito Santo e também transforma e extingue cargos em comissão nas áreas de gerência e de direção e assessoramento especial da Ales. O presidente da Casa, deputado Marcelo Santos (Podemos), quer integrar, por meio de um colegiado, a Ales com as 78 Câmaras de Vereadores capixabas.

Ele apresentou requerimento para que a matéria tramite em regime de urgência. O pedido foi aprovado na sessão de terça-feira (14/03), logo após a leitura da proposta no Expediente. As comissões de Justiça e Finanças, além da Mesa Diretora, ficaram responsáveis por analisar a proposta. O projeto faz mudanças no organograma da Casa. Três cargos de provimento em comissão serão transformados:

Cargo atualNovo cargo
Coordenador Especial de Relações InstitucionaisDiretor de Relações Institucionais
Supervisor da Casa dos MunicípiosDiretor da Casa dos Municípios
Coordenador Especial do Gabinete da PresidênciaChefe de Gabinete da Presidência

Os novos cargos são de nível superior e subordinados à Presidência. Além disso, o PR 4/2023 extingue os cargos de provimento em comissão de Supervisor de Planejamento e Controle Prévio e de Supervisor do Setor de Auditoria Interna.

O PR 4/2023 visa promover a integração da Assembleia Legislativa com as Câmaras de Vereadores. Para isso, institui o Colégio Permanente de Presidentes das Casas Legislativas, que será coordenado pelo presidente da Ales. Entre as atribuições do novo colegiado está “discutir e propor mecanismos para uma atuação institucional proativa, eficiente e colaborativa das Casas Legislativas”. Para isso, está previsto o  “intercâmbio de experiências e boas práticas de atuação administrativa, funcional, tecnológica, legislativa e fiscalizatória do Poder Legislativo em âmbito estadual e nacional.”

Outra iniciativa listada entre os objetivos é o “estudo de temas jurídicos e de políticas públicas que tenham repercussão em mais de uma Casa Legislativa”.  Segundo o projeto, “deputados estaduais e os vereadores poderão apresentar, isolado ou conjuntamente, propostas de discussão para apreciação do coordenador do Colégio Permanente de Presidentes.”

O projeto também estabelece que a estrutura física e de pessoal da Diretoria da Casa dos Municípios será compartilhada com a Casa do Vereador, que será hierarquicamente vinculada a essa diretoria. Segundo o presidente Marcelo Santos, o projeto tem por objetivos fortalecer o diálogo com outras instituições, por meio da Diretoria de Relações Institucionais e “dar protagonismo” às Câmaras dos Vereadores com a instituição do Colégio Permanente de Presidentes das Casas Legislativas.

Impacto financeiro

Calcula-se que os novos cargos gerarão um impacto mensal de R$ 6.982,52. De abril a dezembro de 2023, os gastos serão de R$ 72.129,42. Já para 2024 e 2025, estima-se uma despesa de R$ 93.076,98 por ano. De acordo com o projeto, a proposta atende aos ditames da Lei de Responsabilidade Fiscal e das demais normas concernentes às finanças públicas.