A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) anunciou o nome dos delegados candidatos à lista tríplice que indicará ao governo o nome escolhido para cargo de diretor-geral da Polícia Federal. Todos tiveram candidatura homologada na última sexta-feira (20/05).
Durante essa semana os candidatos passarão por sabatina e na próxima segunda-feira (30/05) será realizada a votação. Os três nomes mais votados serão indicados ao presidente da República, Michel Temer, e ao ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, no dia 1º de julho. O processo de votação será estritamente pelo Espaço do Associado, no site da ADPF, da 0h às 23h59 do dia 30 de maio de 2016. Os associados da ADPF votarão obrigatoriamente em três nomes.
Quem são os candidatos:
Rodrigo de Melo Teixeira
Mineiro da cidade de Barbacena, o delegado Rodrigo de Melo Teixeira ingressou na Polícia Federal no ano de 1999, após aprovação no concurso público do ano 1997/1998, para a carreira de Delegado de Polícia Federal. Ao longo da carreira, exerceu diversas funções de chefia, como na Delegacia de Repressão ao Tráfico de Entorpecentes na SR/PF/TO; no Núcleo de Combate a Crimes Financeiros (atual DELEFIN) na SR/PF/MG; na Delegacia de Imigração (Delemig).
Também ocupou o cargo de corregedor da Superintendência Regional da Polícia Federal de Minas Gerais. Atualmente se encontra lotado como secretário adjunto da Secretaria de Defesa Social do Estado de Minas. Representando a classe dos delegados da PF, foi diretor da ADPF/MG por dois mandatos e é o atual Diretor Nacional de Prerrogativas da Federação Nacional dos Delegados da Polícia Federal.
Marcelo Eduardo Freitas
Natural de Montes Claros, Minas Gerais, Marcelo Eduardo Freitas e se tornou delegado da Polícia Federal em 2000. Atualmente, chefia a Delegacia da Polícia Federal em sua cidade natal. Com a conclusão da graduação em direito em 1999, Freitas é, também, professor da Academia Nacional de Polícia, em Brasília e doutorando em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidad Del Museo Social Argentino.
Ao longo de sua carreira, foi assessor de ministro do Supremo Tribunal Federal e diretor-regional de Combate ao Crime Organizado/MG (2009 a 2011). Coordenou diversas ações de repressão às organizações criminosas, com repercussão nacional e internacional, como as operações Mar de Lama e Politéia, com foco no combate à corrupção e ao desvio de verbas públicas e a operação Curinga, com foco no combate a crimes previdenciários.
Gesival Gomes de Souza
O Delegado de Polícia Federal Gesival Gomes de Souza ingressou ao cargo em 1996. Em seu primeiro ano como delegado fez parte da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários, em São Paulo. No ano seguinte foi transferido para a Delegacia de Polícia Marítima, Aeroportuária e de Fronteiras (DELEMAF), também na capital paulista. No ano 2000 foi designado para a função de chefe do Setor de Operações da DELEMAF.
Em 2002 ocupou o cargo de Assessor do Diretor-Geral do Departamento de Polícia Federal, onde trabalhou como Assessor de Assuntos Especiais da Direção-Geral do DPF, Chefe de Gabinete do Diretor-Geral do Departamento de Polícia Federal e Assistente Parlamentar da Direção-Geral do DPF.
Em 2003, foi chefe de Divisão da Coordenação-Geral de Polícia de Imigração, tendo assumido as funções de Chefe da Divisão de Controle de Imigração/CGPI/DIREX/DPF. Com quase duas décadas no cargo de Delegado, Gesival Gomes de Souza também já ocupou os cargos de Chefe do Núcleo de Operações da Delegacia de Repressão a Crimes Previdenciários/DREX/SR/DPF/SP; Chefe do Setor de Inteligência Policial da SR/DPF/SP; Chefe da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários/DREX/SR/DPF/SP Coordenador-Geral de Correições da Corregedoria-Geral de Polícia Federal do Departamento de Polícia Federal; Coordenador-Geral de Correições da Corregedoria-Geral de Polícia Federal do Departamento de Polícia Federal Chefe da Núcleo de Polícia de Imigração DELEX/DPF/STS/SP.
Atualmente o delegado integra o Grupo Especializado de Repressão a Crimes Fazendários envolvendo a Receita Federal do Brasil e a Alfândega do Porto de Santos/SP.
Bergson Toledo Silva
Delegado de Polícia Federal desde 1982, Bergson Toledo Silva trabalho em Pernambuco, Alagoas, Amazonas, Ceará e em Brasília, na sede da Polícia Federal.
Foi superintendente Regional em Alagoas, por duas oportunidades, em Pernambuco e no Ceará. Participou como Diretor do DPMAF, atual Coordenação-Geral de Polícia de Imigração (CGPI) e Adido Policial junto à Embaixada do Brasil no Paraguai.
Como superintendente Regional coordenou as operações Gangue Fardada, em Alagoas e Doleiro, no Ceará.
William Nascimento Santos
O delegado da Polícia Federal William Nascimento Santos é natural de Montes Claros (MG) e atualmente ocupa a chefia da Delegacia da Polícia Federal de Divinópolis (MG). Advogado de formação, possui especialização em Gestão de Políticas de Segurança Pública e pós-graduando em Direito do Trabalho foi chefe da delegacia de Governador Valadares (MG) e Varginha (MG).
Atuou também como chefe do Núcleo de Disciplina e como corregedor regional substituto da Superintendência Regional da Polícia Federal em Brasília (DF). Na capital, ocupou ainda os cargos de chefe da Divisão de Estudos, Legislação e Pareceres da Coordenação de Recursos Humanos e coordenador substituto da Coordenação de Recursos Humanos da Diretoria de Gestão de Pessoal da Polícia Federal. Já atuou na repressão a crimes fazendários, previdenciários, pedofilia, tráfico de entorpecentes e fraudes fiscais.
Erika Mialik Marena
Natural de Apucarana/PR, Erika Mialik Marena entrou para a Polícia Federal no cargo de delegada em 2003. Logo no primeiro ano participou da Delegacia de Crimes Financeiros (DELEFIN), em São Paulo/SP. Em 2005 foi coordenadora da Força-Tarefa CC5, em Curitiba/PR. Dois anos depois ingressou no Grupo de Repressão a Crimes Financeiros (GRFIN), em Curitiba/PR, permanecendo até 2011, sendo que os dois últimos anos foi Chefe do GRFIN.
No ano de 2012, Erika Marena participou da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários, também em Curitiba. No ano seguinte, chefiou a DELEFIN em Curitiba. A delegada é uma das peças importantes na Coordenação da Operação Lava Jato. Ela integrou à equipe em 2014 e permanece até hoje naquela que é a maior e mais importante operação contra a corrupção e a lavagem de dinheiro no Brasil.
Formada em Direito pela Universidade federal do paraná (UFPR) e pós-graduada em Direito e Processo Penal pela Academia Brasileira de Direito Constitucional (ABDCONST/Unibrasil), Erika Marena é professora da Disciplina de Crime Organizado/Lavagem de Dinheiro na Academia Nacional de Polícia em diversos cursos de formação profissional de delegados, agentes e escrivães da Polícia Federal.
Luiz Carlos de Carvalho Cruz
Nascido na cidade do Rio de Janeiro, o delegado da Polícia Federal Luiz Carlos de Carvalho Cruz é lotado atualmente na Delegacia de Crimes Fazendários da Superintendência Regional da Polícia Federal no estado do Rio de Janeiro. É graduado em Direito desde 1992 e como oficial da Marinha do Brasil já operou em mais de 30 países. Foi coordenador do grupo de trabalho para implantação do Sistema Nacional de Polícia Marítima.
Ele ainda a Coordenação da Segurança da eleição latino-americana do Fórum Econômico Mundial e, em razão dessa experiência, foi convidado para ser o primeiro diretor de Operações da Secretaria Extraordinária de Grandes Eventos (SESGE) sendo então cedido para o Ministério da Justiça (2011 a 2013). Em 2014, foi o chefe da delegação de secretários de segurança pública dos estados que sediaram a Copa do Mundo no Brasil.
José Roberto Sagrado da Hora
Nascido em Santos/SP, José Roberto Sagrado da Hora entrou para o cargo em 1996, em Palmas/TO. Durante as duas décadas como delegado Federal, José Roberto da Hora teve a oportunidade de chefiar alguns setores tais como DRE/SR/TO, CORREGEDOR SR/TO, NO/STS, Presidente da 1ª Comissão Permanente de Disciplina da SR/SP, DREX/AL, Professor no XXVII e XXX Cursos de Formação de Delegados da Polícia Federal, no XXVII Curso de Formação de Perito Criminal Federal na Academia Nacional de Polícia ministrando aulas de Deontologia e Direitos Humanos ? DDH. 1º e 2° Semestres de 2007. ADIDO do DPF, por concurso, (único habilitado), junto à Embaixada do Brasil no Suriname.
No campo operacional coordenou a prisão de Fábio Franco, segundo na ordem hierárquica da máfia do sul da Itália (Sacra Corona Unita). Coordenou operação conjunta com a Secretaria de Segurança Pública de Alagoas contra a pistolagem denominada RESUGERE, quando foram presos, dentre outros, três deputados estaduais.
Formado em Direito pela faculdade Católica de Santos, hoje UNISANTOS, fez pós-graduação em Gestão de Políticas de Segurança Pública, na ANP; pós-graduação em nível de especialização em Direito Público, na Escola Superior do Ministério Público/SP; pós-graduação em nível de especialização em Gestão de Projetos junto ao SENAC e mestrado em Direito Internacional pela Unisantos.
Jerry Antunes de Oliveira
Jerry Antunes de Oliveira é natural de Sorocaba (SP) e atualmente ocupa a Presidência de investigações policiais, plantões, execuções de Operações, etc, na Delegacia de Polícia Federal em Sorocaba/SP. Com ampla carreira na área de segurança, ingressou na carreira de delegado da PF em 1996.
Entre 2012 e 2014, Oliveira foi Adido Policial junto à representação diplomática do Brasil na Espanha, e antes disso superintende da Polícia Federal no estado de Minas Gerais. Trabalho ainda nas áreas fazendária, repressão a entorpecentes, previdenciária e defesa institucional.
Graduado em Direito, participou de diversos cursos de formação policial, além de possuir especialização em Inteligência de Estado e Segurança Pública e mestrado em Administração. Foi professor da Associação Internacional para Estudos de Segurança e Inteligência (INASIS) e é docente da Academia Nacional de Polícia.
(Fonte: Portal da ADPF)