O empresário do ramo de seguro que se notabilizou no começo da década de 2000 por seu envolvimento no esquema conhecido como “Seguro da Assembleia Legislativa” do Espírito Santo, Francisco Carlos Perrout, 66 anos, foi preso no final da noite de domingo (20/03) numa ação que contou com agentes que integram a Força Tarefa de Segurança Pública do Estado. Francisco foi preso em Jacaraípe, na Serra. Ele estava foragido da Justiça desde o ano de 2019. Francisco Perrout era sócio da Corretora Roma, que vendia seguros para a Assembleia Legislativa.
A Força Tarefa de Segurança é composta também por policiais rodoviários federais e agentes das Guardas Municipais de Vitória e Vila Velha. A Polícia Federal, para onde o foragido foi levado, se recusou a informar o nome do empresário por conta da Lei de Abuso de Autoridades. No entanto, o Blog do Elimar Côrtes confirmou se tratar de Francisco Carlos Perrout por meio de outras fontes. Francisco já se encontra em um presídio da Grande Vitória.
De acordo com a Assessoria de Imprensa da Superintendência Regional da Polícia Federal no Estado, as ações para localizar e prender Francisco se iniciaram em meados de fevereiro deste ano e se encerraram no domingo, quando policiais federais e guardas civis da Serra efetuaram sua prisão em Jacaraípe. Quando de sua abordagem, ele não resistiu e confirmou que sabia da ordem de prisão em seu desfavor.
Segundo a PF, Francisco foi condenado por conta de irregularidades praticadas na Assembleia Legislativa de 1998 a 2003 e aconteciam com a celebração de um seguro de vida para os deputados com percentual de corretagem exorbitante. O valor excedente era repartido entre os integrantes do esquema .
O crime consistia no desvio de parte significativa dos valores pagos em apólices de seguro do prédio Assembleia Legislativa do Espírito Santo em favor de sócios de algumas corretoras que, na sequência, lavavam o dinheiro em outros negócios.
Francisco Perrout foi condenado a seis anos e seis meses de prisão. De acordo com denúncia do Ministério Público Estadual, a Ales havia firmado um contrato superfaturado no valor de R$ 494 mil com a seguradora Porto Seguro para o prédio da Assembleia Legislativa. A negociação foi intermediada pela corretora Roma. Francisco Perrout teria repassado para Gratz R$ 300 mil referentes ao contrato de seguro do prédio da Assembleia na `forma de trinta cheques`.



