Réu em dois processos criminais, o fazendeiro Esperidião Carlos Frasson, 71 anos, foi preso na manhã desta quinta-feira (21/09), em Fundão. Foi preso pela acusação de ser um dos mandantes do assassinato de sua nora, a médica Milena Gottardi Tonini Frasson, que era casada com o investigador de Polícia Hilário Antônio Fiorot Frasson.
A prisão de Esperidião Frasson foi determinada pela Justiça, que atendeu pedido do delegado Janderson Lube, da Delegacia de Homicídio e Proteção a Mulher. A prisão do fazendeiro foi decretada pelo Juízo da 1ª Vara Criminal de Vitória, que é a Vara Privativa do Júri da Capital. Como a Polícia Civil trabalha com a tese de crime de mando, cabe a essa unidade judiciária a responsabilidade pela decretação das medidas solicitadas pela Polícia Civil. Exceto no final de semana, quando houve medidas expedidas pelo juiz plantonista da 1ª Região. Na Justiça, o procedimento tem o número 0027536- 22.2017.8.08.0024
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/ES), Homero Mafra, contratado para ser advogado do policial Hilário Frasson, foi agora cedo à Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa, onde fica a DHPM.
Mafra informou que foi contratado para defender apenas Hilário e não o seu pai, Esperidião Frasson. Homero Mafra voltou a garantir que Hilário é inocente e que não teria mandado matar Milena.
No último sábado (16/09), a Polícia Civil prendeu Dionathas Alves Vieira, 23 anos. Levado para a DHPM, Dionathas confessou, em depoimento a um grupo de delegados, que matou a médica Milena Gottardi Tonini Frasson, na noite do dia 14 deste mês no estacionamento do Hospital das Clínicas, em Vitória, a mando do policial Hilário e do pai dele, Esperidião Frasson.
Dionathas revelou ainda o nome dos três intermediários do crime – ou seja, das pessoas que o procuraram para contratá-lo para executar o assassinato. A Polícia Civil já tem o mandado de prisão dos três intermediários, mas estes estão foragidos. A última informação dá conta de que eles seriam de Castelo, no Sul do Estado.
No entanto, o advogado Leonardo Rocha que teria sido contratado pela família de Dionathas, disse que seu cliente quer prestar novo depoimento em que gostaria de dar nova versão para o crime. Pode ser que na nova versão Dionathas alegue que matou a médica para praticar assalto ou que o mandante teria sido somente o sogro de Milena.
O sogro da médica, o fazendeiro Esperidião Carlos Frasson, é réu em duas ações penais. Uma tramita na 4ª Vara Criminal (Privativa do Júri) de Cariacica, sob o número 0016619-68.2003.8.08.0012. Outra está na 4º Vara Criminal da Serra, com o número 0000573-56.2004.8.08.0048. Na primeira, ele é acusado de assassinato. Na segunda ação penal, foi indiciado pela acusação de integrar um grupo de extermínios, formado por policiais militares que agia na Serra e em Fundão.

