O vereador bolsonarista Armandinho Fontoura (PL) fez um duro discurso contra a administração da Prefeitura de Vitória, na sessão de segunda-feira (25/05) da Câmara Municipal. O parlamentar afirmou que a Capital do Espírito Santo “precisa ser passada a limpo” e questionou sobre quem, de fato, governa a Capital do Espírito Santo. Ele ainda criticou a atual gestão – da dupla Lorenzo Pazolini (Republicanos) e Cris Samorini (PP) – por ter abandonado o critério da meritocracia na hora de escolher a esquipe de Governo. Armandinho não citou nomes, mas as críticas foram para a atual prefeita, Cris, e seu antecessor, Pazolini.
Nos bastidores da Câmara Municipal, o comentário é de que Armandinho estaria criticando Cris porque, na verdade, quem manda na Prefeitura seria Pazolini e o presidente Estadual do Republicano, o ex-deputado estadual Erick Musso. Pazolini deixou o cargo no dia 2 de abril para poder disputar a eleição deste ano para governador. Desde então, Cris passou a comandar o Executivo Municipal. No entanto, pelas palavras de Armandinho, há controvérsias sobre quem de fato comanda:
“Já temos quase 60 dias [da posse de Cris Samorini] e precisamos de uma posição clara da gestão municipal em diversos assuntos, sobretudo, na questão da identidade: Quem é o prefeito ou a prefeita? Quem governa [a cidade]? A serviço de quem? Qual o interesse? Estou falando a verdade. Estou cansado de hipocrisia. Não contém comigo para dissimular, para fingir. Não temos articulação política”, disparou o vereador.
As críticas do vereador se deram dentro do contexto e que ele começou a se manifestar sobre escolha da equipe de governo das gestões Pazolini/Cris. Um dos alvos de Armandinho foi o ex-secretário Municipal do Meio Ambiente e atual coordenador da Defesa Civil, Tarcísio José Foeger, a quem o vereador chamou de “ingrato” e sem preparo técnico para os cargos que ocupou.
“A Prefeitura precisa de sal grosso. Vou levar 1 quilo de sal grosso para exorcizar algumas coisas que tem lá dentro da Prefeitura de Vitória, porque a cidade precisa ser passada a limpo. Tem muita coisa sepulcra lá dentro”, disse Armandinho.
O parlamentar garantiu ainda que defende conceitos e naquilo em que acredita. Afirmou que não faz política por conveniência: “A partir do momento que eu deixo de ter uma crença e vejo um fiasco ali na frente, não contém comigo. Até porque, as minhas contribuições são dadas. Se quiserem ouvir, tudo bem; se não quiserem, que arquem com as consequências. Tem muita gente pagando pra ver e se achando intocável”, disparou Armandinho.
De acordo com o vereador, a política é como se fosse um esporte de contato: “Vou jogar para dentro do tatame. Aí vão entender como são as coisas. Só funciona nessa linguagem”, disse ele, que, mais adiante, questionou a forma de como Vitória passou a ser administrada nos últimos anos:
“A meritocracia, parceria e o reconhecimento…Nada disso é levado em consideração. O que nós vimos foi a ausência da meritocracia nos últimos anos, num modelo imperial, do tipo, ‘vocês me servem’. Eu não topo isso”, concluiu Armandinho.



