Entre o final da década de 1990 e parte dos anos 2000, Vitória era considerada a capital mais violenta do Brasil em determinados períodos. Naquela época, a capital capixaba e sua Região Metropolitana enfrentavam índices alarmantes de homicídios, chegando a superar cidades como São Paulo e Rio de Janeiro em taxas de crimes contra a vida.
Essa marca negativa, entretanto, mudou graças, sobretudo, as ações desenvolvidas pelo Programa Estado Presente em Defesa da Vida. O programa, iniciado em 2011, no primeiro mandato do governador Renato Casagrande (PSB) e retomado em sua segunda gestão, em janeiro de 2019, fez com que a cidade de Vitória alcançasse uma importante marca na segurança pública. O município se firmou como a capital brasileira com a segunda maior redução de mortes violentas, segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública. As informações são do portal de notícias Poder 360.
Os números são referentes aos anos de 2022 e 2025. Trata-se de homicídios, feminicídios, lesão corporal seguida de morte e latrocínio (roubo com morte). Na taxa de mortes por 100 mil habitantes, Vitória passou de 22,7 para 17,1, ou seja, uma diminuição de 52,6% de letalidade. Vitória está na frente de cidades como Aracaju e Porto Alegre, com, respectivamente, 48,5% e 43,6%, e só perde para Manaus, capital do Amazonas, com 62,2%.
Em geral, o País vem registrando cada vez menos mortes violentas. No entanto, não são todas as cidades que acompanham essa tendência. Considerando as capitais dos Estados e Brasília, cinco ficaram mais violentas desde 2022: Cuiabá (MT), Rio de Janeiro (RJ), João Pessoa (PB), Recife (PE) e São Luís (MA).
O trabalho que o Governo do Estado, sob a liderança do governador Renato Casagrande (PSB) e do coordenador do Estado Presente, o vice-governador Ricardo Ferraço (MDB), realiza em Vitória tem refletido na redução da criminalidade, na redução do feminicídio, na redução do crime contra o patrimônio:
“O trabalho integrado que fazemos entre as nossas forças de segurança [estaduais], com as forças de segurança do Governo Federal e com as forças de segurança dos municípios [Guardas Municipais) produz um efeito”, disse Casagrande, ao inaugurar, no dia 7 deste mês, o Destacamento Policial Militar do Bairro da Penha, na capital capixaba. O DPM é subordinado à 6ª Companhia do 1º Batalhão da Polícia Militar (Vitória), criada em 4 de dezembro de 2024 e que passou a ser responsável pelo policiamento dos bairros que integram o chamado Território do Bem: Itararé, Jaburu, Bairro da Penha, Bonfim, Engenharia, Consolação, Floresta, Gurigica e São Benedito. Até então, o DPM antigo funcionava, de forma precária, ao lado da nova sede.
Graças, sobretudo, ao trabalho das Polícias Militar e Civil, a cidade de Vitória tem colhido números positivos na redução da violência. Em 2025, a capital registrou 36 homicídios, uma redução de 35% em relação ao ano de 2024.
Todavia, outras políticas públicas implementadas no âmbito do Estado Presente contribuíram para que essa redução fosse alcançada. Trata-se, segundo o Governo, de um trabalho coletivo, um trabalho que está relacionado à ação social.
No Território do Bem e em São Pedro o Governo implantou o Centro de Referência da Juventude (CRJ). Nos bairros de Vitória, assim como em outras cidades capixabas, há o ‘Qualificar’, que também é muito importante. O ‘Qualificar ES’ é um programa do Governo do Espírito Santo, que oferece cursos gratuitos de qualificação profissional com foco em empreendedorismo, empregabilidade e inovação, utilizando modalidades presenciais, semipresenciais e a distância, visando transformar vidas e desenvolver o estado, atuando também em áreas vulneráveis e oferecendo certificados e conexão com outras oportunidades do governo. Vitória conta hoje com 12 Escolas em Tempo Integral da Rede Estadual de Ensino.
Portanto, graças ao Programa Eestado Presente e aos investimentos feitos pelo Governo do Estado em segurança pública, Vitória registrou uma redução significativa nos crimes violentos. Passo a ser classificada entre as capitais mais seguras do País. O Estado Presente sofreu uma paralisação de quatros anos, durante o governo de Paulo Hartung (2015/2018). Renato Casagrande retomou com o programa em 2019.



