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O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse na manhã desta quarta-feira (16/07), em Vitória, que vai se reunir ainda hoje com técnicos do Operador Nacional de Sistema Elétrico (NOS) para mais uma avaliação sobre a necessidade da volta do horário de verão. A declaração foi dada no Palácio Anchieta, depois da solenidade que marcou a assinatura da renovação por mais 30 anos do contrato da concessão de distribuição de energia para 70 municípios do Espírito Santo entre o Governo Federal e a EDP.

“A volta do horário de verão é uma questão extremamente técnica. Estou até com a presença do diretor-geral da ONS [Márcio Rea] aqui no Espírito Santo. Hoje, nós teremos uma reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico. Essa situação é avaliada minuciosamente”, disse o ministro, acrescentando que a reunião com o ONS será em Brasília.

Alexandre Silveira concluiu: “Eu falo sempre o seguinte: energia cara é aquela energia que não existe, é aquela energia que falta. Então, essa questão técnica da gente estar acompanhando a segurança energética é algo que fazemos de forma muito criteriosa. E, caso seja necessário da adoção do horário de verão, nós sempre vamos ter coragem para tomar a medida para que não tenhamos problemas como, infelizmente, nós vivemos em 2001 e quase vivemos em 2021”.

Em maio deste ano, o Operador Nacional do Sistema Elétrico apresentou, no Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, uma recomendação para a adoção do horário de verão no País. O objetivo seria “mitigar possíveis déficits de potência [energética] no período seco”, diz o texto.

“A depender das projeções de atendimento para os próximos meses, a adoção do Horário de Verão pode, eventualmente, ser recomendada ao CMSE como uma ação imprescindível”, completa o ONS.

Segundo o ONS, o horário de verão ajuda a aumentar o aproveitamento das fontes de energia solar e eólica, além de reduzir a demandas. Desde a sua adoção, que passou a ser anual a partir de 1985 – no governo do presidente José Sarney –, o horário de verão tem a intenção de promover uma economia no consumo de energia, uma vez que as pessoas teriam mais tempo de luz natural. Porém, por conta da mudança de comportamento da sociedade, a medida foi deixando de ser eficaz. Até que, em 2019, o então presidente Jair Bolsonaro (PL) suspendeu o adiantamento dos relógios.

A medida volta a ser discutida não por sua eficácia para economizar energia, mas por ser uma alternativa de aproveitamento da geração de energia solar, reduzindo o acionamento de termelétricas – mais caras e poluentes.