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Falando para uma jovem plateia formada por mais de mil estudantes, durante o II Fórum Educacional de Potencialidades do Amanhã, o governador Renato Casagrande (PSB) mostrou porque o Estado tornou-se um exemplo positivo para o Brasil. Promovido pelo Sindicato das Empresas Particulares de Ensino do Espírito Santo (Sinepe/ES), o encontro abordou o empreendedorismo, carreira, inovação, potencialidades do Estado e tendências do mercado capixaba. Contou com a presença de educadores e alunos do ensino médio das redes particular e pública e foi realizado na última quarta-feira (16/04), no Espaço Patrick Ribeiro, na área do Aeroporto de Vitória.

A iniciativa levou também especialistas, autoridades e empresários de destaque em painéis com debates importantes. Renato Casagrande falou sobre desafios, a tensão mundial provocada pelos Estados Unidos, a guinada que o Estado deu na segurança pública, oportunidades e o crescimento econômico e social do Espírito Santo.

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“Temos desafios, mas temos qualidade de vida, um Estado bonito, que se destaca nacionalmente nas notas do ensino médio. Somos o segundo Estado que faz mais investimentos em ciências e educação. Contamos com faculdades e universidades públicas e particulares muito boas, além do Ifes, que oferecem ainda mestrado e doutorado”, pontuou o governador capixaba.

Formação estudantil do governador

Casagrande iniciou sua palestra falando de quando era criança e estudava numa pequena escola na zona rural de Castelo, onde nasceu. “Era uma única sala de aula, com a mesma professora, para quatro turmas diferentes”, recordou ele.

Posteriormente, seus pais se mudaram para a sede do município, onde os filhos puderam concluir o antigo primário, o ginásio e o segundo grau numa escola melhor. Posteriormente, por influência do tio Nélson Casagrande, que era professor à época– hoje está aposentado – , e do irmão mais velho, Carlos, foi fazer curso superior na Faculdade de Viçosa (Minas), entre 1978 e 1979, onde se formou em Engenharia Florestal. Mais tarde, formou-se em Bacharel em Direito na Faculdade de Direito de Cachoeiro de Itapemirim:

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“Me identifiquei com o curso de Engenharia Florestal e passei a discutir assuntos relacionados ao meio ambiente. Esse conhecimento me ajudara me tornar presidente de um consórcio de governadores [Consórcio Brasil Verde] que discute questões relacionadas ao meio ambiente. A graduação em Direito também me ajuda muito como governador, por me dar noção básica sobre o que posso fazer. Nunca pensei em ser político, meu sonho era trabalhar como pesquisador da antiga Emater [que era vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura]. Acabei indo trabalhar na Prefeitura de Castelo e, por conta de reuniões que fazia com as comunidades, fui estimulado a entrar na política. Em 1990, fui eleito deputado estadual”, disse Casagrande, que emendou:

“Portanto, não importa se vocês [estudantes] ainda não sabem o que fazer no futuro. O que importa é a escola proporcionar a vocês uma base. A família tem que nos dar valores ético e moral. A escola tem que complementar. O importante é manter o equilíbrio, pois sabemos que nossas escolas formam bons profissionais”.

Instabilidade no Planeta

O governador Renato Casagrande abordou também a instabilidade que vive o Planeta, provocada pela “insanidade de líderes mundiais, de países que não conseguem dialogar”. Para ele, a instabilidade pode provocar mais guerras e falou das últimas ações adotadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que são os tarifaços impostos a produtos exportados por demais países para os EUA:

“Os Estados Unidos usam essa grande instabilidade para causar insegurança jurídica em todo o mundo. Causam [EUA] tensionamento entre os países, o que aponta possibilidade de guerra. Está sendo difícil se encontrar um equilíbrio entre as duas maiores nações do mundo [EUA e China]. Esse tensionamento provoca  insegurança em vocês [estudantes] e também nos empreendedores. Neste momento, temos que agir com cautela”.

Em defesa do diálogo e o respeito às diferenças

Para os mais de mil estudantes e educadores presentes no Espaço Patrick Ribeiro, Renato Casagrande falou de um dos pilares de seu governo: o diálogo com a população e com todos os Poderes. Defendeu também o respeito às diversidades, hoje cada vez mais presentes na sociedade brasileira. E ensinou:

“Um bom gestor precisa ter boa capacidade de diálogo. E essa capacidade tem que continuar no nosso Estado. Nas escolas têm diversas diferenças entre as pessoas. Temos que respeitar e conviver com essas diferenças. No Espírito Santo, temos uma grande diversidade, sobretudo, na etnia. Estamos no meio do Brasil, dentro do Sudeste, e muito próximos ao Nordeste, Sul e Centro-Oeste”.

O governador defendeu ainda, dentro desse aspecto do respeito ao diálogo e às diferenças, a não prática da violência: “O Espírito Santo não precisa entrar naquela vibe [palavra inglesa que significa ‘vibração’, ‘atmosfera’, ‘sensação’, ‘impressão’ ou ‘energia’] dos Estados em que se prega a violência. Queremos ser um Estado que cultiva a cultura da paz. Para isso, reforço, é preciso ter capacidade de conviver com as diferenças”.

Um governo que respeita os interesses públicos

Renato Casagrande mostrou ainda o legado de seus três mandatos à frente do Executivo Estadual, que é o respeito às questões públicas. Ele governou o Estado pela primeira vez entre 2011 e 2024; e depois foi eleito em 2018, sendo reeleito em 2022:

“Construímos resultados de políticas muito importantes. No Sudeste, em números proporcionais, o Espírito Santo é o Estado com mais alunos matriculados em Escolas de Tempo Integral.  Somos Nota ‘A’ na gestão fiscal [em 2024, o Espírito Santo obteve nota máxima pelo 13º ano consecutivo na avaliação sobre a Capacidade de Pagamento dos Estados e Municípios (Capag), da Secretaria do Tesouro Nacional]. Tivemos recursos para enfrentar a pandemia [da Covid 19] e as enchentes provocadas pelas fortes chuvas no Sul do Estado. Governamos dentro de um ambiente que permite estar com os pagamentos em dia e com dinheiro em caixa. Esse tipo de gestão atrai mais empresas para o Estado, gerando novos empregos. O Espírito Santo não é rico; apenas sabe ser organizado com os recursos que possui. Não gastamos mais do que temos”.

Para o governador Casagrande, o modelo de governança tem colocado o Espírito Santo sempre numa excelente posição em relação aos demais entes federados: “Temos uma grande capacidade de investir nas infraestruturas. Maior Estado do País, São Paulo investiu 2,5% em 2024. Nós investimos 20% de nossa receita líquida em infraestrutura. A melhoria nas infraestruturas nos permite enfrentar desafios e atrair mais investimentos privados”.

Melhoria na segurança pública

Renato Casagrande discorreu sobre segurança pública e disse que se trata de um dos principais temas de interesse da sociedade. O governador afirmou entender a preocupação dos jovens e de toda a população com a insegurança. Entretanto, destacou os resultados positivos alcançados pelo Espírito Santo graças ao Programa Estado Presente em Defesa da Vida:

“Quando assumi o governo em 2011, a média era de quase 2 mil homicídios por ano. Em 2009, foram registrados 2.034 assassinatos no  Estado. Com as melhorias e investimentos feitos, fechamos o ano de 2024 com 852 mortes. Vocês vão achar que a insegurança está maior. Não tiro a razão de vocês. É que os telejornais locais tratam o assunto policial em mais de 50% de sua programação. Hoje em dia, as pessoas gravam vídeos de furtos, de roubos e outros crimes praticados no meio da rua e postam nas redes sociais. Mas estamos conseguindo reduzir a violência com investimentos em tecnologia, como o Cerco Inteligente. Somente um governo organizado consegue alcançar resultados positivos e gerar confiança”.

Espírito Santo conquistou respeito nacional

Olhando para o futuro, o governador Renato Casagrande expressou o que a juventude pode esperar da gestão do Governo do Estado. “Nossa missão é levar qualidade de vida a vocês, que hoje discutem oportunidades. O Espírito Santo pode oferecer qualidade de vida. Temos muitos desafios, mas temos também investimentos em ciências, tecnologia e inovação.”

Ele entende ainda que o Espírito Santo hoje é reconhecido e respeitado nacionalmente. “Isso acontece por conta de nossa capacidade de diálogo e porque fugimos dos debates ideológicos. Trabalhamos para ter pessoas decentes e sérias que gostam da vida pública para colocar nosso Estado em primeiro lugar sempre. Saímos da posição de descrédito para a posição de crédito. Precisamos ter um governo que produza resultados. Tem governante que quer ser o todo poderoso. Por isso, divido resultados com a minha equipe; com a nossa base na Assembleia Legislativa; com o nosso vice-governador Ricardo Ferraço, que me ajuda a governar; com a bandada federal em Brasília. O jeito de somar é dividir os resultados.”

(Fotos: Hélio Filho e Kelly Kalle)