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Em 30 de junho de 2023, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) inelegível até 2030 pela acusação de prática de abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação durante reunião realizada no Palácio da Alvorada com embaixadores estrangeiros no dia 18 de julho de 2022. Na ocasião, em reunião com embaixadores de diversos países, Bolsonaro divulgou informações falsas sobre o processo eleitoral brasileiro e a segurança das urnas. Ele afirmou estar baseando-se em dados oficiais e pôs em risco a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro. A reunião foi transmitida nas mídias oficiais do então presidente e também no canal de televisão oficial do Governo Federal.

A condenação do TSE significa dizer que nas próximas eleições presidenciais, que acontecem em 2026, Bolsonaro não vai poder nem mesmo se candidatar. Mas isso não quer dizer que o espectro político da extrema direita e da direita não terá os seus representantes. Pensando assim, várias lideranças conservadoras da direita brasileira já vêm se colocando como possíveis candidatos à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que ainda não decidiu se disputará à reeleição visando um quarto mandato. Dentre os nomes há  pelo menos cinco governadores, dos quais quatro integram o Consócio de Integração do Sul e Sudeste (Cosud).

O mesmo afoito da direita, entretanto, em lançar nomes para as eleições do próximo ano não é visto no campo da esquerda e do centro. Na manhã desta terça-feira (01/04), o governador Renato Casagrande (PSB), que integra o Cosud, comentou sobre o assunto. Segundo Casagrande, a esquerda e o centro não se posicionaram ainda em relação a nomes por respeito ao presidente Lula, que, caso decida se candidatar, terá o apoio do grupo que hoje está aliado ao Palácio do Planalto:

“Acho que é porque hoje o Lula é o presidente da República e todos esperam a posição dele antes de tomar qualquer decisão. Acho que é um respeito à posição do Presidente. Se ele for candidato à reeleição, acho que os partidos desse campo também tendem a fazer um alinhamento com ele”, disse Casagrande ao ‘site’ Blog do Elimar Côrtes, durante o lançamento do Programa CNH Social, do Departamento Estadual de Trânsito (Detran/ES), no Palácio Anchieta.

O governador do Espírito Santo considera natural que partidos conservadores se articulem em torno de nomes para a disputa por conta da inelegibilidade de Jair Bolsonaro: “É natural também que os partidos conservadores de direita estejam mais pulverizados porque o ex-presidente Bolsonaro, neste momento, está impedido de ser candidato. Então, muita liderança se coloca como alternativa a Bolsonaro.”

Indagado se o PSB teria nome alternativo para o caso de o presidente Lula decidir não se candidatar à reeleição, Renato Casagrande afirmou que o partido possui excelentes quadros, mas ainda não discutiu o assunto: “O PSB tem bons nomes, excelentes nomes para poder colocar, mas neste momento não tem essa discussão interna não.”

Ao menos cinco governadores têm seus nomes cogitados para disputar as eleições presidenciais de 2026. São eles: Tarcísio de Freitas (São Paulo/Republicanos), Romeu Zema (Minas/Novo), Ratinho Júnior (Paraná/PSD), Eduardo Leite (Rio Grande do Sul/PSDB). Os quatro integram o Cosud, junto com Espírito Santo, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

Há ainda o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), que anunciará esta semana a sua pré-candidatura. Também no campo da extrema direita existe Pablo Marçal (PRTB), palestrante motivacional e coach, que foi candidato a prefeito de São Paulo no ano passado.