Uma final para entrar na história da Libertadores Feminina! Em uma decisão eletrizante no Estádio Rodrigo Paz Delgado, o Casa Blanca, em Quito, no Equador, o Cruzeiro conquistou o título inédito da competição ao vencer o Corinthians por 5 a 4 nos pênaltis, depois de um empate por 4 a 4 no tempo regulamentar. As Cabulosas mostraram poder de reação, buscaram uma desvantagem de dois gols e frustraram o sonho das Brabas de conquistar o tetracampeonato consecutivo.
A equipe paulista precisou de apenas três minutos para abrir o placar. Depois de trabalhar a bola de um lado para o outro, o Corinthians encontrou espaço pela direita. Gi Fernandes levantou a bola na medida para Gabi Zanotti, que apareceu na área e cabeceou firme, contra o chão, sem chances para a goleira Camila Rodrigues. O gol teve um significado especial: foi o centésimo da atacante com a camisa alvinegra.
O Cruzeiro não conseguiu conter a pressão das Brabas e acabou sofrendo mais um gol ainda na primeira etapa. Isadora Amaral errou na saída de bola, Vic Albuquerque recuperou a posse dentro da área e encontrou Gabi Zanotti. A atacante chegou finalizando para marcar pela segunda vez na decisão e ampliar a vantagem.
Cruzeiro busca o empate no tempo normal
Logo no início do segundo tempo, aos três minutos, o Corinthians transformou a vitória em goleada. Letícia Monteiro cruzou rasteiro, Duda Sampaio deixou a bola passar com um belo corta-luz e Vic Albuquerque apareceu para finalizar de primeira, no contrapé de Camila Rodrigues. O Cruzeiro diminuiu com Byanca Brasil, após falha da goleira Lelê, e Vitória Calhau, em cobrança de pênalti.
O Corinthians marcou o quarto gol com Vic Albuquerque. Gi Fernandes rolou para a entrada da área, e a atacante chegou finalizando para fazer mais um: 4 a 2. Ketlin diminuiu novamente para o Cruzeiro e colocou fogo no jogo. O improvável aconteceu aos 46 minutos do segundo tempo. Em bola levantada na área, Letícia Ferreira subiu mais do que a defensora do Corinthians e cabeceou para deixar tudo igual no marcador: 4 a 4.
Cruzeiro leva a melhor nos pênaltis
Com o empate, o jogo foi para a decisão por pênaltis. Pri Back e Bedoya desperdiçaram para o Cruzeiro. Jaque Ribeiro e Robledo também perderam as suas cobranças. Nas penalidades alternadas, Gi Fernandes perdeu para as Brabas e as Cabulosas ficaram com o título inédito da Libertadores.
A conquista mantém a hegemonia do Brasil na Libertadores Feminina. Com o título do Cruzeiro, o país chegou à sua 15ª taça em 18 edições do torneio. O Corinthians, maior campeão da história da competição, seguiu com seis títulos. As Cabulosas conquistaram o primeiro.
Ao longo da competição, a Raposa garantiu US$ 2,05 milhões (R$ 11,1 milhões na cotação atual) em premiação. Em sua primeira participação no torneio internacional, o Cruzeiro chegou à decisão com 100% de aproveitamento. Sob o comando de Jonas Urias, as Cabulosas também tiveram uma campanha defensiva consistente e sofreram apenas um gol antes da final.
A primeira quantia recebida pelo clube veio logo no início do torneio. A Conmebol distribuiu uma cota de participação de US$ 50 mil (aproximadamente R$ 272 mil) para cada equipe. Com o título, o Cruzeiro garantiu mais US$ 2 milhões (R$ 10 milhões).
Com o resultado, o Cruzeiro também assegurou a vaga na Libertadores de 2027. Essa era a última oportunidade do clube se garantir no torneio, já que foi eliminado nas quartas de final do Campeonato Brasileiro.
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