No vídeo, Júlia Gobbo Amorim fez ameaças e diz ter preconceito contra pessoas que apoiam o PT e diz que pretende dificultar a vida desse grupo: “Aqui na OAB tem muita gente, muita gente petista, muita gente, e eu tô com preconceito. Muita gente não trabalha, muita gente que quer lamber na teta dos outros”, disse a moça. Em Nota, a OAB repudia as declarações ofensivas divulgadas da moça e informa que ela “foi desligada de seu quadro”.
A Júlia Gobbo Amorim gravou um vídeo em que agride verbalmente eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito nas eleições de domingo (25/10) para o quarto mandato e o segundo consecutivo no comando do Executivo Federal. Júlia Amorim gravou o vídeo nas dependências da sede da Ordem dos Advogados do Brasil (Seccional Espírito Santo), onde até então era funcionária. A direção da Ordem demitiu a moça na quarta-feira (28/10) e divulgou Nota Oficial repudiando a atitude da ex-empregada.
No vídeo, Júlia Amorim fez ameaças e diz ter preconceito contra pessoas que apoiam o Partido dos Trabalhadores (PT) e diz que pretende dificultar a vida desse grupo. A advogada critica pessoas que considera petistas e afirma que muitas delas não trabalham e querem depender de outras pessoas: “Aqui na OAB tem muita gente, muita gente petista, muita gente, e eu tô com preconceito. Muita gente não trabalha, muita gente que quer lamber na teta dos outros”, diz a advogada.
Em seguida, Júlia Amorim afirma que vai prejudicar pessoas com esse posicionamento político: “E aí o que depender de mim, meu amor, ou depender de mim, eu vou dificultar a vida das pessoas. Ué, tá tudo certo, não é isso? A partir de agora vai ser isso”, afirma.
Em nota, a OAB/ES repudiou as declarações e informou que a “colaboradora” foi desligada do quadro da instituição. A Ordem ressaltou que é “apartidária e defende a democracia, a pluralidade de ideias e a dignidade humana.” Ainda na Nota, a OAB garante respeitar a liberdade de expressão de seus colaboradores, mas destacou que não tolera manifestações discriminatórias nem ataques que diminuam pessoas em razão de suas convicções políticas.
“Por esses motivos, a OAB-ES repudia as declarações ofensivas divulgadas em vídeo gravado por uma colaboradora [Júlia Amorim] nas dependências da instituição e informa que ela foi desligada de seu quadro”, informou. Com a repercussão do caso, a advogada apagou as redes sociais.