O senador Magno Malta fez um discurso contra a vida, na noite de quinta-feira (30/07), em que voltou a atacar as vacinas contra a Covid/19 em um gesto de absoluto desrespeito à memória dos mais de 716 mil brasileiros – e seus familiares – que morreram durante a pandemia do Coronavirus. Ao lado do ex-prefeito de Vitória e pré-candidato a governador do Espírito Santo pelo Republicanos, Lorenzo Pazolini, Magno defendeu os remédios ineficazes apresentados à época pelo então presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), que está em prisão domiciliar depois de condenado por crimes de tentativa de golpe de Estado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A fala do senador se deu durante lançamento da candidatura do vereador Fabrício da Silva Martins, o Coronel Fabrício (Cachoeiro de Itapemirim/PL), na casa de eventos DDV, que fica no Centro de Cachoeiro. Além de Magno, Coronel Fabrício e Pazolini, também estavam na frente do palco o ex-deputado estadual e presidente do Diretório Estadual do Republicanos, Érick Musso, o deputado federal Gilvan da Federal (PL) e a filha caçula de Magno, Maguinha Malta, candidata ao Senado pelo grupo do próprio pai e do ex-prefeito Pazolini.
A pandemia de Covid/19 ocorreu entre 2020 e 2023, tendo sido declarada em 11 de março de 2020 e encerrada em 5 de maio de 2023. O primeiro caso no Brasil foi confirmado em 26 de fevereiro de 2020. O Brasil registrou oficialmente mais de 716 mil mortes por Covid/19 desde o início da pandemia, conforme os dados consolidados do Ministério da Saúde. Já o Espírito Santo registrou quase 13 mil mortes por Covid-19 desde o início da pandemia.
Magno Malta saiu em defesa de Jair Bolsonaro, que durante a pandemia da Covid/19 saía pelas ruas do País sem máscara e defendeu o uso de Hidroxicloroquina, Cloroquina e Ivermectina como parte de um chamado “tratamento precoce” contra a Covid-19, conjunto popularmente conhecido como ‘kit Covid’:
“Bolsonaro foi o único líder do mundo a falar de Hidroxicloroquina, Cloroquina e Ivermectina para tratamento contra a Covid. Como não foi ouvido, muita gente morreu mundo afora. Bolsonaro foi chamado de genocida. Mas quem deixa pessoas morrerem por conta da dengue não é chamado de genocida”, disse o senador.
Ele criticou também um dos cientistas dos Estados Unidos, o médico Anthony Fauci, ex-diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos (NIAID) e principal conselheiro médico da Casa Blanca durante a pandemia, que defendeu a vacina contra a Covid/19:
“Esse cientista, que era chamado de ‘Pai da Covid’, desclassificou o uso de remédios como Hidroxicloroquina, Cloroquina e Ivermectina. Mas quando foi chamado para dar explicações no Senado norte-americano, a máscara caiu e ele evocou a 5ª Emenda da Constituição dos EUA”, frisou Magno Malta.
A Quinta Emenda protege os cidadãos americanos contra abusos de poder do Estado em processos judiciais, garantindo o direito de não produzir provas contra si mesmo (o direito ao silêncio), o devido processo legal e a vedação ao duplo julgamento pelo mesmo crime.
O candidato ao governo Lorenzo Pazolini, seu parceiro Érick Musso, Coronel Fabrício, Gilvan da Federal e Maguinha Malta aplaudiram o discurso transloucado do senador Magno Malta. E ninguém reagiu às falas do senador contra as vacinas e o seu menosprezo aos mais de 716 mil brasileiros mortos pela pandemia da Covid. O Partido Liberalç (PL), presidido no Espírito Santo por Magno Malta, fechou apoio a Pazolini.