O vereador Armandinho Fontoura (Vitória/PL) protocolo uma Representação Criminal na Polícia Civil requerendo a instauração de Inquérito Policial para apurar supostas ameaças, constrangimento ilegal, coação no curso do processo e desacato atribuídos ao médico e empresário Roberto de Sá Cunha. De acordo com a Representação, os fatos ocorreram no último domingo (21/06), na denominada “Casa Bolsonaro”, na Praia do Canto, local utilizado pelo parlamentar para reuniões políticas e atendimento à população.
Segundo o documento, Roberto de Sá Cunha teria interrompido abruptamente uma reunião em andamento, exigido a retirada de vídeos e imagens relacionados à investigação envolvendo sua esposa, empresária Andreia Ruschid Tolentino, e dirigido ofensas e ameaças ao vereador. Entre as frases atribuídas ao médico-cardiologista estão: “Você não sabe com quem está mexendo”, “Você mexeu com a pessoa errada” e “Eu vou acabar com você”, além de outras ofensas direcionadas a Armandinho.
Conforme o Blog do Elimar Côrtes informou, imagens de câmeras de TV instaladas na Rua Fortunato Ramos mostram a Andreia caminhando com um cachorro durante a noite e praticado ataques de vandalismo nos dias 13 e 20 de junho na imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro afixada na parede da ‘Casa Bolsonaro’. Nas duas ocasiões, a empresária foi registrada pelas câmeras de monitoramento do imóvel.
A Representação sustenta que as supostas ameaças ocorreram após a adoção de medidas legais contra a esposa do médico, investigada em outro procedimento por, segundo a Notícia-Crime apresentada anteriormente, ter utilizado fezes de um cão para pichar e danificar a pintura externa da “Casa Bolsonaro” em dois episódios distintos.
Na Representação encaminhada à Polícia Civil em desfavor de Roberto de Sá, o vereador requer a instauração de inquérito, a oitiva das testemunhas, análise das imagens de videomonitoramento, apuração dos crimes em tese previstos nos artigos 147 (ameaça), 146 (constrangimento ilegal), 344 (coação no curso do processo) e 331 (desacato) do Código Penal, além da adoção de medidas cautelares para impedir aproximação e contato do representado com o parlamentar e sua equipe e da ‘Casa Bolsonaro’.
Segundo a Assessoria Jurídica do Gabinete de Armandinho, a apuração dos fatos é necessária para garantir a integridade física e assegurar o regular andamento das investigações.