Uma das maiores lideranças nacionais do PSB, o governador Renato Casagrande defendeu nesta terça-feira (10/02) a manutenção de Geraldo Alckmin como companheiro de chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para as eleições de outubro deste ano. Casagrande exaltou a “competência” de Alckimin, que também é ministro da Indústria e Comércio, e o grau de confiança que Lula tem no seu vice-presidente. O posicionamento de Casagrande foi dado depois de participar, ao lado do ministro da Educação, Camilo Santana, da entrega das primeiras unidades da Carteira Nacional Docente do Brasil (CNDB) e dos vales-computador do programa ‘Mais Professores para o Brasi’, no campus de Goiabeiras da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).
Recentemente, no entanto, Lula e algumas lideranças petistas chegaram a falar que o partido pode se aliar a outro nome – que seria do MDB – na corrida à reeleição enquanto articula um palanque mais forte em São Paulo, o maior colégio eleitoral do País.
Geraldo Alckmin tem dito a aliados que não gostaria de disputar cargos eletivos por São Paulo, Estado que governou por quatro mandatos, se for descartado da chapa de Lula. No partido do vice, a manutenção no posto é considerada estratégica, e a posição será levada ao Palácio do Planalto em reunião marcada para esta semana entre o presidente Nacional do PSB e prefeito do Recife, João Campos, e Lula.
O governador Casagrande considera normal o debate sobre a escolha de outro nome para compor a chapa do presidente Lula. No entanto, acredita que Alckmin continuará sendo o parceiro do pestista: “É um debate natural. O presidente Lula tem no Alckimin uma figura de muita confiança e de muita competência e isso ajuda muito no projeto do presidente”, afirmou.
Perguntado se manteria Geraldo Alckimin como vice-presidente na chapa encabeçada por Lula, o governador do Espírito Santo foi categórico: “Na minha avaliação, ele deve continuar. O presidente Lula sabe que não tem neste momento uma figura de tanta credibilidade como ele [Alckimin]”, disse Casagrande.
Ex-adversários que viraram aliados políticos na campanha de 2022, quando o ex-tucano foi peça central da estratégia petista para ampliar as alianças e derrotar Jair Bolsonaro (PL), Lula e Alckmin construíram uma relação de lealdade, com diálogo que dispensa intermediários, ao longo do mandato. É por isso que, ainda que o vice resista a disputar eleições em São Paulo, aliados ressaltam que ele não deixará de ouvir o presidente sobre o assunto.
A permanência de Alckmin na chapa voltou a ser questionada na quinta-feira (05/02) passada, quando Lula admitiu pela primeira vez a possibilidade de excluir o aliado da disputa à Presidência. Em entrevista ao Portal UOL, o presidente disse que tanto Alckmin quanto o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), ou a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), podem ser candidatos em São Paulo: “ Nós temos muito voto em São Paulo e temos condições de ganhar as eleições em São Paulo. Eu ainda não conversei com o Haddad, ainda não conversei com o Alckmin, mas eles sabem que têm um papel para cumprir em São Paulo. Eles sabem. A Simone (Tebet) também tem um papel para cumprir, também não conversei com ela”, frisou Lula.



