O Espírito Santo terminou o ano de 2025 com o menor número de homicídios em quase 30 anos. Foram 796 assassinatos entre 1º de janeiro a 31 de dezembro, contra 854 mortes no mesmo período em 2024. Trata-se de uma redução de 6,8%. Pela primeira vez, desde 1996, quando começou a contagem da série histórica em relação ao número de assassinatos, o Estado encerra um ano com menos de 800 mortes. Naquele ano de 1996, o Estado registrou 1.198 homicídios. De lá em diante, os números só aumentaram, chegando a 2.034 assassinatos em 2009, vindo a cair, no entanto, a partir da implantação do Programa Estado Presente em Defesa da Vida, em 2011, no primeiro ano do primeiro mandato do governador Renato Casagrande (PSB).
Os dados foram apresentados na manhã desta quinta-feira (01/01) pela Secretaria Estadual da Segurança Pública e Defesa da Vida (Sesp) e reforçam o protagonismo do Programa Estado Presente na redução da violência em solo capixaba. Com exceção da Região Norte, as demais tiveram também redução da violência. Municípios do Norte capixaba registraram 184 assassinatos em 2025, contra 173 no ano anterior, um aumento de 6,4%. Destaque para o Sul, que teve que da 33,3% no número de homicídios: foram 87 em 2024, contra 58 em 2025. Em seguida vem a Região Serrana, com redução de 25,4% (44 assassinatos no ano que se encerrou, enquanto em 2024 foram registrados 59).
A Região Noroeste também teve queda de 14% no mesmo período: registrou 129 mortes em 2024, contra 111 em 2025. A Região Metropolitana da Grande Vitória também encerrou o ano com 399 homicídios, uma redução de 1,7% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram registradas 406 mortes.
Na manhã desta quinta-feira, o governador Renato Casagrande comentou sobre os números, ressaltou a importância da redução histórica da violência e frisou que não há nada ainda para se comemorar. Porém, garantiu que o Estado continuará avançando firme nas políticas de proteção social e repressão à criminalidade:
“Registramos, mais uma vez, uma redução histórica no número de homicídios no Espírito Santo. Não há motivo para comemorar enquanto vidas são perdidas, mas reconheço o resultado do trabalho do Programa Estado Presente em Defesa da Vida, que demonstra que estamos no caminho certo. Essa redução nos homicídios reforça a responsabilidade que tenho de não medir esforços. Vou continuar investindo em inteligência, na integração entre políticas públicas e segurança e valorizando nossos profissionais.”
“O trabalho para fazer do nosso Espírito Santo um Estado cada vez mais seguro segue sem trégua. Programa Estado Presente. Graças ao esforço das nossas forças de segurança, da maior recomposição dos efetivos das nossas polícias, dos elevados investimentos em tecnologia e de atuação integrada, encerramos 2025 com a menor taxa de homicídios dos últimos 29 anos. Segurança pública é uma obra inacabada e seguimos firmes na luta, sem trégua à criminalidade. Com trabalho duro vamos em frente, estamos no caminho certo”, disse o vice-governador do Estado e coordenador do Programa Estado Presente em Defesa da Vida, Ricardo Ferraço.
Em 2025, dez municípios capixabas não tiveram nenhum registro de homicídio e alguns chegaram a superar a marca de três anos. Dores do Rio Preto lidera este ranking com 1.324 dias de paz, seguido por Iconha com 1.109 dias. Vila Pavão também se destaca com mais de dois anos (784 dias) sem ocorrência.
A redução da letalidade feminina também atingiu níveis recordes. Com 75 homicídios de mulheres em 2025, o estado alcançou o menor número da série histórica iniciada em 1996. No que tange aos feminicídios, a queda de 15,4% em relação a 2024 (passando de 39 para 33 casos) representa o menor índice desde que o indicador passou a ser monitorado especificamente em 2017. Estes resultados refletem o impacto positivo das políticas de proteção à mulher e da repressão aos crimes de gênero que passaram a integrar os eixos de atuação do Estado Presente em Defesa da Vida, por meio do Programa Mulher Viva +.
“Este é o resultado de um trabalho intenso e constante, que reúne investimentos robustos do Governo do Estado, implantação de tecnologias de ponta e o empenho de cada servidor e servidora que fazem a Segurança Pública diariamente. Alcançamos a meta de 2025, e já estamos trabalhando para que 2026 também seja de êxito”, afirmou o secretário de Estado da Segurança Pública e Defesa Social, Leonardo Damasceno.
Redução nos Crimes Contra o Patrimônio
Os roubos e furtos apresentam redução generalizada no Espírito Santo. Em 2025, o roubo e furto de veículos caiu 13,8%, com 850 unidades a menos subtraídas em comparação a 2024. No caso dos celulares, a redução foi de 15,3%, totalizando 3.194 aparelhos a menos que foram alvo de criminosos.
Um dado de destaque absoluto é a redução dos roubos no transporte coletivo, que despencaram 56,9%, passando de 1.656 registros em 2024 para 716 em 2025. Esse resultado é atribuído ao policiamento nos terminais e à integração de sistemas de videomonitoramento nos terminais e dentro dos coletivos.
Investimentos e trabalho contínuo
A trajetória do Espírito Santo nas últimas décadas foi marcada por desafios profundos, chegando a estar entre os estados mais violentos do país. No entanto, a implementação contínua e o aprimoramento do Programa Estado Presente em Defesa da Vida transformaram essa realidade. Através de uma gestão baseada em evidências, integração entre as forças policiais e o uso intensivo de tecnologias de última geração, o estado alcançou patamares de redução da criminalidade violenta que pareciam inalcançáveis.
Em 2025, o Estado consolidou o uso de recursos tecnológicos voltados para a Segurança Pública, construindo um ecossistema que integra soluções de vigilância inteligente e infraestrutura de ponta. Atualmente, este sistema conta com 40 Totens de Segurança e 1.468 câmeras do Cerco Inteligente, integrados ao Núcleo de Intervenções Rápidas (NIR). Com recursos de reconhecimento facial e leitura de dados, os equipamentos viabilizaram a prisão de 568 pessoas com mandados de prisão em aberto e a apreensão de 1.795 veículos. Os Totens já foram acionados por populares mais de 1.200 vezes e geraram o registro de 510 ocorrências policiais.



