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A Polícia Civil prendeu três ativistas políticas, identificadas como Aída Aparecida Bertassoni Jones, Laudiceia da Silva Rizzo e Adriana Corona, que se passam por cuidadoras de animais, por terem abandonado uma cadelinha grávida na porta da Gerência do Bem-Estar Animal, da Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Cariacica. Uma das três mulheres, Aída, já havia sido condenada pela Justiça do Espírito Santo pela acuação de tráfico de drogas.

O fato ocorreu na tarde da última segunda-feira (01/12). Na manhã seguinte elas foram presas por policiais civis do Distrito Policial de Jardim América (que fica em Vara Cruz), ainda dentro do prazo do flagrante (que é de 24 horas), e nesta quinta-feira (04/12) as três acusadas foram soltas, depois de passar por Audiência de Custódia, no Complexo Penitenciário de Viana. As amigas passaram uma noite no Presídio Feminino de Tucum.

Vão responder a um Inquérito Policial em liberdade. Foram autuadas em flagrante por promover ação ou omissão que cause sofrimento físico ou psicológico, conforme previsto na Lei nº 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais) e na Lei nº 14.064/2020. Isso inclui agressão física, abandono, negação de alimento e água, negligência veterinária, manutenção em locais insalubres, exploração excessiva e crueldade, entre outras práticas.
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Imagens (fotos e vídeos) mostram as três amigas chegando à sede da Secretaria do Meio Ambiente e abandonando a cadela. De acordo com o Boletim Único 59823796, Aída, Laudicéia e Adriana chegaram por volta das 15h40 de segunda-feira ao Centro Administrativo da Prefeitura de Cariacica, em Vera Cruz, solicitando para ser atendidas pela secretária Municipal do Meio Ambiente, Luciana Tibério. Queriam, conforme alegaram, entregar a cadela grávida, “supostamente sem dono”. Como a secretária não estava, as três ativistas políticas foram a Gerência do Bem-Estar Animal e lá abandonaram o animal.

Elas foram alertadas pelos funcionários de que não poderiam praticar tal crime, mas justificaram a conduta afirmando que a Semdec é que deveria acolher o animal. Ainda de acordo com o BU, Aída, Laudicéia e Adriana expuseram a cadela a sofrimento psicológico e físico, “em conduta completamente irresponsável e temerária, e que o animal estava em trabalho de parto”.

Ficha suja

No dia 9 de janeiro de 2007, a suposta cuidadora de animais Aída Aparecida Bertassoni Jones foi presa em Linhares pela acusação de tráfico de drogas. Foi denunciada pelo Ministério Público Estadual e condenada pela Justiça nas iras do artigo 33, Caput, da Lei 11.343/2006. Pegou três anos e seis meses de prisão, em regime semiaberto, conforme sentença publicada em 16 de julho de 2015.

Em 12 de dezembro de 2017, no entanto, a Justiça julgou extinta a punibilidade pela concessão de Indulto concedido na época pelo então presidente da República, Michel Temer.

Outra ativista política, que também se passa por cuidadora de animais e é dona de uma loja de pets, em Cariacica, é Laudiceia da Silva Rizzo, ligada ao Partido dos Trabalhadores (PT). Recentemente, o 3º Juizado Especial Cível de Cariacica julgou improcedente a ação nº 5019609-72.2025.8.08.0012, com pedido de indenização de R$ 30 mil, movida por Laudiceia em face do ‘site’ Blog do Elimar Côrtes.

Laudiceia se indignou com reportagem publicada neste ‘site’ sobre a revolta dela e a de um grupo de pessoas, liderado pelo vereador Jocemir da Enfermagem (Podemos/Cariacica), com a construção da nova sede do Centro de Referência Especializado de Assistência Social para População de Rua (Centro-Pop), no bairro Santa Bárbara. O Centro Pop é uma casa de acolhimento de moradores em situação de rua, que está sendo construído pela Prefeitura Municipal de Cariacica.

Nota da Prefeitura

Em Nota Oficial divulgada na tarde desta quinta-feira (04/12) à imprensa, a Prefeitura de Cariacica informa que recebeu pedido para atendimento de resgate de uma cadela, porém, devido à alta demanda no município não foi possível atendimento imediato. O Ministério Público solicitou esclarecimentos acerca do caso dentro do prazo de dez dias. Antes do prazo finalizar, algumas pessoas deixaram o animal no prédio da Secretaria de Meio Ambiente, caracterizando abandono de animal (artigo 32 da Lei 9.605/98). Desta forma, a Secretaria de Meio Ambiente registrou o caso no ‘site’ da  Polícia Civil. A cadela está realizando exames e não está em sofrimento, conforme relatado pelas protetoras.