Um policial rodoviário federal, lotado no Espírito Santo, foi afastado de suas atividades pela acusação de corrupção e inserção de dados falsos em sistema de informação. Ele foi alvo da Operação Gypaetus, deflagrada nesta quinta-feira (23/10) pela Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários da Polícia Federal, em conjunto com a Polícia Rodoviária Federal. A operação cumpriu ainda cinco mandados de busca e apreensão. O policial rodoviário federal é investigado juntamente com empresários do setor de transporte rodoviário de cargas.
Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos com apoio da Corregedoria da PRF nos municípios de Venda Nova do Imigrante, Brejetuba e Castelo, Região Serrana do Estado. As investigações, iniciadas a partir de informações da Corregedoria da Polícia Rodoviária Federal no Espírito Santo, identificaram que o servidor realizava simulações de vistorias veiculares no Sistema de Parte Diária Informatizada (PDI), registrando inspeções que jamais ocorreram e liberando irregularmente veículos.
O cruzamento de dados de sistemas de monitoramento demonstrou que diversos veículos constavam como vistoriados no sistema enquanto trafegavam em outros estados, revelando a inserção de dados falsos em sistemas.
As apurações apontaram, ainda, que empresas transportadoras foram beneficiadas com registros fraudulentos, indicando possível conluio entre o servidor e empresários do ramo. Foram identificadas 18 vistorias vinculadas aos investigados, sendo sete com indícios concretos de fraude.
Na ação desta quinta-feira, foram apreendidos aparelhos eletrônicos e documentos, que serão encaminhados ao Setor Técnico-Científico (SETEC) da Polícia Federal para análise pericial. As investigações prosseguem com o objetivo de aprofundamento da apuração, inclusive, para verificação da participação de outros envolvidos e coleta de outros elementos. Foram apreendidas também armas e munições.



