O Espírito Santo alcançou, mais uma vez, a primeira colocação no Índice de Transparência de Governança Pública agora em 2025. Com 95 pontos, o Estado governado por Renato Casagrande (PSB) lidera o ranking divulgado na segunda-feira (29/09) pela Transparência Internacional-Brasil. A média nacional do índice desta avaliação foi de 68,8 pontos, estando na categoria “bom”. O Espírito Santo, entretanto, está na categoria ‘ótimo’. Nesse índice, atrás do Estado capixaba vêm Goiás (93), Minas Gerais (89), Ceará (89), Distrito Federal (85) e Alagoas (81).
São Paulo aparece na 10ª posição com 76 pontos e o Rio de Janeiro ocupa o 17º lugar no ranking, com 64 pontos, ambos na categoria “bom”. Já os piores colocados são Amapá (47), Roraima (48), Acre (50), Piauí (51) e Sergipe (51), todos classificados como “regular”. Neste ano, nenhum estado esteve nas categorias “ruim” ou “péssimo”.
Além da avaliação geral, os dados da Transparência Internacional mostram a avaliação dos Estados em oito dimensões. E o Espírito Santo se destaca também em outros quatro dos sete critérios adotadas pela ONG.
Plataformas: Melhor média nacional, com 89 pontos. Destacaram-se os Estados do Espírito Santo, Minas Gerais, Ceará, Distrito Federal e Amazonas, que alcançaram a pontuação máxima na dimensão (100 pontos). Os piores resultados foram Maranhão (76), Pará (76) e Acre (74).
Transformação Digital e Comunicação: Média de 83 pontos, com três estados com pontuação máxima (Ceará, Goiás e Rio Grande do Sul). Com os piores desempenhos na dimensão, Sergipe e Roraima obtiveram, respectivamente, 50 e 42 pontos.
Dados: Média nacional de 70 pontos e quatro Estados com pontuação máxima (Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais e Alagoas). Destaque negativo para Sergipe, que recebeu apenas 14 pontos nesta dimensão.
Legal: Média nacional de 67 pontos. Três estados conseguiram a pontuação máxima (Goiás, Ceará e Minas Gerais). Como destaque negativo, o Amapá alcançou apenas 10 pontos na dimensão.
Transparência Financeira e Orçamentária: Média nacional de 66 pontos. O melhor desempenho na dimensão foi alcançado pelo Espírito Santo (96) e o pior por Roraima (32).
Obras Públicas: Média de 63 pontos. O estado de Goiás atingiu a maior nota (95), enquanto Bahia e Tocantins empataram com o pior desempenho, com apenas 23 pontos.
Participação: Dimensão com a pior média nacional, de apenas 52 pontos. Destacaram-se positivamente o Espírito Santo e São Paulo, que alcançaram 95 pontos nessa dimensão. Como destaques negativos, Rio de Janeiro, Amapá e Bahia, atingiram apenas 15 pontos cada.
Os pesquisadores das Transparência Internacional-Brasil adotaram 106 critérios de transparência e atribuíram notas entre zero e 100 aos Estados avaliados. Os entes federativos foram classificados em cinco faixas a partir dos valores que foram atribuídos. As categorias são “ótimo” (80-100 pontos), “bom” (60-79,9), “regular” (40-59,9), “ruim” (20-39,9) e “péssimo” (0-19,9).
Segundo a Transparência Internacional-brasil, o Governo do Espírito Santo obteve nota máxima nas dimensões Dados e Plataformas, sendo um dos poucos Estados a: Possuir Planos de Dados Abertos vigentes; Publicar inventários e catálogos dos dados abertos disponíveis; Disponibilizar ferramentas de acessibilidade digital em seu portal principal; Divulgar o Diário Oficial em plataforma online e formato aberto.
E, a conclusão, é que o Estado lidera o Índice de Transparência e Governança Pública, ficando apenas a cinco pontos de distância da nota máxima. E frisa: “O “Estado pode melhorar seu desempenho aumentando a transparência sobre a execução de obras públicas.”



