O governador Renato Casagrande (PSB) defendeu, na manhã desta quinta-feira (07/08), o direito dos parlamentares da oposição se manifestarem contra o que acreditam estar errado. No entanto, o líder capixaba criticou o fato de senadores e deputados federais terem adotado diversas táticas nos últimos dias para tentar paralisar os trabalhos na Câmara Federal e no Senado Federal em meio à pressão pela aprovação do Projeto de Lei da Anistia, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue o foro privilegiado para autoridades e o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (SDTF).
O motim de senadores e deputados, em Brasília, começou depois que Moraes decretou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Compreendo que temos no Brasil algumas pessoas e algumas lideranças que só querem tensionar, só querem buscar confusão e enfraquecer as instituições. Eu acho que existem meios das pessoas lutarem sem paralisar o funcionamento de uma instituição. Então, é legítimo que cada parlamentar possa fazer a defesa daquilo que acredita, mas tem os meios institucionais que possam fazer isso”, disse Casagrande, depois de participar, no Palácio Anchieta, em Vitória, do anúncio de uma série de novos investimentos para a área de saúde capixaba.
O governador completou: “[Parlamentares] Obstruírem a votação, por exemplo, de um Projeto de Lei que reduz ou que isenta pessoas que ganham pouco do pagamento do Imposto de Renda não está correto e é injusto. É bom que as instituições possam funcionar e que a gente possa fazer a luta por aquilo que a gente defende dentro dos princípios das regras institucionais.”
Logo depois da fala de Renato Casagrande, em entrevista de imprensa, o Senado aprovou o PL que atualiza a tabela mensal do Imposto de Renda para Pessoa Física, mantendo a isenção para quem ganha até dois salários mínimos — hoje em R$ 3.036,00. A votação ocorreu minutos depois de a oposição desocupar o plenário principal da Casa e permitir a realização de uma sessão deliberativa nesta manhã. A análise foi feita de forma simbólica, sem registro nominal de votos. Com a aprovação, o projeto, que já havia sido analisado pela Câmara, vai à sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).



