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Política

'Quem sai do caminho da democracia tem que ser condenado', diz Casagrande ao comentar incentivo ao golpe de Estado dado por senador 'capixaba'

Elimar Cortes 12 de Novembro de 2023 2 min de leitura
'Quem sai do caminho da democracia tem que ser condenado', diz Casagrande ao comentar incentivo ao golpe de Estado dado por senador 'capixaba'

O governador Renato Casagrande (PSB) comentou, na manhã de sábado (11/11), as informações publicadas pelo O Globo de que o senador 'capixaba' Magno Malta (PL) fazia parte de um grupo que incentivava o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a dar um golpe de Estado para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como Presidente da República.
Casagrande não citou o nome de Magno Malta, porém, condenou a atitude de quem prega contra a democracia. Para o líder capixaba, "a democracia é nosso único caminho" e que é missão de toda sociedade "defender as instituições democráticas". Para ele, quem sai dessa linha tem que ser condenado:

“Eu não vou falar nem de caso específico. Eu vou dizer que, em tese, nós não temos outro caminho a não ser a democracia. A democracia é o caminho difícil, mas é o único caminho que nós temos. Fora da democracia, vamos ver atrocidades, vamos ver o desrespeito aos direitos humanos, vamos ver o desrespeito às pessoas, vamos ver um ambiente desorganizado. Então, a democracia é nosso único caminho. É tarefa de todos, com mandato ou sem mandato, defender as instituições democráticas. É isso que nós precisamos. Qualquer comportamento diferente disso tem que ser condenado", disse Casagrande ao site Blog do Elimar Côrtes.

Conforme vem sendo noticiado, o tenente-coronel do Exército Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência da República, afirmou, em colaboração premiada à Polícia Federal, que o senador Magno Malta e o ex-ministro Onyx Lorenzoni (PL-RS) integravam o grupo que pediu a Bolsonaro que promovesse um golpe de Estado e implantasse uma ditadura no Brasil.

"Esse grupo de conselheiros radicais", de acordo com Mauro Cid, dizia que Bolsonaro teria apoio da população e de pessoas armadas, os CACs (Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores), que tiveram o acesso a armas facilitado durante o governo passado. As informações são da coluna de Bela Megale, do jornal O Globo. Também faziam parte do grupo, ainda segundo Mauro Cid, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), conforme a coluna de Aguirre Talento, do portal UOL.

Segundo a revista Isto É, a defesa de Jair e Michelle Bolsonaro afirmou que as acusações são “absurdas”, enquanto Eduardo disse que a “narrativa não passa de fantasia, devaneio”. Em nota, o senador Magno Malta disse que nunca incentivou o ex-presidente a dar um golpe de Estado e ressaltou a importância de “realizar análises aprofundadas antes de se tirar conclusões”.

E afirmou: “Minhas interações com Bolsonaro após as eleições eram pautadas em momentos de consolo, orações e leitura da Bíblia. Estou plenamente disposto a cooperar com as autoridades, buscando esclarecer quaisquer dúvidas que possam surgir. Acredito que a menção do meu nome está relacionada ao tempo que passei com o ex-presidente, mas reitero que não há fundamento para preocupações, pois não cometi nenhum crime”, afirmou Magno Malta, que é natural da Bahgia, mas se tornou político no Espírito Santo, onde foi vereador (Cachoeiro de Itapemirim), deputado estadual, deputado federal e senador (agora em terceiro mandato.

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