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Ao fazer palestra durante o 9º Coffee Dinner & Summit, evento sobre a cadeia produtiva de café que aconteceu em São Paulo na quinta (25/05) e sexta-feira (26/05), o governador Renato Casagrande (PSB) defendeu a cafeicultura do Espírito Santo, destacando que o Estado é uma referência nacional e mundial na produção do produtor. No evento internacional, que reuniu empresários de vários países, Casagrande também foi homenageado pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), organizador do evento. Casagrande falou sobre o recém-lançado Programa de Desenvolvimento Sustentável da Cafeicultura do Espírito Santo, além de comentar sobre a atual situação do mercado de café e os impactos da reforma tributária no setor agropecuário.

“Sou de um Estado onde o café é o produto mais importante, com 70% das propriedades rurais especializadas no produto. Somos referência em qualidade, já comprovada em concursos de café. Além da produção, também investimos em formação, pesquisa e assistência técnica. Recentemente, lançamos o Programa de Desenvolvimento de Sustentabilidade da Cafeicultura, com 35 eixos e 27 projetos, visando aumentar a produtividade e a qualidade do café. Nos preocupamos com questões de governança, ação social, recursos hídricos, tecnologia e agregação de valor para garantir a renda do produtor rural”, disse o governador capixaba.

O Espírito Santo é uma referência nacional e mundial na produção de café, sendo responsável por três a cada quatro sacas de Conilon produzidas no País. O Estado produz em quantidade e com qualidade, as duas espécies de café que são consumidas no mundo: Arábica e Conilon. No ano passado, a área do Conilon no Espírito Santo foi de 259,174 hectares, o que rendeu uma média de 47,7 sacas por hectare.

O Coffee Dinner & Summit é organizado pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O evento também contou com painéis temáticos, nos quais foram discutidas questões importantes para o setor cafeicultor, como a logística de exportações de café e a sustentabilidade.

Pelo Governo capixaba, também estiveram presentes no no 9º Coffee Dinner & Summit o vice-governador e secretário de Estado de Desenvolvimento, Ricardo Ferraço; o secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, Enio Bergoli; e o diretor-presidente do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), Franco Fiorot.

O evento deste ano reuniu mais de mil pessoas para promover negócios e aproximar empresários, produtores e pessoas apaixonadas pelo grão. Foram quase 10 horas de palestras e seis painéis que abordaram os principais temas relevantes para o setor cafeeiro. Um deles mostrou como anda o consumo mundial, inclusive do café especial, que vem crescendo a cada ano. Hoje, esse tipo de bebida já representa 8 milhões de sacas da produção nacional, 7 milhões delas destinadas à exportação, garantindo ao produtor uma rentabilidade maior.

O diretor-executivo da Brazil Specialty Coffee Association (ABSA), Vinicius Estrela, afirma que o café especial necessita de um manejo muito delicado. O grau oferece maior rentabilidade, mas tem custo maior. “Há cafés sendo premiados em leilões internacionais alcançando valores de R$ 60 mil a saca”, diz.

O Brasil deve produzir nesta safra 54 milhões de sacas de café, entre arábica e conilon, segundo os dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Se esse número se confirmar, será a maior produção da história em bienalidade negativa. Por um lado, o setor comemora; por outro, com o aumento da oferta, há um receio de que os preços sejam pressionados. Por essa razão, é importante ampliar a exportação, que foi um dos temas do simpósio. O Brasil já exporta 90% da sua produção para 122 países. No ano passado, o país acumulou uma receita de US$ 9 bilhões. Mesmo assim, é preciso ampliar nosso mercado internacional, principalmente em momentos como esse, de aumento da oferta.

 

(Fotos: Adriano Zucolotto/Governo-ES)