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O delegado-geral da Polícia Civil, José Darcy Arruda, explicou, na noite de sexta-feira (08/10), o motivo que levou a instituição a promover a transferência de três delegados para outras unidades operacionais. Na Nota, a chefia da PCES afirma que a transferência dos profissionais foi realizada por motivos estritamente operacionais em decorrência da necessidade de otimizar a distribuição de efetivo policial, visando o melhor atendimento à população”.

Um dos transferidos é Leandro Piquet de Azeredo Bastos, que é também vereador em Vitória pelo Republicanos. Uma hora antes da Nota Oficial divulgada pela Polícia Civil, Piquet, que  é o líder do prefeito Lorenzo Pazolini – também delegado de Polícia – na Câmara Municipal de Vitória, usou suas redes sociais para criticar a sua transferência, alegando estar sendo vítima de “perseguição”, sendo desmentido pela Nota Oficial da Chefia da PCES.

Leandro Piquet estava atuando como delegado-adjunto na Delegacia Especializada de Pessoas Desaparecidas (DEPD). Foi transferido para a Delegacia de Plantão de Homicídios, em Vitória. O delegado Eduardo Teixeira Coelho vai para a 2ª Delegacia Especializada de Narcóticos, enquanto o delegado Felipe Pimentel Dias passa a atuar na Delegacia de Plantão da 1ª Regional (Vitória).

“O delegado (Leandro Piquet) atuava como adjunto da DEPD, com carga horária de 40 horas semanais a serem cumpridas em horário de expediente administrativo, ou seja, entre 8h e 18h. Com as alterações, o referido servidor foi localizado no Plantão do Departamento de Homicídios, que permite flexibilidade de horários e é compatível com as atividades legislativas”, diz trecho da nota.

Nota da Polícia Civil

A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) publicou, nessa sexta-feira (08/10), alterações nas localizações de três Delegados de Polícia. Tais mudanças são realizadas por decisão administrativa, com fulcro na Lei 12.830/13, sempre que se faz necessário readequar o efetivo para o melhor atendimento à população. Entre os servidores relocalizados está o Delegado de Polícia Leandro Piquet de Azeredo Bastos, que é servidor público do Estado e exerce também o cargo de vereador do município de Vitória.

O delegado atuava como adjunto da Delegacia Especializada de Pessoas Desaparecidas (DEPD), com carga horária de 40 horas semanais a serem cumpridas em horário de expediente administrativo, ou seja, entre 8h e 18h. Com as alterações, o referido servidor foi localizado no Plantão do Departamento de Homicídios, que permite flexibilidade de horários e é compatível com as atividades legislativas.

A transferência do delegado Leandro Piquet, bem como a de outros servidores da PCES, foi  realizada por motivos estritamente operacionais em decorrência da necessidade de otimizar a distribuição de efetivo policial, visando o melhor atendimento à população. Assim, não há que se falar em qualquer medida para restringir o exercício da vereança ou tampouco qualquer tipo de represália de natureza política. Reforçando que a transferência se deu por motivos exclusivamente operacionais para o melhor atendimento da população.

Delegado vê “decisão política”

Na manhã deste sábado (09/10), o delegado-vereador Leandro Piquet informou que já está cumprindo plantão na DHPP. Salientou que o plantão é de 12 horas e que estará de novo no na mesma unidade, também em regime de plantão, na terça-feira (12/10). Afirmou que pretende resolver a situação por meio do diálogo.

Na sexta-feira à noite, ele escreveu nas redes sociais: “Em razão de uma decisão política, estou sendo obrigado a pedir férias da PCES para poder continuar representando o cidadão capixaba na Câmara de Vitória.

No dia do meu aniversário, fui surpreendido pelo Diário Oficial com a transferência de cargo para uma função com horário incompatível à atuação do meu mandato no Legislativo Municipal. Fui eleito pelo povo e aprovado legitimamente no concurso da Polícia Civil.

Essa ação foi uma represália por conta da minha defesa das polícias, em plenário e em artigo publicado pelo site A Gazeta ES.

Reivindico melhores condições de trabalho que possibilitem uma melhor atuação das polícias no combate ao crime e na proteção da vida e do patrimônio da população capixaba.

Governador, é só o que peço, deixe-me trabalhar!

Um ano depois de tomar posse como delegado, Leandro Piquet foi para o Iases a convite de Renato Casagrande

Carioca, o delegado Leandro Piquet, que na sexta-feira completou 39 anos de idade, já foi aliado do governador Renato Casagrande, a quem, agora, ele tenta “responsabilizar” por sua transferência de unidade. Quando se lançou candidato a vereador em 2020, ele defendeu, em entrevista ao Blog do Elimar Côrtes, o diálogo como forma de melhorar a segurança pública e a aumentar o controle sobre o Poder Público.
Piquet é do concurso de Delegados de Polícia Civil do Espírito Santo cujo edital foi lançado em 2010. Não ficou muito tempo na função de delegado. Em 2013, ele foi convidado por Casagrande e assumiu o cargo de diretor técnico e, posteriormente, o de presidente do Instituto de Atendimento Socioeducativo do Espírito Santo (Iases).

Em abril de 2014, pediu exoneração do cargo e voltou aos quadros da Polícia Civil. Em 2015, já no governo de Paulo Hartung, Leandro Piquet voltou a atuar na presidência do Iases, a convite de seu amigo, o então secretário de Estado da Justiça, Eugênio Ricas, hoje superintendente Regional daPolícia Federal no Espírito Santo.

Posteriormente, voltou, de novo, à Polícia Civil, mas logo foi, mais uma vez, convidado exercer outro cargo no Executivo Estadual. Assumiu a Subsecretária de Integridade Empresarial e Governamental da Secretária Estadual de Controle e Transparência (Secont), a convite do Eugênio Ricas, que deixara a Sejus e foi para a Secont. Depois, Piquet se tornou corregedor-geral do Estado, no lugar do também delegado Fabiano Contarato, em meados de 2018, que deixara o cargo para se candidatar a senador da República – Contarato acabou sendo eleito, junto com Marcos do Val.

Em 2019, com o fim do governo Hartung, Piquet deixou o cargo de corregedor-geral do Estado e retornou, mais uma vez, aos quadros da Polícia Civil, indo para a Delegacia Distrital da Praia do Canto, onde obteve a maioria dos 2.364 votos que o elegeram a vereador da Capital capixaba.

O artigo a que ele se refere foi publicado no dia 23 de setembro de 2021 no portal A Gazeta tem como título “A segurança pública do ES está na UTI (um tempo incerto)”.

Nota do Editor: As críticas do delegado-vereador à segurança pública são injustas. Os números mostram que a retomada do Programa Estado Presente em Defesa da Vida reduziu drasticamente a violência no Espírito Santo. As críticas, aliás, são desproporcionais, sobretudo, quando vindas de um operador da segurança. A responsabilidade por uma segurança pública cada vez mais profícua é de todos, inclusive dos delegados de Polícia e da classe política.