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Não convidem mais para a mesma mesa o deputado estadual Lucínio Castelo de Assumção, conhecido pela alcunha de Capitão Assumção (Patriota), e o ex-deputado federal Carlos Manato. Os dois tiveram uma briga “feia” recentemente e estão rompidos.

Manato foi o grande incentivador da candidatura de Assumção, em 2018, ajudando o capitão da Reserva Remunerada da Polícia Militar, do Quadro de Oficiais Combatentes, a se eleger. Manato, que naquela ocasião presidia o PSL – até então, partido do presidente Jair Bolsonaro –, ajudou financeiramente, com recursos do partido, a campanha de Capitão Assumção.

De acordo com fontes da Assembleia Legislativa, Capitão Assumção rompeu com Carlos Manato por discordar do ex-deputado federal que “queria ser o dono do Patriota”. Manato também está filiado ao Patriota.

Ainda segundo as mesmas fontes, Manato tentava interferir no mandato de Assumção, com o que o parlamentar também discordava. Assumção e Manato tiveram uma discussão áspera. Só não saíram em vias de fato, conforme relato de aliados dos dois, por interferência de terceiros.

Capitão Assumção agora segue sozinho. Conforme o Blog do Elimar Côrtes informou com exclusividade em janeiro de 2021, o deputado estadual já havia rompido também com o subtenente do Corpo de Bombeiros Sérgio de Assis Lopes, o Subtenente Assis (PTB). O rompimento dos dois se deu depois das eleições municipais de novembro de 2020, quando Assis foi derrotado na disputa pelo cargo de prefeito de Cariacica.

Para alguns analistas, Capitão Assumção tem mais a perder, ao romper com Carlos Manato, do que o ex-deputado federal. Manato, hoje, é praticamente dono de um mandato parlamentar na Câmara dos Deputados: ele conseguiu eleger sua esposa, a médica Doutora Soraya, para deputada federal em 2018. Soraya Manato costuma seguir as orientações políticas do marido e sua postura no legislativo, em Brasília, tem as mãos de Carlos Manato, por conta da experiência do marido.

“Manato, em 2022, fará com que sua esposa, Doutora Soraya, faça dobradinha com outros candidatos a deputado estadual. Assumção já está fora dessa dobradinha”, avalia um experiente parlamentar capixaba.

Carlos Manato e Capitão Assumção se tornaram mais íntimos na política durante o aquartelamento dos policiais militares em fevereiro de 2017. Os dois aproveitaram a ocasião para se projetar junto aos operadores de segurança pública. Pegaram carona na onda de Jair Bolsonaro, que em 2018 foi eleito Presidente da República.

Assumção chegou a ficar preso e foi condenado a  cinco anos e seis meses de prisão na Ação Penal número 0016850-68.2017.8.08.0024 relativa à denúncia em que o parlamentar teria cometido crimes comuns no início do aquartelamento dos policiais militares do Espírito Santo, em fevereiro de 2017.

No domingo (14/03), Capitão Assumção. Carlos Manato e a deputada federal Soraya Manato participaram, com um grupo de bolsonaristas, de manifestações pelas ruas de Vila Velha e Vitória contra as medidas sanitárias de prevenção ao novo coronavírus adotadas pelo Governo do Estado.

Assumção e o casal Manato estavam em cima de um caminhões diferentes, sem máscara, junto com outras pessoas, inclusive crianças, também sem máscara. Eles gritaram palavras de ordem contra o governador Renato Casagrande, indo, inclusive, à porta do edifício onde reside o governante, em Bento Ferreira, Vitória.

Outros grupos, inclusive Assumção, foram também à residência da mãe do governador, dona Anna Venturim Casagrande, 88 anos de idade, no Bairro República, na Capital capixaba. Lá, bolsonaristas fizeram protesto, que foi imediatamente repudiado por Renato Casagrande.