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Sindipol/ES cobra do governo solução para legalizar situação dos Agentes de Polícia

Elimar Cortes 22 de Abril de 2015 4 min de leitura
Sindipol/ES cobra do governo solução para legalizar situação dos Agentes de Polícia

 

Dirigentes
do Sindicato dos Servidores Policiais Civis do Estado do Espírito Santo
(Sindipol) estão cobrando do governo estadual uma solução para legalizar a
situação do cargo de Agente de Polícia Civil. No
dia 7 deste mês, o presidente do Sindipol, Jorge Emílio Leal, e os diretores
Humberto Mileip Duarte Machado (vice-presidente), Aloísio Duboc Fajardo
(Administrativo-Financeiro), Joel Martins Pereira (secretário de Saúde Ocupacional e Ambiente de Trabalho) e Airton
Leôncio Armondes Filho (secretário de Políticas Sociais e Culturais) estiveram
reunidos com a Chefe de Polícia Civil, delegada Gracimeri Soeiros Gaviorno,
a quem solicitaram apoio junto ao gabinete do governador Paulo Hartung para a
solução do impasse.

No governo anterior, de Renato
Casagrande, o Sindipol provocou a Administração Pública e mostrou a ilegalidade
que acomete o cargo dos Agentes de Polícia, que exercem as mesmas funções de Investigadores
de Polícia, porém, com uma remuneração bem inferior. O salário de um investigador
em início de carreira é de R$ 4,4 mil por mês, enquanto o do agente é de R$ 3,1
mil.
A Procuradoria Geral do Estado (PGE)
deu o seguinte parecer para que o Estado pudesse atender o pleito da categoria:
a) Formalizar as atribuições dos Agentes de Polícia, atualizando as mesmas, de
acordo com o que de fato executam; b) Alterar o nível de escolaridade para
investidura no cargo de Agente, passando a se exigir nível superior; e c) Adequação
da remuneração, de acordo com a complexidade das atribuições exercidas pelo
cargo.
O vice-presidente do Sindipol, Humberto
Mileip, lembra que o próprio governo do Estado, em 2014, começou a trilhar o
caminho sugerido pela PGE, no sentido de observar os três requisitos para
legalização da situação desse cargo:
“O governo passado fez um decreto atualizando
as atribuições dos Agentes e elaborou um projeto de lei corrigindo o nível de
escolaridade para investidura no cargo. Após as eleições de outubro, o então
governador Renato Casagrande mandou a mensagem para a Assembleia Legislativa,
para que a lei fosse aprovada, já que tal projeto de lei não possui repercussão
financeira. Mas, antes de sua posse, o novo governador eleito, Paulo Hartung,
pediu e a Assembleia retirou o projeto de pauta. O governador Hartung prometeu,
em conversa com o deputado Gilsinho Lopes, que tão logo assumisse o cargo
mandaria o projeto de volta ao Legislativo, mas acabou mandando arquivar o
processo na Secretaria da Casa Civil no final de fevereiro deste ano”,
descreveu Humberto Mileip.
Segundo ele, quanto ao terceiro
requisito exigido pela PGE, o ex-governador Renato Casagrande assegurou que, se
vencesse a eleição, discutiria a igualdade salarial a partir de 2015:
               
“Por tudo isso, solicitamos à chefe de
Polícia, doutora Gracimeri Gaviorno, que faça a intermediação junto ao governo
do Estado para que reinicie a negociação do pleito da categoria dos Agentes de
Polícia Civil. Ela ficou de marcar uma reunião com a Seger (Secretaria de
Estado de Gestão e Recursos Humanos) e a Casa Civil. No Brasil, já houve a
unificação em todos os Estados entre os cargos de investigadores e agentes.
Apenas o Espírito Santo está na contramão”, disse Humberto Mileip.
Ele ressalta ainda que a Assembleia
Legislativa, através de projeto de lei de iniciativa do deputado Gilsinho Lopes,
já havia aprovado uma lei que exigia nível superior para a investidura no cargo
de Agentes de Polícia, como é no caso dos investigadores. No entanto, o governo
estadual não reconhece a lei e entrou no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma
Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI). O STF ainda não julgou a ação.
De acordo com Humberto Mileip, a lei de
nível superior para o cargo de Agentes de Polícia não gera impacto financeiro:
“É apenas o segundo passo sugerido pela PGE. A aprovação dessa lei não implica
em gasto, o que só ocorrerá no futuro após negociarmos com o governo uma nova
tabela de subsídio para o cargo. De fato, o que gera a necessidade de
melhorarmos o subsídio do Agente de Polícia é a complexidade das atribuições exercidas
por eles, ainda que não estivessem formalmente regulamentadas. Hoje, com esse
novo decreto que atualizou as atribuições, precisamos caminhar para resolver
essa ilegalidade, aprovando a lei que exige nível superior para investidura no
cargo, e, posteriormente, no momento oportuno para o governo, acertando a
remuneração”.

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