A Superintendência de Polícia Federal no Espírito Santo divulgou, na manhã desta quarta-feira (23/03), nota em que desmente reportagem publicada pelo portal de notícias Folha do ES, que acusa a instituição de usar um artifício ilegal, que é o grampo telefônico em um Inquérito Policial, e ainda tenta jogar a própria PF e o Poder Judiciário contra o governador Renato Casagrande. Alvo de fake news – notícia falsa –, a Polícia Federal lamenta que seus profissionais estejam sendo “arrastados para questões e disputas políticas que não condizem e não encontram amparo no trabalho investigativo.”
No dia anterior, sob o título ‘Grampos da operação da PF pegam Governo Casagrande interferindo na justiça contra a FOLHA’, o Folha do ES publicou um texto informando que “interceptações autorizadas pela justiça federal na operação Volátil 2, que apura a compra superfaturada e sem licitação do álcool em gel, flagraram o alto escalão do governo fazendo tráfico de influência no poder judiciário contra a FOLHA.”
O jornal eletrônico mente já no título. A Polícia Federal jamais realiza “grampo”, que é considerado ilegal pela legislação brasileira. A Federal e as demais polícias brasileiras e o Ministério Público Brasileiro realizam interceptações telefônicas, desde que autorizadas pela Justiça, cujo pedido tem que estar muito bem fundamentado. O texto mente também quando diz que a operação apura superfaturamento. Não houve superfaturamento na compra do álcool em gel, segundo o Tribunal de Contas da União.
O Folha do ES prossegue, dizendo que “fontes sob sigilo informaram que, em um dos casos, um magistrado foi interceptado recebendo uma ligação de agente público do alto escalão pressionando por liminares para retirar reportagens do jornal. O magistrado deu a decisão.”
A notícia falsa do Folha do ES causou revolta e indignação entre os profissionais da Polícia Federal no Espírito Santo. Em nota, a Superintendência Regional da PF no Estado, que é comandada pelo delegado Eugênio Ricas, afirma que vem a público informar que “o conteúdo da matéria intitulada ‘Grampos da operação da PF pegam Governo Casagrande interferindo na justiça contra a FOLHA’, publicada na noite de ontem, dia 22/03, no portal folhadoes.com, não encontra amparo nas provas obtidas na Operação Volátil, em especial em sua segunda fase.”
Ainda segundo a Polícia Federal, “as mencionadas interceptações telefônicas dando conta de tráfico de influência no Poder Judiciário, incluindo um suposto diálogo em que um magistrado teria sido pressionado para conceder liminares, NÃO EXISTEM. Registre-se que NÃO há interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça Federal no bojo da Operação Volátil II.”
Prossegue a nota: “Lamentamos que uma instituição séria como a Polícia Federal, formada por policiais também sérios, como a equipe responsável por essa investigação, sejam arrastados para questões e disputas políticas que não condizem e não encontram amparo no trabalho investigativo.” E finaliza: “Não compactuamos em absoluto com a utilização do nome da instituição policial em interesses diversos que não aqueles previstos em sua missão constitucional.”
Na quinta-feira passada (17/03), a Polícia Federal realizou a segunda parte da Operação Volátil II, em que um dos alvos foi o então subsecretário de Infraestrutura Rural da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, Rodrigo Vaccari dos Reis. Já afastado do cargo, ele é investigado pela Polícia Federal pela acusação de receber R$ 840 mil de propina na compra de álcool gel. De acordo com a PF, a operação é dedicada a apurar crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, além da já verificada fraude licitatória.
O governador Renato Casagrande, membros de seu Governo e membros do Ministério Público do Estado do Espírito Santo têm sido vítimas constantes de fake news tanto por parte de políticos quanto por parte de alguns site de notícias aliados de parlamentares da oposição e até de advogados que não gostam do Governo. Casagrande, seus secretários e o Ministério Público têm lutado, praticamente, sozinhos contra a onda de notícias falsas que buscam manchar as suas reputações.



